sexta-feira, 21 de julho de 2017

Reflexões Sobre a Religião - Parte III



"Uma sociedade sem religião é como um navio sem bússola." - Napoleão Bonaparte (1769 - 1821)
  
"Quando o Catolicismo triunfou definitivamente sobre o Paganismo em toda a Europa, e começou a construir o edifício feudal que subsistiu até ao século XVIII - ou seja, um espaço de mil anos - não pôde reduzir e destruir por completo os costumes antigos, nem as ideias filosóficas que tinham transformado as bases pagãs na época da reacção politeísta levada a cabo pelo imperador Juliano.

(...)

Só ao olhar a França reconhecemos que o culto pagão sobreviveu por muito tempo às conversões oficiais realizadas na mudança de religião dos reis merovíngios. O respeito dos Povos por certos lugares consagrados, pelas ruínas dos templos ou até pelos escombros das estátuas, obrigou os clérigos cristãos a construir a maior parte das igrejas sobre as bases dos antigos edifícios pagãos. Em todos os lugares em que esta precaução foi esquecida, e especialmente nos lugares solitários, o culto antigo continuou - como no monte de San Bernard onde, no século passado, ainda se rendia culto ao Deus Jou sobre o lugar do antigo templo de Júpiter. Ainda que a antiga Deusa dos Parisinos, Isis, tenha sido substituída por Santa Genoveva como protectora e patrona, ainda assim no século XI se via uma imagem de Isis conservada por descuido debaixo do pórtico de Saint-Germain-Des-Prés, honrada piedosamente pelas mulheres dos marinheiros - o que obrigou o arcebispo de Paris a mandar que fosse feita em pedaços e atirada ao Sena. Uma estátua da mesma Divindade via-se contudo em Quenpilly, Bretanha, há uns anos, e recebia o respeito dos nativos. Em certas zonas de Alsácia e do Franco-Condado mantém-se o culto das Matres - cujas imagens em baixo-relevo aparecem em vários monumentos e que outra coisa não são senão as grandes Deusas Cíbele, Ceres e Vesta.»[1]

A gravíssima crise civilizacional que o Ocidente hoje atravessa, é acima de tudo uma crise espiritual e religiosa que advém do natural esgotamento do credo cristão como religião credível. Isto já era de esperar há muito tempo. Era perfeitamente expectável que uma doutrina estrangeira e invasora - como é claramente o caso da doutrina cristã - acabasse por ficar completamente descredibilizada com o passar do tempo. 

A religião cristã não é, nem nunca foi nossa aliada e muito menos alguma vez foi nossa amiga. Antes pelo contrário, tudo o que a Igreja Católica tem feito desde o início da sua fundação, tem sido no sentido de fomentar uma judaização subconsciente da sociedade. Estou a mentir? Então expliquem-me por favor porque é que a criminosa da Igreja Católica durante mais de mil anos empreendeu uma autêntica campanha de genocídio religioso contra as antigas religiões nacionais da Europa? 

Inúmeros templos pagãos foram destruídos ou usurpados por cristãos, para no seu lugar se erguerem igrejas que fazem o culto a um Deus judaico e a "santos" judeus. As antigas mitologias fundadoras da Europa foram reduzidas ao ridículo e substituídas pelos contos de fadas judaicos da Bíblia. Um número incontável de textos pagãos foram queimados e perderam-se para sempre, isto sem contar com os pagãos que foram assassinados pela Igreja devido ao "crime" de serem pagãos, ou seja, por se recusarem a aceitar o credo neo-judaico que é o Cristianismo e insistirem em manter-se fiéis à religião dos seus ancestrais. O que aconteceu a Hypatia de Alexandria - assassinada dentro de uma Igreja por uma turba de cristãos fanáticos - será disto um exemplo, mas infelizmente está muito loge de ser o único.

