sábado, 29 de março de 2014

O 25 de Abril, as Elites e o Espírito do Povo




"A Democracia é a arte de, da gaiola dos macacos, gerir o circo." - Henry Mencken (1880 - 1956)

Um dos maiores sinais de que um dado regime político está em grave crise é quando se verifica uma total ou quase total dessincronização entre as elites e o povo. Hoje, mais do que nunca, é esse o fenómeno que podemos constatar em Portugal. Basta andar na rua para se perceber o ódio e o desprezo que o povo nutre pelo actual regime. Aliás, é rara a semana em que não haja pelo menos alguém que me diga que o que é preciso é "limpar o sebo aos políticos" e coisas do género.

As elites estão cegas e não perceberam ainda o desprezo que o povo tem por si, nem vão perceber até ser demasiado tarde, pois a história demonstra que uma vez iniciado o processo de dessincronização entre as elites e o povo, muito difícilmente este poderá ser revertido. O Ancien Régime em França não conseguiu perceber a mensagem até começarem a rolar cabeças na guilhotina. O regime dos czares na Rússia também não conseguiu entender o problema a tempo e por isso acabou como acabou. O Estado Novo em Portugal também não foi capaz de resolver determinados problemas estruturais que o afectaram desde o início, algo que claramente teve um papel na rápida queda do regime que colapsou em menos de 24 horas, fruto de uma golpada que continua muito mal explicada...

O que a esmagadora maioria dos regimes não parecem conseguir compreender é que eles não existem em prol das elites, mas em prol do povo. As elites são apenas o cérebro do regime, porém, um cérebro sem um corpo (povo) para pouco serve. Isto não quer obviamente dizer que o povo deva obedecer cegamente às ordens da elite, bem pelo contrário, o povo deve perpétuamente fiscalizar a elite de forma a garantir o seu bom comportamento e deve ser este mesmo povo a colocar a elite no caixote de lixo da história quando a mesma já não defende e protege adequadamente os seus interesses.

"Celebra-se" no próximo mês 40 anos sobre o golpe da Abrilada de 1974. Pessoalmente, nada tenho para comemorar, pois o actual regime destruiu o meu País e uma larga fatia da população portuguesa felizmente já começou a perceber isso mesmo. O actual regime é corrupto, podre e decadente. Trata-se de um sistema erguido por traidores para servir os interesses do grande capital e de alguns lobbies que vivem parasitariamente à custa do povo e se reúnem em lojas maçónicas, clubes privados e outras coisas do género que nem ao Diabo interessam.

As elites actuais, tanto em Portugal, como na Europa, estão totalmente cegas perante a realidade e essa cegueira vai inevitávelmente desembocar em novos fenómenos políticos como o são o actual ressurgimento dos nacionalismos um pouco por toda a Europa. A elite, como não podia deixar de ser, está em negação da realidade e recusa-se a ver o que aí vem. A pseudo-solução encontrada por esta é a de se fechar ainda mais nas suas torres de marfim, rodear-se de seguranças (como se isso a pudesse salvar das garras do povo...), barricar-se em palácios e mentir, mentir, mentir.

A mentira e o jogo sujo são a natural forma de estar das elites quando estas se encontram desesperadas para manter o poder. Neste autêntico "jogo de xadrez" praticado pelas elites contra o seu próprio povo, estas até podem obter vitórias temporárias, porém, mais tarde ou mais cedo, o povo acabará por vencer.

O problema não é derrubar as elites do poder, isso até é o mais fácil. O problema é o "dia seguinte", pois é aqui que por norma surgem os "sangue-sugas" prontos a catapultarem para os cargos-chave do poder ocupados pela elite anterior. Foi precisamente isto que ocorreu no rescaldo do 25 de Abril. A antiga elite nacional, derrubada e humilhada, exilou-se ou deixou-se absorver pela nova elite que tomou o poder. Ao contrário do prometido, esta nova elite é inúmeras vezes pior do que a do regime anterior.

