sexta-feira, 25 de abril de 2014

Há Quarenta Anos Teve Início Uma Limpeza Étnica...

Segundo o jornalista brasileiro Santana Mota, correspondente em Lisboa do diário "O Estado de São Paulo", Mário Soares ter-lhe-à dito logo em 1973 que a solução para os brancos que viviam na África Portuguesa seria "atirá-los aos tubarões".

 
"Chega sempre um momento na história em que quem se atreve a dizer que dois e dois são quatro é condenado à morte." - Albert Camus (1913 - 1960) in «A Peste»

Foi há quarenta anos que se iniciou aquilo que acabaria por se transformar numa limpeza étnica de proporções avassaladoras e verdadeiramente humilhantes para Portugal e os portugueses. O 25 de Abril de 1974, planeado nos bastidores por mãos estrangeiras e sobre o qual ainda há muitos segredos por desvendar, foi apenas o início de um programa de limpeza étnica que a esquerda internacional tinha preparado em segredo durante anos e cujo único objectivo era varrer todos os portugueses brancos das Províncias Ultramarinas.

O plano da esquerda era simples e do mais cruel e sanguinário que se pode conceber, digno apenas das maquinações maquiavélicas engendradas pelo KGB durante décadas. Para todo o processo de limpeza étnica ter início, a esquerda necessitava apenas de uma "faísca" que pegasse fogo a todo o aparato de segurança do Império Português, de forma a que este colapsasse rapidamente sobre si próprio em favor da União Soviética que passaria a ser a nova dona da África Portuguesa.

A história determinou que essa "faísca" viesse a ser o dia 25 de Abril de 1974. Uma vez consumado o golpe, elementos afectos ao Partido Comunista Português (PCP) e a outras organizações de esquerda deram início ao processo de desmoralização das Forças Armadas com slogans do género "nem mais um soldado para as colónias" e afins.

A esquerda portuguesa pretendia fazer colapsar a ordem nas Províncias Ultramarinas o mais depressa possível de forma a que estas pudessem cair na órbita soviética antes que os Estados Unidos e o Ocidente tivessem tempo de reagir. Os brancos que viviam em África eram um óbvio obstáculo a estes planos e portanto a solução encontrada pela esquerda foi simples: eliminar os brancos.

Não tardou para que o pânico se instalasse entre a população branca que vendo-se abandonada pela soldadesca vermelha ao serviço de Moscovo, começou a emitir pedidos de socorro desesperados e a implorar por apoio militar à poderosa África do Sul e à Rodésia de Ian Smith. De nada serviram estes apelos, mas foi exemplar a forma como ambos os países receberam os portugueses em fuga que lhes chegaram às fronteiras em muitos casos apenas com a roupa que traziam no corpo.

Outros, mais infelizes e de má sorte, foram massacrados durante a fuga ou ainda antes de terem conseguido ter a oportunidade de fugir. Alguns foram queimados vivos, outros foram espancados até à morte, outros ainda morreram baleados em execuções sumárias, homens, mulheres, crianças e até bebés, todos nossos compatriotas e todos assassinados por ordem da União Soviética e com o total apoio da esquerda portuguesa.

Ninguém sabe ao certo quantos portugueses brancos foram massacrados desta forma nos anos que se seguiram ao 25 de Abril, uns falam em milhares, outros falam em dezenas de milhares. Apenas sabemos que foram muitos.

Quanto aos negros e mulatos que lutaram do nosso lado durante a Guerra do Ultramar, para esses a situação ainda foi pior, pois a esmagadora maioria não conseguiu fugir para fora dos territórios ultramarinos e ficaram sujeitos às mais terríveis represálias por parte dos "movimentos de libertação" que não gozavam de qualquer legitimidade popular, mas aos quais mesmo assim foi entregue o poder pelos mercenários da esquerda portuguesa ao serviço de interesses estrangeiros.

A limpeza étnica na África Portuguesa terminou com a fuga de cerca de um milhão de brancos. Pessoas, na sua larga maioria inocentes e cujo único crime que cometeram foi o de serem brancos. Destas coisas já não fala a esquerda portuguesa, essa mesma esquerdinha que gosta tanto de acusar os nacionalistas e a direita de serem "racistas" e de falar em "causas fracturantes"

Mas "fracturante" mesmo foi a limpeza étnica dos nossos compatriotas brancos em África que a esquerda portuguesa promoveu. Isso sim é que foi "fracturante". Sejamos claros, quem tem toda a responsabilidade neste processo criminoso é a esquerda e não a direita, pois foi a esquerda que tomou o poder a 25 de Abril de 1974 e foi a esquerda que teve a "faca e o queijo na mão" durante todo o infame e criminoso processo de "descolonização". A limpeza étnica dos brancos em Angola, Moçambique e na Guiné-Bissau aconteceu porque a esquerda quis que acontecesse. Os planos foram urdidos e traçados nesse sentido propositadamente, não se tratou de nenhum acontecimento "inevitável" ou que "não poderia ser evitado" como a esquerda hoje afirma para se desculpar.