A verdade é que por mais que os cristãos hoje se queixem das "perseguições de Nero", entre outros episódios pontuais de violência exercida pelo Império Romano contra os mesmos, o facto é que a violência que os cristãos exerceram contra os pagãos ultrapassa em larga escala tudo aquilo que os pagãos possam ter feito contra estes. O Império Romano nunca teve uma política oficial que visasse erradicar o Cristianismo. Os romanos perseguiam pontual e episodicamente os cristãos de forma a manter essa praga religiosa no seu devido lugar e devidamente contida, mas nunca o objectivo da política romana foi a de exterminar o Cristianismo. Pelo contrário, os cristãos assim que tomaram o poder no Império Romano, trataram logo de dar início a uma brutal campanha de perseguição e extermínio da antiga religião greco-romana e posteriormente de todas as religiões pagãs da Europa com que se foram deparando. O comportamento da Igreja e dos cristãos foi em tudo igual ao que recentemente vimos os jihadistas do Estado Islâmico a exibir em Palmyra, aquando da sua tomada desta cidade e a consequente destruição de inúmeras antiguidades que não iam ao encontro das suas regras religiosas. A Igreja Católica tentou mesmo até à Idade Moderna - sem sucesso - exterminar por completo todos os resquícios das antigas religiões nacionais da Europa.

É portanto perfeitamente natural que nenhum europeu ou ocidental com uma memória histórica que compreenda as origens pagãs da sua Civilização, possa aceitar o Cristianismo como religião, pois nós não somos judeus e por isso mesmo recusamo-nos terminantemente a aceitar um Deus judeu como figura maior divina. Em boa verdade, nem sequer me interessa se Jesus foi mesmo "o filho de Deus" ou não. Eu não sou nenhum semita e por isso mesmo recuso-me a prestar culto ao Deus dos judeus e a Jesus, que era também um judeu, filho de uma judia.

Um dos aspectos que mais evidência a forma como os judeus colonizaram espiritualmente a Europa e em última análise o Ocidente, é o facto de hoje em dia quase toda a gente falar em "Deus" e não em "Deuses". O monoteísmo é essencialmente uma invenção judaica e nunca fez parte da antiga tradição religiosa europeia que sempre foi politeísta. Ora, acontece que foram os cristãos que desrespeitando e pisando todas as nossas antigas tradições religiosas e espirituais, introduziram esta ideia estapafúrdia do "Deus único" na Europa. A visão monoteísta do Mundo que os cristãos fizeram alastrar a todo o Ocidente "deformou as relações do homem com o homem, do homem com a natureza, do homem com o além da natureza. Deformou tudo. O monoteísmo colonizou o nosso cérebro e não podemos ver a realidade do universo se não nos libertamos desse fechamento do monoteísmo."[2]
 
Este monoteísmo totalitário que é comum às três grandes religiões abraâmicas, não deixa de ser "parente" do totalitarismo político que posteriormente corporizou sob a forma ideológica do Comunismo no século XIX. Há uma clara "tentação totalitária" tanto da parte do Judaísmo, como da parte do Cristianismo e do Islão. Estas três religiões, quando não são devidamente mantidas "em xeque" por um poder político independente das mesmas, têm uma tendência para tentarem exercer um controlo total sobre a sociedade e são absolutamente intolerantes para com qualquer credo religioso que vá contra os seus dogmas.

A Europa não vai conseguir sair da espiral de decadência e morte em que entrou, enquanto não se libertar totalmente das influências semitas que são a causa primária da grave situação em que nos encontramos. Isto significa muito simplesmente que o Judaísmo, o Cristianismo e o Islão devem de ser declaradas como sendo doutrinas totalitárias e o culto no espaço púbico a estas religiões deve de ser totalmente proibido pelo Estado. A erradicação total e absoluta dos credos abraâmicos/semitas deve de ser hoje a principal prioridade de todos os patriotas.

É preciso que a sociedade entenda que os cultos abraâmicos/semitas são a fonte do mal e a causa de praticamente todas as nossas desgraças. Querem um bom exemplo disto? Pois bem, ainda recentemente, o Papa Francisco veio mais uma vez a público defender a imigração em massa e insistir que "é preciso abrir por completo as portas" da Europa à invasão islamo-africana em curso. O Papa declarou a propósito disto que "[...] a seu ver o colonialismo teve aspectos positivos para a Europa porque a tornou «mais rica» e é esse, diz, o contributo que a imigração está a dar aos Europeus. 