O Estado Novo e as suas elites, apesar de terem tido defeitos (qual é o regime que não os tem?), defendiam Portugal e os portugueses. Batiam-se no plano diplomático externo pela defesa dos nossos interesses e nunca se vergaram perante a vontade das grandes potências. Esta é a verdade que incomoda as actuais elites que sequestraram o sistema de poder em Portugal e lhe deram o nome de "democracia". Esta é a verdade que as actuais elites jamais irão reconhecer, pois sabem que isso faria cair por terra 40 anos de mentiras e propaganda.

O primeiro erro cometido pela actual elite no pós-25 de Abril foi o de não terem eliminado logo no rescaldo do golpe os marxistas de todos os cargos de poder em Portugal. Em lugar disso, permitiram que esses parasitas do povo e traidores da Pátria tomassem cargos-chave em tudo quanto é do interesse estratégico nacional. Posteriormente, a elite "meteu-se na cama" com os grandes interesses económicos, algo que a fez ficar refém dos mesmos, situação esta da qual a mesma já não se vai conseguir libertar. A disseminação da corrupção em larga escala, associada à falta de competência e nepotismo crónico, trataram de ser o último prego no caixão deste regime dito "democrático" que poderá estar já a viver os seus dias finais.

Actualmente, é mais do que evidente que o espírito do povo está completamente dessincronizado das elites. O povo odeia os partidos, odeia a classe política e chama-lhe todos os nomes. Se isto não é sintomático de um esgotamento do regime, então não sei o que será.

Para terminar deixo aqui uma recolha de comentários feitos por leitores no dia 29 de Março de 2014, em relação a uma notícia relacionada com as comemorações do 25 de Abril, num dos principais jornais online da nossa praça e onde no mínimo uns 70% - 80% dos comentários lá feitos quase que advogam um genocídio da classe política nacional e são o retrato da verdadeira imagem que o povo português neste momento tem dos seus políticos. Julgo que isto basta para exemplificar o verdadeiro estado em que se encontra o espírito do povo por estes dias:

"40 anos depois podemos analisar os vencedores da Abrilada pelas banhas na papada."

"Tudo bandalhos comilões corruptos. Foi para isto que se fez o 25 de Abril? O maior erro que já alguma vez se cometeu em Portugal? Com o Dr. Marcello Caetano o Regime estava mais aberto, as contas controladas e a população não vivia pior do que vive hoje. Se a história tivesse seguido o seu rumo normal, hoje teríamos uma democracia com regras, com justiça e com honestidade. Quiseram brincar às revoluções e esse bando de terroristas destruiu o país. Olhem ao que chegámos. É isto que andam a festejar?"

"COMUNISMO NUNCA MAIS! OBRIGADO JAIME NEVES!"

"[Sobre as comemorações do 25 de Abril] Palhaçada saudosista, nestas palhaçadas somos bons, festas, cantorias, copos, almoços, nisto estamos todos unidos, os espiões de Putin (cgtp e pcp), os ocidentais (o resto) e os que nunca fizeram nada (quase todos). Nestas palhaçadas somos muito bons o resto é treta, trabalhar é bom pro preto já la diz o ditado."

"[Sobre a classe política] Todos gordos e anafados e todos à minha conta durante anos e anos, deviam ter vergonha."

"[Sobre um concerto comemorativo do 25 de Abril] ...encheu-se de parasitas, revolucionários de ocasião, chulos, cantores de meia tigela, «intelectuais de esquerda» com muito dinheiro no banco e comunas ressabiados!"

"25 DE ABRIL NUNCA MAIS!"

"Sou doutorado em história e sou um dos que defende que o 25 de Abril foi o maior erro da história de Portugal. O Regime chefiado por Marcelo Caetano abdicou da dureza que caracterizou o anterior período, passando a ser uma governação muito próxima da democracia no seu conceito mais puro. Se não fosse o 25 de Abril, teríamos solucionado o problema das colónias com a criação de uma União, onde os países eram soberanos, mas teriam de se entreajudar. Hoje emprestaríamos dinheiro com juros a toda a Europa e ombrearíamos com os EUA. Seríamos um país de gente culta, séria, sensata, respeitada e seriamos uma nação poderosa e soberana. É urgente liquidar toda a esquerda radical, como se liquidou e continua a perseguir a direita mais radical."