Na África Portuguesa os quadros com preparação necessária para governar e gerir a vida económica, eram na sua maioria brancos. Estes brancos, salvo excepções muito raras, nunca tiveram quaisquer simpatias pelo Marxismo e pelos revolucionários dos "amanhãs que cantam". Logo, constituíam um travão aos interesses soviéticos em África e por esse mesmo motivo a União Soviética tomou todas as medidas necessárias para os expulsar de África e exterminá-los fisicamente se tal fosse necessário.

A revista The Economist considerou a fuga dos portugueses brancos como sendo "o maior êxodo na história de África". Nem sequer no Congo onde entre Janeiro e Julho de 1960 a população branca caiu de 110.000 para apenas 20.000 pessoas, se viu tamanho movimento populacional como aquele que foi registado na África Portuguesa.[1]

O governo português (de esquerda...) criminosamente adiou até ao último momento qualquer ajuda ou apoio substancial a estes refugiados, tendo-os abandonado à mercê dos guerrilheiros armados dos "movimentos de libertação" que intoxicados por drogas e com o cérebro envenenado pela propaganda marxista, estavam dispostos a massacrar todos os brancos em África. Em Angola, cidades inteiras outrora prósperas e bem cuidadas, como Carmona e Malange foram abandonadas devido à fuga de quase toda a população. Malange acabou por se transformar num imenso cemitério a céu aberto com "milhares de pessoas mortas, na sua maioria africanos, que estavam ainda insepultas quando se abandonou a cidade."[2] Alguns brancos tentaram resistir em Luanda, mas a esmagadora maioria rapidamente percebeu que a limpeza étnica de que estavam a ser vítimas era para ir até ao fim e que a única opção viável que o regime de Abril lhes havia dado era a de fugirem deixando para trás toda uma vida de trabalho.


Uma rua em Malange em 1975. A cidade foi praticamente toda abandonada, para trás ficaram os cadáveres em decomposição no meio das ruas...


Sob todos os pontos de vista do direito internacional, o que se passou na África Portuguesa em consequência do 25 de Abril de 1974, constitui um crime contra a humanidade e como tal deve ser considerado. 

O Relatório Final da Comissão de Peritos Estabelecido Conforme a Resolução 780 do Conselho de Segurança das Nações Unidas definiu a limpeza étnica como sendo: 

"Uma política propositadamente concebida por um grupo étnico ou religioso, para remover a população civil de outro grupo étnico ou religioso de uma determinada área geográfica, através de meios violentos ou que inspirem terror."[3]
  
Segundo esta definição dada pela própria Organização das Nações Unidas (ONU), não foi precisamente isto que sucedeu na África Portuguesa à população branca?

As evidências e as provas do crime são tantas que não resta margem para dúvidas de que a descolonização da África Portuguesa foi simultâneamente uma limpeza étnica da população branca, promovida pela União Soviética e com o total apoio ou pelo menos a colaboração passiva de vários partidos da esquerda portuguesa, especialmente o Partido Comunista Português (PCP) e o Partido Socialista (PS).

É óbvio que o regime instaurado em Portugal a 25 de Abril de 1974 tudo tem feito para esconder estes crimes contra a humanidade pelos quais é directamente responsável e por isso promove o mito de que a Revolução dos Cravos foi uma "revolução sem sangue".

Muitos "retornados" têm dificuldade em relembrar o que se passou e por isso preferem o silêncio à acção, pois não desejam reviver os traumas pelos quais passaram. Mas o facto é que existe mais do que matéria suficiente para dar origem a julgamentos no Tribunal Penal Internacional.

Um número significativo dos responsáveis pela limpeza étnica que ocorreu na África Portuguesa ainda estão vivos e alguns dos partidos responsáveis até têm assento parlamentar. Todos estes elementos criminosos já deveriam de ter sido totalmente escorraçados da vida política nacional e os responsáveis julgados em Portugal ou então deportados para o Tribunal Penal Internacional onde enfrentariam julgamento.

