sábado, 11 de julho de 2015

As Perseguições aos Nacionalistas ou Como o PREC em Portugal Nunca Acabou

Propaganda do Partido Revolucionário do Proletariado - Brigadas Revolucionárias (PRP-BR) que descreve bem o espírito do PREC. O "fascista", subentenda-se, todo aquele que não for marxista, é representado como sendo uma ratazana e apela-se directamente a uma "vigilância revolucionária", ou seja, à perseguição de todos aqueles que não seguirem o pensamento único da esquerda marxista.


"Quem tem de enfrentar monstros deve permanecer atento para não se tornar também um monstro." - Friedrich Nietzsche (1844 - 1900) in «Para além do bem e do mal. Prelúdio a uma filosofia do futuro», 1886

Portugal está há 41 anos em revolução permanente, à primeira vista pode não o parecer, mas o nosso País nunca recuperou de todos os desmandos e loucuras que se seguiram ao fatídico golpe de 25 de Abril de 1974 e o Processo Revolucionário em Curso (PREC), apesar de "oficialmente" ter terminado em Abril de 1976[1] com a aprovação da nova Constituição, na realidade nunca cessou, tendo apenas transmutado para uma forma mais suave e discreta de revolução.

Esta revolução permanente em que vivemos desde 1974 é inteiramente dirigida pelas forças obscuras da maçonaria, da esquerda e da direita unidas e em conluio com o alto capital internacionalista e apátrida. Os alvos a abater por estes revolucionários são os mesmos de sempre, a Igreja, as forças nacionalistas e quaisquer outros grupos ou entidades que tentem combater o actual estado de coisas.

É neste contexto que se veio a saber esta semana que os serviços de informações portugueses estão aparentemente muito preocupados com o facto de haver "nacionalistas" dentro da PSP, alguns dos quais com ligações a grupos neonazis.[2]

Devo dizer e repetir, antes de mais, aquilo que já afirmei em inúmeras ocasiões anteriores sobre esta questão, os nazis ou neonazis que seguem por aí de cabeça rapada, mau aspecto e tatuagens de mau gosto, não são nacionalistas, nem patriotas portugueses. São, isso sim, idiotas seguidores de uma bárbara ideologia estrangeira, anti-portuguesa, anti-europeia e que atenta contra os mais básicos valores e regras éticas sobre as quais a Civilização Ocidental foi erguida.

Julgo que sobre nazis estamos portanto conversados.

No entanto, apesar de ser certo e sabido que a esmagadora maioria dos nacionalistas não são nazis, nunca foram nazis, nem planeiam vir a sê-lo, apesar de se saber isto, os meios de comunicação social, maioritariamente controlados pela esquerda e pela maçonaria, nunca hesitam em misturar propositadamente os termos Nazismo e Nacionalismo, como se fosse tudo a mesma coisa, sem tirar nem pôr.

Os meios de comunicação social não fazem isto de forma inocente ou sem intenção. Da mesma forma que as secretas portuguesas também sabem muito bem a real canalhice em que estão a participar, sob o mandato das forças internacionalistas para as quais trabalham e a quem devem vassalagem.

Ora, tudo isto é consequência directa da tal "revolução permanente" em que vivemos desde 1974 e cujo objectivo último é inegavelmente o desmantelamento progressivo da Nação dos portugueses até nada restar. Todas as políticas seguidas desde a data referida visam objectivamente a destruição de Portugal e a humilhação do povo português.

Eu pergunto aos espiões de meia tigela que hoje constituem as secretas portuguesas, se estes, por acaso também estão preocupados com os extremistas de esquerda? Ou com os anarquistas? Ou com os neoliberais que pretendem transformar Portugal numa loja chinesa?

Não me parece!

O facto de termos um partido estalinista em Portugal que dá pelo nome de Partido Comunista Português (PCP) não os incomoda minimamente. Da mesma forma que também não se incomodam com maoistas, trotskistas ou qualquer outra da canalha psicopata de esquerda.

Não é segredo nenhum que a esquerda portuguesa tem um longo historial de terrorismo, ameaça, difamação e intimidação de opositores políticos. Já mataram, já torturaram e levaram a cabo milhares de prisões ilegais entre 1974-1975. A somar-se a toda esta pouca-vergonha, branqueiam e defendem continuamente alguns dos regimes mais assassinos que alguma vez existiram.

Para se ter uma ideia de como a lavagem e distorção da história é levada a cabo pela esquerda portuguesa, basta ter em conta o que acontece anualmente aquando das comemorações do 25 de Abril. Nesta altura repetem-se sempre os relatos sobre as "terríveis" torturas da PIDE e o "campo de concentração" do Tarrafal.