"[Sobre um concerto comemorativo do 25 de Abril] Estes parasitas que «encheram» o coliseu, são os mesmos que pensavam que só a liberdade nos bastaria e o resto viria por si só! Sentaram-se todos à sombra da azinheira, à espera dos frutos caírem. Já lá vão 40 anos e continuamos a ser um paizeco conhecido pelos seus azeites e pela cortiça..."

"Estou completamente de acordo com Salazar e convém não esquecer que o governo presidido por Marcelo Caetano tinha sido eleito pela maioria dos Portugueses em eleições LEGISLATIVAS LIVRES em 1972 ou 73 (já estava ausente de Portugal, não me recordo bem) portanto foi um assalto que estes (pseudo-democratas) fizeram a PORTUGAL. Estas pessoas devem ser julgadas, PELO MAL QUE FIZERAM À NAÇÃO POTRUGUESA."  

"É isso mesmo. Passávamos bem sem cravos."

"O golpe de Estado de Abril abriu enormes feridas em Portugal, muitas ainda por cicatrizar. Todo o processo foi bastante traumático e arrastou para o sofrimento todos, inclusive os povos colonizados (os que mais sofreram). Não há o que comemorar. O regime de Caetano tinha os dias contados, a pressão interna e externa era enorme! A democracia viria mais ano, menos ano e as coisas seguiram o rumo normal, sem convulsões sociais traumáticas. Hoje estaríamos muitíssimo melhor, sem dúvida alguma!"

"Só falta estes abrileiros exigirem tributos anuais pela mierda que fizeram..."

"Existe um código de censura implementado pela esquerdalha destruidora. Actualmente há uma pressão enorme sobre quem tiver determinadas ideias, mesmo que bem fundamentadas, como por exemplo não apoiar o casamento, adopção e co-adopção por casais gays. Ser contra o aborto. Ser católico praticante (só católico, muçulmanos a esquerdalha tolera, porque lhes tem medo). Apoiar uma emigração regrada, como na Suíça e agora se falou na Alemanha. São só alguns exemplos. Quem falar em público tem que medir muito bem o que diz, se não é enxovalhado por estas regras de censura impostas pela esquerdalha. A liberdade de expressão é uma valente mentira. Só os de extrema-esquerda é que de facto a têm."

"[Sobre as comemorações do 25 de Abril] É a festa do maior embuste da História de Portugal! De quem é a culpa? Acho que é um pouco de cada português!"

"Os melhores de Portugal, emigraram ou fugiram desta choldra! Só ficaram os medíocres, os acomodados e os chulos de Abril."

"VIVA O 25 DE NOVEMBRO DE 1975!"

"E que panças tinham e têm os «cravistas»!"

"Fui um dos que foram para as ruas festejar Abril, inebriado com os ventos da liberdade! Acreditei como muitos acreditaram, que dentro de um prazo razoável, estaríamos ao nível dos restantes países europeus. Desilusão total, é só o que posso dizer. Desculpem-me o desabafo."

"Esta gente anda folgada a comemorar o 25 Abril, quando na realidade ninguém cumpre nada do que é dito e comemorado. A melhor comemoração é denunciar o que estão a fazer contra milhões de Portugueses, essa é que é a melhor maneira de comemorar, há gente a passar fome, crianças, idosos, deficientes,etc. Para que se fez o 25 Abril? para chegarmos a isto a tanto cinismo um esconde ,esconde sem remorsos."

"[Sobre as comemorações do 25 de Abril] Festa a liberdade"? Qual liberdade? A liberdade para os oportunistas e seus compadres."

"25 de Abril nunca mais! Tudo menos isso."

"DEMOCRACIA! Liberdade para quem? Para os ladrões de gravata e outros. Para os gastadores públicos, para as reformas milionárias de Parasitas. Para acabar com a Saúde, Educação, Justiça, etc. E o POVO é quem mais ordena!!!!!!!!!!! Vivó rebanho."