Apenas compreendendo tudo isto é que os portugueses poderão compreender o fanatismo da esquerda e do regime actual em promover o mito da "revolução sem sangue" e todo o folclore ridículo que anualmente se repete nas celebrações do 25 de Abril, quando os responsáveis e co-responsáveis pela limpeza étnica dos portugueses brancos em África colocam os seus cravos encharcados de sangue inocente na lapela e celebram uma das maiores tragédias da história de Portugal e da humanidade.

Esta imunda campanha de falsificação da história e branqueamento de crimes contra a humanidade que conta com o apoio da "elite de Abril", infiltrada nas escolas, universidades, fundações e quase todos os meios de comunicação de massas, é simultâneamente um exemplo do desespero em que o actual regime se encontra. No fundo tudo isto não passa de uma gigantesca campanha de desinformação sustentada por quase toda a classe jornalística, política e universitária que continua a fazer "vista grossa" à limpeza étnica a que os brancos foram sujeitos na África Portuguesa e aos posteriores massacres da população civil negra levados a cabo pelos assim-chamados "movimentos de libertação".

Os responsáveis em Portugal e no estrangeiro por toda esta loucura genocida poderão até escapar à justiça dos homens, mas tenho a certeza absoluta de que ao julgamento da história não escaparão. Quanto aos "revolucionários de Abril", que a consciência lhes pese - e a terra que os cobrir também.



Segundo a revista "Spiegel", Mário Soares disse logo em 1974 que não hesitaria em disparar contra os portugueses brancos se estes tentassem resistir contra a limpeza étnica que lhes estava reservada pelo regime de Abril.


Uma mãe com os seus filhos, todos visivelmente desgastados e abatidos. Segundo a esquerda portuguesa, estas crianças eram "colonialistas perigosos" e por isso tiveram de ser sujeitos a uma limpeza étnica.



Um grupo de retornados ou "reaccionários fascistas" como a esquerda portuguesa os definia.



Mais um grupo de retornados, aparentemente despassarados e sem rumo. Dá para ver claramente que estas pessoas são tão "perigosas" para a humanidade que "atirá-los aos tubarões" é a única solução adequada para resolver o problema.



Outro grupo de retornados com aspecto de "vencidos da vida" após a limpeza étnica a que foram sujeitos pela esquerda portuguesa ao serviço dos "valores de Abril".



"Retornados fascistas" a dormir no chão por cortesia dos capitães de Abril.



Um milhão de refugiados do Ultramar. Isto constitui um grande motivo de orgulho para a esquerda portuguesa e os capitães revolucionários de Abril a quem só faltou ser-lhes atribuído o Prémio Estaline pelos seus serviços para com a "Pátria do Socialismo".



Duas portuguesas mulatas que também foram vítimas da limpeza étnica. A esquerda portuguesa provavelmente achou que o facto de terem a pele cor-de-café-com-leite era já demasiado branco e por isso meteu-as na lista do "gado fascista para expulsão ou abate". Ou fogem ou morrem! São ordens do camarada Brejnev!



Mais alguns "retornados reaccionários" que beneficiaram da "descolonização exemplar" promovida pela esquerda portuguesa. "É preciso partir os dentes à reacção" assim dizia o "humanista" Álvaro Cunhal.



Comentários para quê?...


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Notas:
[1] THE ECONOMIST - Flight From Angola. 6 de Agosto de 1975. Link: http://www.economist.com/node/12079340
[2] MARQUES, Alexandra - Segredos da Descolonização de Angola, Dom Quixote, 2013.
[3] ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS - Relatório Final da Comissão de Peritos Estabelecido Conforme a Resolução 780 do Conselho de Segurança (1992). 27 de Maio de 1994. Link: http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/1994/674

 João José Horta Nobre
25 de Abril de 2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dany le Rouge ou Quando Ser Pedófilo é Considerado Chique

O eurodeputado e pedófilo assumido Daniel Cohn-Bendit, também conhecido como "Dany le Rouge" e a polémica obra "Der Grosse Basar".


