terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Podridão do Regime

 

"Não vale nada um povo que não sabe defender a honra da sua Pátria." - Friedrich von Schiller (1759-1805)

A gravíssima crise de regime a que temos assistido nos últimos tempos em Portugal era já de esperar há muito para quem é conhecedor daquilo que já aconteceu durante a Primeira República Portuguesa.

A fórmula política que foi imposta aos portugueses em consequência do 25 de Abril de 1974 não passa de uma cópia actualizada da já malograda Primeira República e por isso mesmo um desastre à espera de acontecer. O rotativismo partidário, a corrupção em larga escala e a todos os níveis da máquina do Estado, a incompetência, a cobardia, a traição, a mentira compulsiva e todos os restantes elementos nefastos que acabaram por culminar no colapso da Primeira República estão hoje presentes na actual versão da República que só ainda não colapsou ou foi derrubada pela força por não existirem condições internacionais (ainda...) que permitam tal aventura. 

Nunca escondi o facto de ser totalmente avesso ao actual regime e por isso espero e anseio ardentemente para que os ventos políticos na Europa mudem o mais rapidamente possível de forma a permitir as condições necessárias no plano internacional para a derrota e destruição definitiva do regime de traição e corrupção ilimitada que hoje governa Portugal.

Se os portugueses ainda não perceberam, então é hora de perceberem que a raiz do mal no regime republicano e já anteriormente no regime da monarquia liberal (a verdadeira origem de quase todos os males...) foi desde sempre os partidos políticos. Um partido, tal como o nome o indica, representa uma parte da Nação e não o todo. Mais grave ainda do que isto é o facto de os partidos existirem apenas para se combaterem perpétuamente uns aos outros numa luta fratricida e extremamente dispendiosa para os bolsos do contribuinte. O resultado desta situação é que raramente os partidos conseguem chegar a acordo seja no que for e mais raramente ainda defendem o interesse nacional, pois acima de tudo está a defesa dos interesses do partido e dos seus respectivos militantes.

Por outro lado, os partidos políticos funcionam como empresas e tal como qualquer empresa o seu objectivo é ter lucro. A forma de obter este lucro é mediante a corrupção, nomeadamente favorecendo determinadas empresas, sociedades de advogados e bancos que em troca de determinados favores financiam campanhas eleitorais e garantem prémios chorudos aos políticos que as beneficiam. 

O jogo "democrático" ou jogo dos partidos apesar de ser teoricamente atraente e até mesmo sedutor, na prática é extremamente prejudicial aos interesses colectivos da Nação e à sociedade civil como um todo, pois enfraquece a mesma e torna-a permeável a inúmeros vícios. O alto capital apátrida e internacionalista entretanto agradece e esfrega as mãos de felicidade com esta situação, pois quanto mais decadente ficar a sociedade civil e quanto mais fracas ficaram as instituições nacionais, mais fácil é para o mesmo dominar uma Nação e escravizar os seus habitantes.

Como é que os portugueses passaram de um povo guerreiro que em tempos se destacou pela tenacidade com que empreenderam a Reconquista e posteriormente a fantástica epopeia dos Descobrimentos, para um povo que arrisco chamar de letárgico, é coisa que não consigo compreender e sinceramente duvido que alguém seja capaz de tal.

Orlando Braga escreveu há poucos dias atrás que "a irracionalidade da nossa sociedade só poderá ser superada com muita violência"[1], hoje, mais do que nunca sou obrigado a concordar com este pensamento não por ser um psicopata, pois decerto que não o sou, mas porque já percebi que na História normalmente o que nasce afogado em sangue, morre afogado em sangue. O actual regime que governa Portugal foi erguido sobre a pilha de mais de um milhão de cadáveres que resultaram da "descolonização exemplar", quando cair e há-de cair, é provável que deixe atrás de si outro banho de sangue.