"Como a liberdade é bela. Agora tenho liberdade para andar roto, doente, esfomeado, dormir debaixo de qualquer ponte... e mesmo assim, ainda posso ser morto para me roubarem os 5 euros das esmolas que são o que me sobra depois de pagar o imposto ao Estado. Ditadura nunca mais!"

"[Sobre um concerto comemorativo do 25 de Abril] Havia mais cravas do que cravos. A tropa fandanga e mais uma legião de cravas criados pelo 25/4."

"[Sobre um concerto comemorativo do 25 de Abril] Só tenho pena de não ter caído um 747 vazio naquele espaço e de preferência em cima do porco [Vasco Lourenço]."

"Um camarada mais abaixo referiu que o 25 de Abril tinha sido o dia mais feliz da sua vida. Já somos 2. O que não sabíamos era do plano maquiavélico que estava urdido subjacentemente, o qual, sob a batuta do tenebroso MFA encharcado de milicianos politizados erradamente até à medula, seria posto em prática imediatamente. Consistia em ocupar lugares-chave em tudo o que era Administração Interna, desde as tropas, aos movimentos "espontâneos" populares, passando pelo Conselho da Revolução e Assembleia Nacional, através dos partidos. Foi aí que fomos enganados. E é isso que jamais lhes perdoarei. Toda a gente era de esquerda naquela época. Mas depois do que foi sucedendo, esquerda JAMAIS! Traidores filhos da puta!"

"[Sobre as comemorações do 25 de Abril] Festejar o 1º dia do inicio da destruição de Portugal e da sociedade portuguesa !"

"Tão boa esta democracia e esta liberdade... temos desemprego com fartura, trabalho precário com fartura, criminalidade com fartura, etc, etc... melhor que isto só na América!..."

"A revolução foi boa até que durou o dinheiro dos outros. Depois fizeram-se calotes para os mesmos outros pagar !"

"[Sobre um concerto comemorativo do 25 de Abril] OS PORTUGUESES ESTÃO A FICAR ACOMODADOS. ESTAMOS A SER ESPOLIADOS, ROUBADOS, ENGANADOS, CAMINHAMOS PARA A MISÉRIA, OS POLÍTICOS CONTINUAM A ENCHEREM-SE E O POVO VAI PARA O COLISEU CANTAR GRÂNDOLA VILA MORENA. É DISTO QUE O MEU POVO GOSTA."

"A actual classe política merecia ser morta à pedrada ou dada de comer viva aos cães. Traidores e ladrões que destruíram Portugal, hão-de arder todos no inferno!"

"25 DE ABRIL NUNCA MAIS! ABAIXO O PCP!"

"Desde a revolução dos cravas que tem havida uma sistemática ocultação da verdade e lavagem ao cérebro . O regímen de há muito tinha de deixado de ser autoritário estando em evolução rápida que só o não era mais devido ao complexo problema do Ultramar que os Cravas entregaram ao comunismo. Veja-se o que aconteceu em Espanha que após a morte de Franco evoluiu pacificamente para a democracia sem destruir os valores sociais e as estruturas económicas do Pais resultando em que partindo de trás nos ultrapassou desde então. E Portugal que tinha reservas de ouro e divisas superiores a 100% do PIB, hoje tem uma dívida superior a 140% do PIB que continua a agravar-se não obstante a austeridade. Esta é a verdade!"


"O 25 de Abril, como qualquer revolução, é o resultado de um fracasso. Por isso, sou contra a comemoração de revoluções, excepto naquele caso, raríssimo, de elas terem sido bafejadas pela sorte, e de a sua liderança ter sido fiel. Só me ocorre um caso, o da revolução americana. O 26 de Abril de 1974 foi um logro. Sou favorável à eliminação do feriado de 25 de Abril, não o verei já, mas sinto que um dia acontecerá."
 
"Os pedaços de merda que hoje governam Portugal, comunas e maçons, hão-de ser queimados vivos em crematórios como os nazis faziam aos judeus! PORTUGAL SEMPRE! MORTE AOS TRAIDORES DE 74!"

"Espetem os cravos no cu!"