«Vocês sabem, a sexualidade de uma criança é uma coisa fantástica. Vocês têm de ser honestos e sinceros. Com as crianças muito jovens não é a mesma coisa do que com as crianças dos quatro aos seis anos. Quando uma pequena menina de cinco anos de idade se começa a despir, é excelente, porque é um jogo. É um jogo incrivelmente erótico.» - Daniel Cohn-Bendit in "Der Grosse Basar", 1975

O eurodeputado Daniel Cohn-Bendit - também conhecido como Danny le Rouge em alusão à sua cor política e capilar - anunciou este mês o seu adeus ao Parlamento Europeu[1], esse lugar mafioso onde as nossas vidas são decididas por gente que não nos diz absolutamente nada e que salvo raras excepções, estão todas voluntária ou involuntáriamente ao serviço dos interesses obscuros das maçonarias, do Clube Bilderberg e da mão invisível da alta finança.

Daniel Cohn-Bandit é um pedófilo assumido, porém, estranhamente isso não o impediu de chegar a eurodeputado, receber o chorudo salário que a profissão comporta e acabar a carreira em glória, sendo aclamado tanto por uma grande parte dos media, como pela oposição em geral. Os portugueses e europeus em geral deveriam de reflectir um pouco sobre que tipo de gente é esta que idolatra assim um pedófilo...

Aparentemente foi um cancro na tiróide (será castigo de Deus?...) e um alegado cansaço que fizeram Daniel Cohn-Bandit atirar a toalha ao chão e findar a sua longa carreira de eurodeputado que durou 20 anos e passou por 4 mandatos.[2] Para além de se assumir como um pedófilo da velha guarda parida durante o Maio de 68, Daniel Cohn-Bandit também se assume como um "despertador de consciências", infelizmente, aquilo de que ele hoje já não gosta de falar é dos tempos "gloriosos"  pós-Maio de 68 em que a par de andar a defender os "amanhãs que cantam", andava a defender o "progressismo" da pedofilia, "progressismo" este que ele defendeu militantemente durante as décadas de 1970 e 1980 com a conivência e o apoio da inúmeros partidos, intelectuais e organizações à esquerda. Pelos vistos, para se construir "os amanhãs que cantam" vale tudo, nem que seja o abuso sexual de criancinhas inocentes com apenas cinco anos de idade...

Sinceramente, pessoas como Daniel Cohn-Bendit metem-me nojo. Mas mais nojo ainda me dá ver um autêntico exército de jornais, rádios, televisões, políticos e esquerdistas em geral a banharem publicamente de louvores um criminoso que já admitiu ter abusado de crianças no passado e que foi até muito provavelmente a mais asquerosa personagem de sempre a sentar-se no parlamento europeu.

Já não basta ter de aturar a esquerda caviar com as suas alucinações em torno das "virtudes" de Michel Foucault (outro pedófilo assumido e herói da esquerda...)[3], senão agora temos de levar também com esta bajulação em torno de mais um pedófilo esquerdista, neste caso o infame Daniel Cohn-Bendit que até considerava como sendo "progressista" o direito a ter "sexo com crianças".[4]

O auge da loucura foi a publicação em 1975 de um livro intitulado Der Grosse Basar onde Daniel Cohn-Bendit descreve os encontros de cariz sexual que teve com crianças de apenas cinco anos de idade durante o tempo em que foi professor num jardim de infância "alternativo" em Frankfurt.[5] Esta passagem da referida obra dá para ilustrar bem aquilo de que estamos a falar: 


Depois de ler isto, alguém ainda pode ter dúvidas sobre o nível da loucura que habita hoje no Parlamento Europeu? Quando alguém escreve coisas destas e mesmo assim consegue chegar a eurodeputado, fazer uma carreira em grande e acabar a ser louvado, então está tudo dito sobre a actual Europa em que vivemos...

Oficialmente, Daniel Cohn-Bendit nega ser pedófilo e alega ter feita as declarações que fez no Der Grosse Basar apenas para chocar a sociedade "burguesa"[7]  que ele sempre odiou, mas à qual nunca renegou... 

Porém, por mais que negue, as provas são demasiado evidentes e o entusiasmo delirante com que Dany le Rouge assumiu o gosto por criancinhas inocentes no passado, não deixa margem para dúvidas de que estamos perante mais um pedófilo elevado a herói da esquerda.  

Circulam por aí uns esquerdóides que dizem que é a direita e os nacionalistas que se destacam pelo discurso "rasca" e pela "baixeza", pois por aqui se vê bem quem são afinal os verdadeiros labregos...