Nos últimos 41 anos, a cassete esquerdista tem sido a de repetir até à exaustão os relatos dos estalinistas, maoistas, trotskistas e restantes "istas" do raio que os parta, que levaram umas valentes bofetadas dos agentes da PIDE e ficaram umas noites sem dormir, precisamente porque andavam a defender alguns dos piores regimes que já existiram na face da terra.

Lamento informar, mas não tenho pena. Não consigo ter pena de gente que andava a defender psicopatas da laia de Estaline, Lenine, Trotsky, Mao Tsé-Tung ou outro qualquer "querido líder" parido pela esquerda internacional.

Que autoridade moral ou ética tem esta gente para atirar pedras aos nacionalistas?

Mas apesar de tudo isto, o alvo desta canalha são sempre e invariavelmente os nacionalistas e a perseguição a estes é feita de forma cega, sem distinguir entre correntes ou tendências. Esta perseguição fanática, que se assemelha a uma autêntica caça às bruxas, tem sido levada a cabo em todos os sectores da sociedade civil, forças de segurança e Forças Armadas. Na prática, tratam-se de "saneamentos" e apesar de já não serem feitos de forma tão descarada como nos idos de 1974-1975, estes continuam a ser praticados com regularidade, sendo apenas mais discretos. 

É preciso que se pergunte porque é que os nacionalistas incomodam tanto o sistema vigente a ponto de este os perseguir de forma tão insistente?

A resposta a isto é muito simples. As forças nacionalistas, precisamente por serem nacionalistas, são hoje as únicas que verdadeiramente defendem a continuação das nações, ao passo que todas as restantes forças políticas são internacionalistas e defendem exactamente o contrário, ou seja, o fim das nações e a sua substituição não se sabe bem pelo quê.

É o profundo medo de um possível regresso ao poder por parte dos nacionalistas que faz com que o "sistema" os combata de forma tão veemente e não lhes dê tréguas. Muito sinceramente, como português, sinto-me profundamente humilhado por tudo aquilo que o actual regime tem feito ao País onde nasci e ainda mais humilhado e revoltado me sinto quando penso em toda a perseguição fanática que este "sistema" tem levado a cabo contra todo e qualquer patriota que defenda o seu País. 

Estou certo de que o actual estado de coisas acabará por mudar e que Portugal na devida hora será restaurado. Da mesma forma que também estou certo de que os responsáveis por todas as traições e roubos contra a Nação dos portugueses, também verão cair sobre si a espada da justiça que tarda, mas não falha...   

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Notas:
[1] GASPAR, Carlos - O Processo Constitucional e a Estabilidade do Regime. Análise Social, vol. XXV (105-106), 1990 (1.°, 2.°), pp. 9-29. Link: http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223033470K4yGP0ii9Yn18AV9.pdf
[2] MARCELINO, Valentina - Secretas vigiam extrema-direita dentro da PSP. Diário de Notícias, 08 de Julho de 2015. Link: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4667663&page=-1


João José Horta Nobre
Julho de 2015


sexta-feira, 3 de julho de 2015

A decapitação de Sophie Scholl também é uma "invenção filo-sionista"?

Sophie Scholl (1921-1943)


"Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem." - Jesus Cristo, «Lucas 23, 34»

Seguem por aí no Mundo real e no Mundo virtual uns "inteligentes" que insistem em continuar a defender o indefensável e insultam e atacam qualquer um que discorde da sua "cassete".

Falo-vos neste caso daqueles que persistentemente insistem em negar os crimes verdadeiramente horripilantes e contrários a toda e qualquer ética ou moral, cometidos pelo regime nacional-socialista alemão durante os doze anos do seu reinado de terror (1933-1945).

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu nunca alinhei no mantra do politicamente correcto e sempre disse e repito que há determinados problemas que só se conseguem resolver à paulada e ao tiro. Não sou por este mesmo motivo um pacifista no sentido convencional do termo. Acredito e defendo a paz e a ordem, mas também acredito, que para que uma dada sociedade possa manter as mesmas, por vezes é necessário recorrer a métodos que implicam a utilização da violência.

O emprego da violência tem por isso justificação em determinadas situações, mas não há nada neste Mundo que possa justificar o nível de violência e agressão extrema que foi regularmente utilizado pelo regime nazi para silenciar opositores, perseguir judeus e outras minorias étnicas e atacar e saquear meia Europa sem qualquer justificação credível.

Infelizmente, os últimos anos de grave crise económica e social na Europa têm levado a um crescimento incontestado do número e tamanho de grupos neonazis ou para-nazis, dos quais o mais famoso e poderoso de todos é sem sombra de dúvida a temida Aurora Dourada grega.