"Não faltará muito para uma segunda nova revolução, infelizmente será muito sangrenta, mas livrará Portugal daqueles que muito mal têm feito a este povo e a este país, Infelizmente está provado que revoluções pacificas não são benéficas para as gerações futuras." 

"A revolução francesa, a revolução russa, e outras, foram bem sangrentas, e foram um desastre para as gerações seguintes. Pensa o quê, que os franceses passaram um "bela festarola" com Napoleão? Os russos com Estaline? Revolução é abominação, falham quase todas. Mas não falham no sofrimento. A nossa podia ter corrido bem pior, mas não foi nenhum sucesso, isto admitindo que foi uma revolução."

"O 25 de abril foi bom para toda a corja que à 40 anos se vêm enchendo e levando o país a miséria. Estamos pior que antes ! Podemos falar a vontade ? E de que nos serve se qualquer dia nem temos de comer !"

"[...] O povo gosta é de levar porrada e ser escravizado. Onde é que está a democracia prometida pela revolução da treta e as conquistas de abril.? [...]"

"Como existe ainda gente que tem coragem de celebrar algo que só veio originar as piores coisas para o país e para o povo? Festejaram a desgraça e a política incompetente de quem nos vem governando há 40 anos. A prova está aí, veja-se como se encontra o país, a economia nacional, a desigualdade entre o povo, a corrupção, a austeridade destruidora dos reformados, pensionistas e funcionários públicos. Digam-me lá o que é que o país ganhou com a revolução da treta, e as famigeradas conquistas de abril.? Isso é que eu gostava de saber, mas ninguém diz as verdades que doem, foi para isto que fizeram a revolução?"

"[Sobre um concerto comemorativo do 25 de Abril] O povo está-se a cagar para estas festarolas das elites subsídio-dependentes."

"40 anos de Abril = 3 bancarrotas + 2 milhões de pobres"

"[...] Com este povo manso e cobardolas que há 40 anos vota errado, que há muito muito tempo já deveria ter corrido com todos os politiqueiros que há décadas nos desgovernam, alguém acredita que é possível mudar isto???? A corrupção é gigantesca e incontrolável. Não há futuro para Portugal nem para quem ainda desejar viver neste miserável cantinho + a ocidente! Muito infelizmente."

"[Sobre a classe política] [...] São estes os grandes responsáveis por o que está e nos vai acontecer nas próximas décadas, se calhar desaparecemos como povo e uma qualquer potencia ocidental tomará conta disto, pelo menos já são os donos de grande parte das nossas terras e fábricas. Triste povo adormecido que só pensa em telenovelas."


João José Horta Nobre
Março de 2014





sexta-feira, 28 de março de 2014

Angola: A Verdade Sobre a Guerra Civil

Um edifício coberto por marcas de balas na cidade de Huambo, Angola.



"Morreu mais gente nas ex-províncias ultramarinas portuguesas, vítimas da guerra e da fome, nas duas décadas que se seguiram à «descolonização exemplar», do que em 500 anos de colonização portuguesa." - Orlando Braga

A Guerra Civil Angolana, fruto da "descolonização exemplar" promovida pelos traidores e vendidos que tomaram o poder em Portugal após a Abrilada de 1974, resultou em mais de 500,000 mortos e num deslocamento interno forçado de 4,28 milhões de pessoas, ou seja, um terço da população total de Angola.[1] Para além disto, a Human Rights Watch estima que cerca de 9 mil crianças-soldados foram empregues durante a guerra civil, quer pelo MPLA, quer pela UNITA. A somar-se a tudo isto, a violência sexual foi também usada como arma de guerra para intimidar as populações e subjugá-las através do terror.[2] Depois de um saldo destes (e estamos a falar apenas de Angola...), não sei como alguém pode considerar o 25 de Abril como tendo sido um "sucesso" e a descolonização como tendo sido algo "exemplar". Talvez os psicopatas da esquerda portuguesa (os mesmos que roubaram uma parte dos arquivos da PIDE/DGS e os enviaram para Moscovo...) nos pudessem elucidar um pouco mais sobre esta questão...