Jacques Derrida, Jean-Paul Sartre, Louis Althusser, Michel Foucault e Simone de Beauvoir são apenas alguns dos nomes de personalidades e "intelectuais" de esquerda associados à prática e/ou defesa da pedofilia. Todo este fanatismo em torno de pedófilos considerados chiques pela esquerda caviar não é apenas uma mera coincidência, mas um mandamento obrigatório da Escola de Frankfurt que passou a dominar quase em exclusivo a cena política ocidental nos últimos trinta anos. A Escola de Frankfurt pretende "desconstruir" por completo a civilização europeia, pois acredita fanaticamente que esse é o caminho para a construção da utopia marxista com que sempre sonharam. Neste processo de "desconstrução social" têm-se levado a cabo verdadeiras monstruosidades abomináveis que passaram numa primeira fase pelo assalto à intelligentsia nas universidades, mais especificamente no campo das ciências sociais que se converteram hoje em autênticas máquinas de propaganda ao serviço da Escola de Frankfurt e do Marxismo Cultural. 

Posteriormente, a "descontrução social" prosseguiu para os comportamentos sociais onde o anormal passou a ser o novo normal e quanto mais aberrante e doentio for um dado comportamento, mais feliz a esquerda fica. Toda esta agenda de engenharia social promovida pela esquerda e agora pela direita politicamente correcta, tem sido "progressivamente" implantada passo a passo ao longo das últimas décadas e os resultados estão hoje bem à vista de todos... 

Caso a mesma não seja urgentemente travada, a implosão e o consequente caos social para o qual caminhamos será inevitável a médio/longo prazo. 

A esquerda marxista delira com o dia em que haverá a sua sonhada implosão social e o caminho ficará aberto para tomar o poder, porém, aquilo de que ela não tem ou não quer ter noção, é de que isto constitui um erro de análise monumental que vai acabar por ser um autêntico tiro pela culatra que muito provavelmente terminará conduzindo é a "pavorosa" extrema-direita ao poder...

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Notas:
[1] ARRIAGA E CUNHA, Isabel - "Dany le rouge" abandona o Parlamento Europeu com uma última defesa emocionada da Europa federal. Público, 16 de Abril de 2014. Link: http://www.publico.pt/mundo/noticia/dany-le-rouge-abandona-o-parlamento-europeu-com-uma-ultima-defesa-emocionada-da-europa-federal-1632512?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:%20PublicoRSS%20%28Publico.pt%29
[2] ARRIAGA E CUNHA, Isabel - "Dany le rouge" abandona o Parlamento Europeu com uma última defesa emocionada da Europa federal. Público, 16 de Abril de 2014. Link: http://www.publico.pt/mundo/noticia/dany-le-rouge-abandona-o-parlamento-europeu-com-uma-ultima-defesa-emocionada-da-europa-federal-1632512?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:%20PublicoRSS%20%28Publico.pt%29 
[3] NOBRE, João José Horta - Michel Foucault: O Pedófilo Que Uma Certa Esquerda Pretende Canonizar. História Maximus, 10 de Janeiro de 2014. Link: http://historiamaximus.blogspot.pt/2014/01/michel-foucault-o-pedofilo-que-uma.html
[4] FLEISCHHAUER, Jan; MÜLLER, Ann-Katrin; PFISTER, René - Pedophile Links Haunt Green Party. Spiegel Online, 05 de Maio de 2013. Link: http://www.spiegel.de/international/germany/past-pedophile-links-haunt-german-green-party-a-899544-druck.html
[5] FLEISCHHAUER, Jan; MÜLLER, Ann-Katrin; PFISTER, René - Pedophile Links Haunt Green Party. Spiegel Online, 05 de Maio de 2013. Link: http://www.spiegel.de/international/germany/past-pedophile-links-haunt-german-green-party-a-899544-druck.html
[6] GESSAT, Michael - Pedophilia Accusations Haunt Green Politician. Deutsche Welle, 04 de Maio de 2013. Link: http://www.dw.de/pedophilia-accusations-haunt-green-politician/a-16791213
[7] VASAGAR, Jeevan - Germany's Green Party Leader Regrets Campaign to "Legalise Paedophilia". The Telegraph, 16 de Setembro de 2013. Link: http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/germany/10312930/Germanys-Green-Party-leader-regrets-campaign-to-legalise-paedophilia.html


João José Horta Nobre
Abril de 2014

domingo, 6 de abril de 2014

A Máfia Maçónica Continua Aos Comandos de Portugal...