Fica à vista, mais uma vez, que o Cristianismo, visceralmente universalista, é, por isso mesmo, fundamentalmente anti-nacionalista. [...]"[3]

A Europa, se quiser sair do pântano de podridão civilizacional onde se deixou cair, precisa antes de mais de se reencontrar a si mesma e redescobrir as suas raízes identitárias. O Cristianismo, precisamente por ser um credo internacionalista/universalista, é profundamente avesso a uma Europa orgulhosa de si mesma e defensora das suas mitologias ancestrais e é isto que faz desta religião maldita um dos principais, senão mesmo o principal inimigo ideológico-religioso que os nacionalistas têm hoje a abater. 

Quem é cristão, não pode ser nacionalista, pelo simples motivo de que ambas as doutrinas são incompatíveis sob todos os pontos de vista e só mesmo uma profunda esquizofrenia ideológica, associada a uma amnésia da identidade histórica europeia, é que explica a adesão de certas correntes nacionalistas ao Cristianismo.

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Notas:
[1] NERVAL, Gérard de - Lés Illuminés.
[2] MEXIA, Pedro - Adonis: "O monteísmo colonizou o nosso cérebro". Expresso, 05/11/2016. Link: http://expresso.sapo.pt/cultura/2016-11-05-Adonis-O-monoteismo-colonizou-o-nosso-cerebro
[3] CATURO - Papa Apela a Que se Abram Completamente as Portas à Imigração na Europa. GLADIUS, 14/07/2017. Link: http://gladio.blogspot.pt/2017/07/papa-apela-que-se-abram-completamente.html
 
João José Horta Nobre
21 de Julho de 2017


7 comentários:

  1. Esquizofrenia ideológica, amnésia selectiva... amnésia selectiva devido à questão emocional (a «religião da família», em que se foi educado desde criança) e sobretudo uma noção conformista de «realismo» - como «o povo é cristão», mais vale aceitar isso e refugiar-se no acto de dizer que se é «cristão cultural» (como o labroste assassino do Breivik, por exemplo), que é uma coisa que só pode ser dita por quem não tem ideia nenhuma do que é Cristianismo (é o mesmo que dizer «eu não sigo o Judeu Morto mas sigo-o culturalmente...). Entretanto vão a uma aldeia, ou mesmo a uma igreja na cidade e se calha verem-na cheia de brancos e depois lembrarem-se das «Cruzadas!!!» e do Afonso Henriques a bater nos Mouros e cozinham tudo bem cozinhado e tal e já 'tá, o Cristianismo «também pode ser identitário». E depois têm de fazer das tripas coração e sacar argumentos do cu com alicate para justificarem cada uma das incontáveis acções da Igreja a favor da iminvasão.

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    1. Caro Caturo, as religiões abraâmicas/semitas possuem uma capacidade formidável para lavar por completo a cabeça a quem as segue. Aliás, eu ainda não consegui identificar exactamente o que é que provoca este fanatismo doentio, mas tenho observado que os judeus têm uma capacidade fenomenal para criar ideologias que dão por completo a volta à cabeça das pessoas.

      Os judeus são um povo exímio a criar ilusões e utopias fantásticas, por isso é que se dão tão bem por Hollywood, por isso é que o Comunismo do judeu Marx teve e ainda tem tanto apelo junto de tanta gente. Idem para o Cristianismo do judeu Jesus e para o Islão de Maomé, que segundo consta, era filho de uma judia...

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  2. A Igreja Católica só deu 25 mil euros para matar a fome em África.

    http://observador.pt/2017/07/21/papa-faz-doacao-simbolica-para-apoiar-pessoas-afetadas-pela-fome-em-africa/

    Mas, a custos de 2007, propunha-se gastar 80 milhões de euros com a sua nova igreja de Fátima:

    http://noticias.sapo.pt/artigo/fatima-custos-da-nova-igreja-atingem-os-80-milhoes-de-euros-reitor_7khfaSTvsd3hZKwTzcQvdw.html

    Quem bem prega Frei Tomás. Cambada de hipócritas,

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  3. A pirâmide judeo-cristã:

    http://zog-buster.blogspot.pt/2017/07/a-piramide-judeo-crista.html

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  4. Alex Jones gives you an inside look into how President Donald Trump is moving against the globalist operatives still within the White House.

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    1. A Opinião de Alex Jones está no vídeo da sua página www.infowars.com

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  5. https://www.youtube.com/watch?v=TY7FwffZ5vc

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