Deixo aqui um documentário que as nossas televisões não mostram porque o actual regime dito "democrata" - dominado pela máfia maçónica e pelos psicopatas marxistas - continua a esconder a pilha de sangue e de cadáveres sobre a qual foi erguido há 40 anos.

Felizmente, há aqueles que não esquecem, não perdoam e jamais irão perdoar a cáfila que destruiu Portugal e abandonou milhões de portugueses, angolanos, moçambicanos e guineenses
num inferno do qual estes ainda não se conseguiram libertar após 40 anos de "sucesso democrático" e "descolonização exemplar":


















___________________________________________________

Notas:
[1] - POLGREEN, Lydia - Angolans Come Home to 'Negative Peace'. The New York Times, 30 de Julho de 2003. Link: http://www.nytimes.com/2003/07/30/world/angolans-come-home-to-negative-peace.html
[2] - HUMAN RIGHTS WATCH - IV. Use of Children in The War Since 1998. Link: http://www.hrw.org/reports/2003/angola0403/Angola0403-03.htm

João José Horta Nobre 
Março de 2014

domingo, 23 de março de 2014

O Judeu na Poesia Anti-Semita de António Sardinha



Anti-semita assumido e inimigo declarado da Nação de Israel, António Sardinha nunca escondeu os seus verdadeiros sentimentos pelo povo judeu que considerava como sendo um inimigo declarado de Portugal e de toda a Cristandade. Os seguintes poemas bastam para dar ao leitor uma ideia da verdadeira natureza do anti-semitismo de António Sardinha, elevado a uma forma de arte. Porém, é necessário que se tenha também em conta que esta literatura e este discurso abertamente anti-semita fizeram parte do espírito da época em questão e por isso não é justo julgar António Sardinha de acordo com os padrões éticos e morais actualmente em voga no Ocidente.

Nas décadas de 1920-1930 o anti-semitismo era ainda um dos "pratos fortes" da Europa cristã, em parte devido a uma "questão judaica" que nunca foi convenientemente resolvida a tempo e horas. Estes breves poemas são o reflexo do espírito dessa época que já foi:


AUTO DE FÉ
 
A um poeta

Não és da Cruz, não és do nosso rito.
São de outro sangue os mortos que tu contas.
Quem te vestisse a ti o sambenito
e te impusesse a estrela de seis pontas.

Teu verbo foi de morte! Foi maldito!
É verbo de Israel, bramindo afrontas.
De tudo o que deixaste um dia escrito
perante Deus um dia darás contas!

Iago, Saltamontes e Veneno,
por grande que ele seja, é bem pequeno
Meu ódio de cristão, de português!

Deitem-lhe os livros todos à fogueira.
E enquanto a chama os lambe justiceira,
Ponham-lhe os santos óleos de outra vez!"

(SARDINHA, António - Pequena Casa Lusitana. Livraria Civilização, Porto, 1937, pp. 181-182.)



Dos VERSOS A DONA SOL
 
Fosse eu familiar do Santo Ofício,
levava-te à prisão sem grande pena!
Neta de moiro, herdaste o malefício
Da tua raça morena!

(...)

Se houvesse Inquisição — que desengano!
terias sido já queimada viva!

Tição de varonias de Castela,
o povo hebreu deixou vestígio em todas.
Se és nódoa escura da linhagem dela,
não temos de estranhar as tuas bodas!

(...)

Que airosa não ficavas, que elegante,
de sambenito, algemas e carocha!
Houvesse Inquisição!... E assim ligeira,
em modos de possessa que estrebucha,
terias já bailado na fogueira,
oh filha dum cigano e dum bruxa!

(...)

eu próprio te levava ao Santo Ofício,
oh Dona Sol de túnica amarela,
que me puseste um dia malefício!..."

(SARDINHA, António - Quando as Nascentes Despertam.... Livraria Ferin, Lisboa, 1921, pp. 185-192.)


 



 MADRE INQUISIÇÃO
 
Temos a África nas nossas veias.
O mais do nosso sangue é sangue preto.
Assim, carregadinhos de cadeias,
onde é que irá ficar-nos o esqueleto?