"«Aquilo é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria», acusa. «Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-geral da República», garante. «Usa técnicas da maçonaria para controlar a verdade»." - Henrique Neto, «Sócrates fala mentira» e usa «técnicas da maçonaria»

Andam por aí uns "adiantados mentais" que ainda não perceberam ou não querem perceber o que se passa em Portugal e chamam "lunáticos" e "teóricos da conspiração" àqueles como eu que andam há anos a denúnciar este mal que tomou conta do nosso País e infestou todos os sectores da Pátria, desde as forças armadas ao ensino superior, passando pelos tribunais e partidos políticos. Podem dar todas as voltas que quiserem e até podem experimentar trepar às paredes se acharem que isso ajuda, mas factos são factos e o facto é que apenas esmagando o "ovo da serpente" e erradicando de uma vez por todas o grupo de crime organizado que dá pelo nome de maçonaria (em conjunto com os seus lacaios marxistas...), é que poderemos retomar o País que em tempos já foi nosso e reconquistar o seu merecido lugar na história. 

Até lá, nada feito...




João José Horta Nobre
Abril de 2014





quarta-feira, 2 de abril de 2014

Quem Tem Medo dos Nacionalistas?

Uma capa da revista "Time" de Agosto de 2009 onde já se faz alusão à reemergência do Nacionalismo na Europa.


"Quem semeia ventos, colhe tempestades." - Provérbio Popular

Um espectro ronda a Europa - o espectro do Nacionalismo. Esta será talvez a maior preocupação da actual esquerda europeia e de muitos partidos da direita politicamente correcta. Habituados durante décadas a dominarem por completo a cena política europeia, os actuais donos do poder andam assustados com o fenómeno do ressurgimento do Nacionalismo que não foram capazes de prever devido aos dogmas que sempre lhes rechearam a cabeça e os impedem de ver politicamente mais além. Samuel Huntington já tinha previsto tudo o que agora está a acontecer no seu famosíssimo Choque de Civilizações, livro esse, aliás, que desde há muito forma a própria pedra angular do meu pensamento quando faço qualquer análise político-estratégica e que nunca deixa de estar presente quando diariamente consulto os jornais e vejo as asneiradas que se estão actualmente a cometer na Europa pela mão da esquerda e da direita politicamente correctas.

O que se passa é muito simples e de simples explicação. Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, o Nacionalismo teve uma temporária morte político-ideológica em consequência da derrota do nazi-fascismo. Nem os Estados Unidos, nem a União Soviética desejavam ver de novo nacionalistas a marchar na Europa e tudo fizeram nesse sentido. Na Europa que ficou refém da Cortina de Ferro, os soviéticos tentaram a todo o custo criar um "homem novo", internacionalista e capaz de exportar o Socialismo para todo o Mundo. Esta experiência científica, nunca antes tentada na história da humanidade, foi um rotundo fracasso e o sonho soviético acabou por implodir deixando atrás de si um mar de povos traumatizados, humilhados e sedentos de vingança por todas as décadas de crimes e horrores contra si praticados pelos seus carcereiros comunistas.

Na Europa Ocidental, pró-americana e capitalista. A Guerra Fria foi passada sob o sonho da eterna prosperidade demo-liberal. O demo-liberalismo foi apresentado aos europeus como sendo algo que iria durar eternamente e a prosperidade trazida pelos Trinta Gloriosos ajudou a cimentar essa crença. A implosão do Mundo Socialista no início da década de 1990 embriagou literalmente o Ocidente e fê-lo perder por completo a noção da realidade. Um certo Fukuyama até anunciou aos sete ventos o "fim da história" e tornou-se de um dia para o outro uma espécie de profeta do demo-liberalismo. Tudo parecia correr de vento em popa até o primeiro desastre acontecer na antiga Jugoslávia...

A guerra na antiga Jugoslávia deveria de ter servido de aviso a todas as elites europeias para o que aí vinha. Mas a história demonstra que, por norma, as elites têm uma visão curta e têm uma certa tendência para perderem a noção da realidade ao fim de algumas décadas no poder. Recusando-se a encarar a realidade, as elites cederam às exigências da turba esquerdista do politicamente correcto e como cãezinhos obedientes, foram implantando passo a passo toda uma série de exigências da esquerda que já não pretende fazer a revolução pelas armas, mas através da cultura. Este Marxismo Cultural, insidioso e corruptor, chegou ao ponto de se infiltrar até nos partidos mais conservadores da Europa que hoje se vergam cobardemente perante as exigências dos marxistas, receando que se não o fizerem poderão ser rotulados de "extremistas", "racistas", "fascistas", "homofóbicos", etc... é a lengalenga do costume.