O crescimento destes grupos que se auto-rotulam de "nacionalistas", mas que na realidade pouco ou nada sabem sobre as teses e raízes do verdadeiro Nacionalismo clássico nascido da Revolução Francesa de 1789, são hoje os maiores proponentes do negacionismo do holocausto e outros crimes cometidos pelo regime nazi.

As alegadas "provas" desta gente para afirmar que o holocausto nunca existiu, não passam de teses mal construídas e desprovidas de sustentação científica. Claro que estes neonazis ficam muito chateados quando lhes jogamos isto em cara e não tardam a passar ao ataque e à ofensa, nomeadamente, rotulando toda e qualquer alma que discorde deles de "filo-sionistas" e "lacaios do sionismo e da judiaria", entre muitos outros "elogios" com que eu já fui premiado ao longo dos anos, tanto por parte da extrema-direita neonazi, como por parte da extrema-esquerda marxista.

O objectivo destes grupos neonazis, é o de como já se disse, defender o indefensável, ou seja, "humanizar" o regime nacional-socialista alemão e colocá-lo na posição de vítima inocente de uma alegada "grande" conspiração sionista para dominar o Mundo. De facto, isto é a prova de que o ridículo não mata...

Já que o regime nacional-socialista era tão "humano", então eu gostava que esta gente me explicasse onde é que estava essa tal "humanidade" quando em 1943 decapitaram na guilhotina uma jovem estudante anti-nazi e activista cristã de apenas 21 anos, chamada Sophie Scholl?[1]

Será que cortar a cabeça a uma rapariga de 21 anos, apenas porque esta distribuiu alguns panfletos contra o regime nazi, será que isto também é uma "invenção filo-sionista"?

Para quem não saiba, Sophie Scholl foi uma estudante alemã da Universidade de Munique que pertenceu ao grupo de resistência anti-nazi Rosa Branca[2], um movimento de inspiração cristã, não-violento e cujas únicas actividades anti-regime eram basicamente a distribuição de panfletos e a elaboração de alguns grafitis.  

Em Fevereiro de 1943, Sophie Scholl foi presa pela Gestapo, acusada de traição à Pátria e condenada à morte pelo fanático juiz nazi Roland Freisler. Menos de vinte e quatro horas depois de ser sentenciada, foi  decapitada na guilhotina instalada na prisão de Stadelheim. O seu único "crime", havia sido o de distribuir alguns panfletos que apelavam à resistência do povo alemão contra o regime nazi e que denunciavam as atrocidades cometidas pelo mesmo. 

Sophie não foi a única vítima do regime nazi a ser executada por resistir contra a injustiça. Como Sophie, houve muitos e muitas mais em todos os países por onde a demência nacional-socialista passou. Na Polónia, França, Grécia, Holanda, Bélgica, União Soviética e demais países vítimas do assassino e selvagem saque nazi, não faltaram patriotas que também distribuíram panfletos, atacaram tropas alemãs, sabotaram caminhos de ferro e resistiram e defenderam a sua honra e a dos seus como puderam e conseguiram contra o assalto da barbárie. Alguns destes ainda estão hoje vivos para contar as suas memórias de guerra aos seus netos, mas houve muitos outros que não tiveram tanta sorte e foram decapitados como Sophie ou selvaticamente torturados até à morte pelos facínoras da Gestapo e das SS.

Que nós portugueses nunca nos esqueçamos que também podíamos ter sido nós a cair vítimas da total falta de escrúpulos do nacional-socialismo alemão, e que foi apenas uma mistura de muita sorte e muita habilidade diplomática por parte do professor Salazar, que permitiram que nos tivéssemos livrado deste terror sem limites.

Ver hoje pessoas a defender um regime que cometeu este tipo crimes sem paralelo na história da humanidade, pessoas que dizem ser "nacionalistas" (só se a Nação deles for o Reino de Satanás...) e que chamam "filo-sionista" e "lacaio do sionismo e da judiaria" a qualquer um que coloque estes factos em evidência, não só me revolta o estômago, como me deixa seriamente enojado com a profunda falta de respeito que isto representa para com as vítimas e as famílias das vítimas.

Ou são ignorantes, ou são maldosos, não há outra explicação possível.

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Notas:
[1] WIKIPEDIA - Sophie Scholl. Link: https://en.wikipedia.org/wiki/Sophie_Scholl
[2] WIKIPEDIA - White Rose. Link: https://en.wikipedia.org/wiki/White_Rose


João José Horta Nobre
Julho de 2015

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