E eles mandam como as alcateias!
Há tantos, que debalde os acometo.
Logo ressurgem com as caras feias,
— não sei por que feitiço ou amuleto!

São moiros e ciganos quem governa.
Nunca será bastante a pena eterna
pr`a quem desfez a raça com torpeza!

Oh Santa Inquisição, acende as chamas!
E no fulgor terrível que derramas,
Vem acudir à Pátria Portuguesa!"

(SARDINHA, António - Pequena Casa Lusitana. Livraria Civilização, Porto, 1937, pp. 121-122.)

João José Horta Nobre
Março de 2013

quarta-feira, 19 de março de 2014

Portugal Deve Sair Imediatamente da NATO




"Não sei como será a Terceira Guerra Mundial, mas posso-vos dizer como será a Quarta: com paus e pedras..." - Albert Einstein (1879 - 1955)

Imagine-se o seguinte cenário hipotético: A actual "Guerra Fresca" entre a Rússia e o Ocidente (UE e NATO) passa a "Guerra Quente". Em poucos minutos, os arsenais nucleares da Federação Russa reduzem os Estados Unidos e a Europa Ocidental a um mar de cinzas radioactivas e vice-versa. Nada, nem ninguém, nos poderá salvar de tal destino e apesar de o mesmo ser altamente improvável, todos sabemos que na história o impossível por vezes acontece...

Que os portugueses não duvidem disto por um momento, se existir uma guerra nuclear entre a Rússia e a NATO, nós, como país membro, estamos na mira do Kremlin que tem os seus mísseis apontados a toda a Europa Ocidental desde há várias décadas (ou pensavam mesmo que o fim da Guerra Fria tinha mudado alguma coisa neste âmbito?).

Basta uma pequena ogiva de urânio ou plutónio para reduzir Lisboa a um incandescente inferno radioactivo. Para se ir mais longe e riscar literalmente Portugal do mapa, não seriam necessárias mais do que meia-dúzia de ogivas nucleares com uma potência equivalente às bombas de Hiroshima e Nagasaki. Podem ter a certeza que os "artilheiros" russos ao comando dos mísseis intercontinentais, em caso de guerra total, não se iriam esquecer do nosso País que é membro da NATO e até hospeda oficialmente desde 1948 uma base militar americana numa das suas ilhas...

Claro que, para os Estados Unidos da América a hipótese de nós sermos reduzidos a um deserto radioactivo é apenas um mero "dano colateral" que sem sombra de dúvida os estrategas do Pentágono consideram como sendo aceitável. Mas, para nós portugueses, a hipótese de ver Portugal (se ainda estivermos vivos para isso...) ser reduzido a um deserto radioactivo não é nenhum mero "dano colateral", mas sim um risco muito grave e sério que a nossa classe política não está a avaliar com o devido cuidado. Pois se estivesse, nós já estaríamos fora da NATO há muito tempo...

O que se passa é muito simples. A geopolítica mudou e com ela os nossos interesses. A ameaça comunista representada pelo Pacto de Varsóvia durante a Guerra Fria era uma ameaça real e perigossísima. Basta ter-se em conta que os soviéticos tinham cerca de 150 divisões militares preparadas para tomar de assalto a Europa Ocidental, a acrescentar a isto o armamento nuclear que fazia pender constantemente sobre a nossa cabeça uma espada de dâmocles.

Ora, uma vez findada a Guerra Fria, no início da década de 1990 e derrubada a Cortina de Ferro, as divisões militares soviéticas deixaram de constituir uma ameaça, mas os arsenais nucleares, apesar de reduzidos, continuam apontados a nós e tanto os Estados Unidos, como a Rússia têm poder nuclear suficiente para provocar um Apocalipse a nível mundial se assim o desejarem.

A Guerra Fria entretanto deu lugar a uma "Guerra Fresca" entre os Estados Unidos e a Rússia de Putin. A actual crise na Ucrânia deixa bem claro que a Rússia não está para brincadeiras e qualquer loucura pode descambar na Terceira Guerra Mundial, disso também não duvidem.