Entretanto, os nacionalistas foram os únicos que contra tudo e contra todos lutaram praticamente sozinhos durante anos contra esta ofensiva marxista. Abandonados pelos conservadores e traídos pelos liberais, os nacionalistas continuaram entrincheirados nas suas posições pacientemente à espera do dia D.

E que dia D é este a que se referem os nacionalistas?

Básicamente, os movimentos nacionalistas sabiam e sabem três coisas que aprenderam estudando as tácticas dos próprios movimentos marxistas:

1º - Se esperarem o tempo suficiente e não se vergarem perante nenhuma exigência do establishment, isso irá acabar por transformá-los em mártires e funcionará a seu favor, nem que tal leve 100 anos para produzir os resultados desejados.

2º - As políticas de engenharia social promovidas pela esquerda na Europa - especialmente a emigração em massa - são uma receita para o desastre, pois vão provocar graves crises de conflito étnico na Europa e vão criar ódio nos povos da Europa contra a esquerda e a direita politicamente correctas que acabarão por ser responsabilizadas por terem criado esses problemas.

3º - As políticas neoliberais actualmente a serem praticadas na Europa, vão criar mais pobres do que ricos e vão enraivecer os povos da Europa contra a direita politicamente correcta.

Esgotada assim a esquerda e a direita tradicionais, quem vai restar para colocar a casa em ordem? A resposta é mais do que óbvia...

Não sou partidário da explicação propagada em muitos meios que responsabiliza única e exclusivamente a actual crise do Capitalismo pela reemergência do Nacionalismo na Europa. Na realidade, esta reemergência do Nacionalismo tem raízes muito mais profundas e está ligada a um certo orgulho ferido que muitos europeus neste momento sentem. Não restam dúvidas de que muitos europeus sentem-se hoje humilhados e ultrapassados pelo Mundo e têm nostalgia da sua velha glória imperial, da qual abdicaram em troca da prosperidade e do bem-estar demo-liberal. O problema é que esta prosperidade e este bem-estar oferecido durante décadas pelo demo-liberalismo, está começando a escassear e o sistema político tal como é hoje não está a conseguir sair (nem vai conseguir sair...) do atoleiro em que se encontra. Se associarmos a estes factos os problemas etno-culturais criados pela imigração em massa na Europa durante as últimas décadas, então temos aqui a receita perfeita para um desastre que pode acabar de forma muito sangrenta...

Deixemo-nos de conversa fiada e de fugir à realidade. Factos são factos e o facto é que a esmagadora maioria dos europeus são racistas e/ou preconceituosos. E a maioria dos imigrantes também são racistas e/ou preconceituosos. Estes imigrantes em muitos casos não se integram, não se querem integrar e muitos europeus também não querem que eles se integrem, pois vêem-nos como invasores. Por mais incómoda que seja, esta é a realidade social da Europa e não é empurrando à força o assim-chamado "multiculturalismo" para cima dos povos da Europa que se vai resolver o problema, bem pelo contrário, esta política que tem sido praticada pelos “engenheiros sociais” que têm estado ao comando da Europa, pode abrir o caminho para uma balcanização da mesma, que eventualmente pode até acabar em genocídios e guerras civis à moda da Jugoslávia...

Ora, a esquerda quer a todo o custo que os europeus aceitem de braços abertos toda a alma que lhes vem bater à porta e ofende e persegue nos media qualquer um que não alinhe na sua "missa cantada". Com o passar do tempo está-se assim a criar uma autêntica “panela de pressão” na Europa que pode rebentar a qualquer momento, aliás, já há quem diga que a França é hoje uma “bomba-relógio” devido aos inúmeros choques etno-culturais que já se fazem sentir no País. Esta é, sem dúvida, a fórmula perfeita para uma guerra étnica semelhante àquela a que já assistimos na Jugoslávia nos anos 1990, com esquadrões de morte e "ajustes de contas" à mistura. A direita politicamente correcta, na sua larga maioria, não tem a coragem necessária de fazer frente ao problema e eu sinceramente até acho que ela própria nem sabe o que há-de fazer, pois a situação já saiu fora de controlo...