Resta-nos então esperar que soprem ventos de mudança do resto da Europa e que o actual regime continue a decompôr-se a rápida velocidade de forma a que quando chegar a hora de "atravessar o Rubicão", o mesmo possa ser facilmente removido, com o mínimo de danos colaterais possíveis e que os seus agentes, servos de Mamon e vassalos de Lúcifer, sejam devidamente julgados e condenados à única pena adequada a patifes da sua laia.

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Notas:
[1] BRAGA, Orlando - A irracionalidade da nossa sociedade só poderá ser superada com muita violência. Algol Mínima, 21 de Novembro de 2014. Link: http://www.algolminima.blogspot.pt/2014/11/a-irracionalidade-da-nossa-sociedade-so.html

João José Horta Nobre
Novembro de 2014


Uma versão ligeiramente alterada deste artigo foi publicada no "Diário de Notícias" a 23 de Fevereiro de 2015. 

Link: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/jornalismocidadao.aspx?content_id=4409632&page=-1



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Já Perderam a Vergonha

Aili Jürgenson, uma estudante estoniana de apenas 15 anos que em 1946 foi colocada num vagão de gado e deportada para um gulag soviético por alegadamente ter participado na destruição de um monumento soviético de madeira em Tallinn. Só da Estónia terão sido deportadas cerca de 200,000 pessoas para gulags na União Sovética.


"O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós. 

O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental — isto é de civilização e de cultura —, tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem."
- Fernando Pessoa
in 'Ideias Filosóficas'

Num texto publicado recentemente no blog Aventar intitulado Em louvor e glória dos egrégios avós[1], da autoria de um comunistazinho chamado João José Cardoso, pude recentemente ler aquilo que considero ser o texto mais anti-patriótico que me passou pelos olhos em toda a minha vida. O texto é um verdadeiro escarro em termos morais e intelectuais e para além de estar pejado de mentiras descaradas, constitui também um perfeito exemplo da hipocrisia da extrema-esquerda.

Vou-me abster de tecer mais comentários ao texto em causa por uma questão de higiene mental, mas fica o link acima para que os leitores possam consultar o mesmo e fazer o julgamento que acharem mais apropriado.

Quero apenas referir antes de dar por terminada esta breve nótula que é preciso ser-se mesmo muito hipócrita para que alguém que passou toda a vida a defender ditaduras comunistas que cometeram as maiores barbaridades possíveis e imaginárias, venha agora dar lições de civilidade seja a quem for. Repare-se que não estamos a falar de regimes que estratégicamente assassinavam alguns opositores políticos de forma a preservar o poder como o fizeram as ditaduras militares na América Latina a título de exemplo. Estamos, isso sim, a falar de regimes que cometeram genocídio em larga escala e na ordem dos milhões, utilizaram a escravatura, torturaram, separaram e assassinaram famílias inteiras, levaram nações à ruína, enfim, a lista de crimes seria demasiado longa para se enumerar aqui.

Há alguns anos recordo-me de ler um processo sobre uma jovem rapariga soviética chamada Nika que por ter cometido o "crime horrendo" de roubar um simples pepino (sim, leram bem, um pepino...) de uma quinta colectiva, foi presa e deportada para um campo de trabalhos forçados algures na Sibéria. Se a pobre rapariga conseguiu resistir muito tempo no terrível campo siberiano é coisa que eu não sei, o que sei é que houve muitas mais Nikas a terem o mesmo destino em nome dos dementes "amanhãs que cantam" e por esta mesma razão, sabendo-se o que se sabe hoje sobre o que se passou por detrás da cortina de ferro, é preciso ser-se mesmo um grandessíssimo filho da puta para continuar a defender este sistema de terror em massa.

Já perderam a vergonha e dúvido que à comunalha lhes reste perder mais alguma coisa!

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Notas:
[1] CARDOSO, João José - Em louvor e glória dos egrégios avós. Aventar, 10 de Novembro de 2014. Link: http://aventar.eu/2014/11/10/em-louvor-e-gloria-dos-egregios-avos/

João José Horta Nobre
Novembro de 2014






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