Recentemente, no dia 16 de Março de 2014, o homem escolhido por Putin para liderar um dos canais de televisão ao serviço do Kremlin, Dmitry Kiselyov, veio afirmar alto e bom som na televisão, com uma gigantesca nuvem de cogumelo radioactiva a fazer de fundo, que "a Rússia é o único país no mundo com capacidade para realmente transformar os Estados Unidos em cinzas radioactivas". Para mim, isto basta como sinal e aviso, não é necessário mais.


Dmitry Kiselyov ameaça reduzir os Estados Unidos a "cinzas radioactivas".


A NATO actualmente deixou de servir os nossos interesses e acarreta-nos um risco mortal de guerra nuclear ao qual nós não temos necessidade nenhuma de estar ligados.

Portugal foi até um dos membros fundadores da NATO a 4 de Abril de 1949 e na fase inicial usufruimos das largas vantagens desta adesão. A melhoria das infra-estruturas militares, tácticas, doutrina e armamento, para além de uma garantia de defesa contra o nêmesis soviético, foram tudo áreas onde Portugal beneficiou com a sua adesão à NATO. Porém, a NATO não nos ajudou quando a União Indiana nos atacou sem provocação em 1961, numa clara violação do Direito Internacional. A NATO também não nos ajudou quando nesse mesmo ano a Guerra do Ultramar teve início. Bem pelo contrário, os Estados Unidos ainda ajudaram a financiar os nossos inimigos e o Presidente Kennedy não hesitou em espetar-nos uma faca nas costas.

Com a excepção da protecção da ameaça soviética e as melhorias de infra-estrutras, tácticas, doutrina e equipamento. A NATO não trouxe a Portugal mais benefício nenhum e actualmente a única coisa que faz é colocar-nos debaixo da mira dos "artilheiros" nucleares do Kremlin, posição esta em que nenhum português de boa saúde mental pode desejar estar.

Hoje, é mais do que óbvio que o principal beneficiário da NATO são os Estados Unidos e são estes também quem mais contribui para a NATO em todos os aspectos. Portugal tem um papel pequeno na NATO, porém, em troca deste pequeno papel, somos obrigados a arcar com o permanente risco de um ataque nuclear a qualquer momento por parte da Rússia. Sendo assim, os ganhos não compensam os riscos e é por esse mesmo motivo que defendo a saída imediata da NATO por parte de Portugal.

A classe política portuguesa só tem de ter em conta que os desastres podem acontecer e que tal como em 1914 fomos arrastados para uma guerra que não nos interessava, resultante de um erro histórico de proporções épicas, também hoje, em 2014, os erros de proporções épicas podem acontecer e ao contrário de há cem anos atrás, hoje existem armas nucleares com capacidade para reduzir uma Nação inteira a "cinzas radioactivas" em poucos minutos...



 
João José Horta Nobre
Março de 2014



Publicado no "Diário de Notícias" a 17 de Abril de 2014. 

Link: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/jornalismocidadao.aspx?content_id=3818780&page=-1





terça-feira, 4 de março de 2014

Afinal Quem São os Verdadeiros Intolerantes?

Islamitas num protesto apelando ao massacre daqueles "que insultarem o Islão" e a mandar a "liberdade para o inferno."


"Mais vale prevenir do que remediar." - Provérbio português

Nós portugueses, lutámos contra este tipo de fanáticos durante séculos até os expulsarmos de Portugal e da Ibéria em conjunto com os nossos vizinhos castelhanos. Hoje, vejo a Europa a não ter cuidado absolutamente nenhum em relação aos extremistas e até os arma e financia na Síria com a complacência dos Estados Unidos da América. Para agravar a situação, deixam-se entrar na Europa imigrantes oriundos de culturas totalmente incompatíveis com a cultura europeia, sem praticamente nenhum controle ou regulamentação adequada.

Se alguém protesta contra esta política, chamam-nos de intolerantes.

Então vejam os vídeos abaixo e depois pensem um pouco em quem serão afinal os verdadeiros intolerantes...


Aviso: Conteúdo muito chocante!






João José Horta Nobre
Março de 2014





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