Mais uma vez, os únicos que restam em toda esta tragédia para "tomar conta da coisa" são os nacionalistas. Pois eles são os únicos que têm estado afastados do poder desde a Segunda Guerra Mundial e não são eles quem tem sujeitado nações inteiras aos diktates do FMI e da União Europeia. Não foram os nacionalistas que transformaram a Europa na actual palhaçada política, sem rei, nem roque, com países à beira da bancarrota e massas de imigrantes socialmente excluídos a viver quase única e exclusivamente de subsídios em bairros degradados e onde por vezes até a polícia tem medo de entrar. Não foram os "pavorosos" e "fascistas" nacionalistas europeus que permitiram voos da CIA com presos para Guantánamo e outros locais onde eram posteriormente torturados. Não são os nacionalistas que espiam diariamente milhões de emails e chamadas telefónicas sem qualquer mandato judicial. Não foram os nacionalistas que criaram as tremendas dívidas que estão neste momento a asfixiar países como Portugal e a Grécia. Bem pelo contrário, tudo isto aconteceu nas tais "democracias humanistas" que foram durante muito tempo apresentadas como o sistema político perfeito para resolver todos os problemas.

Tudo isto aconteceu porque o tal sistema "democrático" tal como está construído, é um fracasso e hoje só não vê isso quem não quer ver. Foram os próprios "democratas" que destruíram a "democracia", portanto agora queixam-se do quê? A partidocracia, a corrupção, a plutocracia, o nepotismo, a decadência civilizacional, tudo isto são elementos que caracterizam e definem as actuais "democracias" europeias.

Os povos da Europa estão fartos disto e já estão a mostrar isso nas urnas de voto. Portanto, é mais do que óbvio que nos próximos anos vamos assistir a uma gradual mas segura reemergência do Nacionalismo como fenómeno político de relevo um pouco por toda a Europa. É ainda demasiado cedo para prever as consequências desta situação, porém, é inegável que o tempo em que os marxistas e demo-liberais dominavam em exclusivo a cena política europeia acabou. E nem adianta demonizarem os nacionalistas com epítetos chamando-lhes de "fascistas", "racistas", "extrema-direita", etc..., pois "o fruto proibido é o mais apetecido" e quanto mais os demonizarem, mais apoio popular eles vão acabar por ter.

Também é necessário não esquecer que o principal responsável por toda esta situação é a extrema-esquerda. Já há anos que ando a dizer que a extrema-esquerda é a melhor "amiga" dos nacionalistas, pois é ela que origina uma boa parte do fermento social que lhes dá força. A radicalização da esquerda na Europa durante os últimos 20 anos já foi tão longe com a censura do politicamente correcto e a "tolerância repressiva" de Marcuse, que hoje, qualquer pessoa que defenda o fim da imigração em massa arrisca-se a levar logo em cima com o epíteto de "extrema-direita". Esta radicalização da esquerda, naturalmente conduziu a uma radicalização dos nacionalistas, radicalização esta que só tem vindo a ganhar cada vez mais apoio graças às políticas da esquerda. É paradoxal de se dizer, mas hoje, mais do que nunca, a esquerda é e continuará a ser ainda durante alguns anos, a melhor "amiga" dos nacionalistas. A esquerda é a força política que recruta mais militantes para o campo nacionalista, pois muitos europeus sentem-se cada vez mais ultrajados com aquilo que consideram ser "o assalto da esquerdalha destruídora" contra a sua Pátria e reagem revoltados alistando-se ou dando apoio aos grupos, movimentos e partidos de cariz nacionalista que estão hoje a surgir como cogumelos um pouco por toda a Europa.

Entretanto, os políticos e os comentadores de serviço da nossa praça vão continuar perdidos e em busca de explicações "mágicas" que nunca vão encontrar, pois a larga maioria pertence a uma elite que vive entrincheirada em torres de marfim e que já há muito tempo perdeu por completo a noção da realidade. O seu desespero já é mais do que aparente e as recentes e retumbantes vitórias da Frente Nacional em França apenas vieram evidenciar isto ainda mais. Esta gente tem a cabeça contaminada pelo politicamente correcto e pelas fantasias do "fim da história" anunciadas por Fukuyama. Anestesiados pelas estórias da carochinha sobre a eternidade do demo-liberalismo, do globalismo e da pax eterna, esta gente já não dá conta de si e dela só podemos esperar incompetência e mentira.

Acima de tudo, o que está a deixar em estado de choque o establishment (o mesmo establishment que há apenas 10 anos atrás anunciava a morte do Nacionalismo...), é a resistência e a vontade de combater demonstrada pelos nacionalistas, que estão a marchar de vitória em vitória, imparáveis e dispostos a ir até ao fim e fazer o que for preciso fazer para acabar com aquilo que consideram ser a decadência em que as nações da Europa caíram. O que aí vem é impossível de prever com exactidão, mas de uma coisa podemos ter a certeza - a Europa caminha para uma nova ordem.

João José Horta Nobre
Abril de 2014






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