sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Lobby Gay e o Boycott aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi




"Lobby é o nome que se dá à actividade de pressão, ostensiva ou velada, de um grupo organizado com o objectivo de interferir directamente nas decisões do poder público, em especial do Poder Legislativo, em favor de causas ou objectivos defendidos pelo grupo." - Wikipédia

Desde que terminaram os Jogos Olímpicos de Sochi de 2014 que tenho andado para abordar este assunto, mas uma certa falta de tempo associado a outros acontecimentos fizeram-me adiar até agora este escrito. Curto e grosso: 

O Ocidente "democrático" já perdeu a vergonha por completo e por isso agora temos os media politicamente correctos descaradamente ao serviço do lobby gay como se viu em relação aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi.
  
O bando de "adiantados mentais" do politicamente correcto, por causa da pressão do lobby gay, boicotou por completo os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi, para além de se terem lançado numa campanha negra contra os jogos nos media e nas redes sociais, apontando defeitos em tudo e denegrindo um esforço colectivo que o povo russo levou anos a preparar e a organizar.

O lobby gay pode não gostar do Putin e das suas políticas, mas isso não lhe dá o direito de arruinar um projecto que custou milhões aos bolsos do contribuinte russo. E muito menos lhe dá o direito de colocar em causa o bom ambiente numa festa desportiva internacional como o são os Jogos Olímpicos.

O que se passou foi uma autêntica vergonha da maior baixeza possível. Em vez dos jogos, a Eurosport transmitia competições como o dardo, o ténis de mesa, etc... Em Portugal, só a pagar é que se conseguia apanhar alguma coisa na SporTV e algumas das competições principais, como é o caso da apreciadíssima patinagem artística no gelo, passaram completamente em branco...

Pessoalmente, nunca fui de perder tempo com ataques ao lobby gay e às suas birras existencialistas, pois desde que o lobby gay não se meta comigo, eu não me meto com o lobby gay. É simples. Mas desta vez o lobby gay meteu-se comigo e com milhões de outras pessoas em todo o mundo, estragando-nos os Jogos Olímpicos em nome de uma birra que quiseram mediatizar a todo o custo nos media.

Já estamos oficialmente a entrar num nível superior da ditadura do politicamente correcto, ou seja, o controlo explícito, mas não oficial, dos meios de comunicação social, por parte de uma seita de lunáticos que julga ter o direito de decidir aquilo que podemos ou não ver. Para terminar, deixo aqui vários exemplos do baixo nível e da violência da propaganda que o lobby gay usou para boicotar o Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi, estragando assim uma festa desportiva que ninguém tem o direito de politizar a seu belo prazer:











































João José Horta Nobre
Fevereiro de 2014








quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dois Olhos e Um Cérebro: Uma Premonição de Mário Soares Sobre Putin




"A Rússia não negoceia com terroristas. Ela destrói-os." - Vladimir Putin

A actual crise na Ucrânia fez-me recordar uma premonição que o "dinossauro" Mário Soares fez sobre Putin numa palestra sobre política internacional a que assisti, salvo erro, em Novembro de 2006 na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. O ex-Presidente da III República Portuguesa falou e falou. Disse umas baboseiras ideologicamente motivadas, mandou umas opiniões sobre a Guerra do Afeganistão, que hoje posso dizer que estavam certas, nomeadamente em relação à impossibilidade da NATO em conseguir obter uma vitória militar no conflito e por fim, começou a falar do Putin.

Já não me recordo de tudo o que Mário Soares falou sobre Putin, pois infelizmente a minha memória não dá para tanto, mas recordo-me de Mário Soares ter caracterizado Putin com uma célebre frase que para mim foi o momento alto da palestra e que eu nunca mais vou esquecer:

"O Putin tem dois olhos pequenos e frios, mas por detrás daqueles dois olhos pequenos e frios, existe um cérebro que funciona!"

O que Mário Soares queria dizer com esta frase (que possivelmente até foi a coisa mais acertada que disse em toda a sua vida...) é que o Ocidente e acima de tudo os Estados Unidos e a União Europeia não podem, nem devem tomar o Putin por idiota. Bem pelo contrário, o Presidente Putin já deu mostras no passado de possuir uma frieza racional imbatível. Trata-se de um líder político oriundo da velha escola soviética do KGB, treinado para sobreviver contra tudo e contra todos.

Se os Estados Unidos e a União Europeia julgam que podem fazer farinha com Putin, então estão redondamente enganados. Nos últimos anos, a União Europeia e os Estados Unidos têm literalmente tentado montar um cerco à Rússia, aliciando e conquistando para o seu lado os países que pertencem ao "espaço vital" russo. Primeiro foram os países e territórios recém-independentes que outrora fizeram parte da antiga Cortina de Ferro, a República Checa, a Polónia, a Hungria, a Alemanha de Leste, a Eslováquia, a Roménia, a Lituânia, a Letónia, o Kosovo, a Bulgária, o Montenegro, a Croácia, a Bósnia-Herzegovina, a Macedonia e a Eslovénia. A Sérvia do Milosevic como não se curvou perante o Imperialismo dos Estados Unidos e da União Europeia, acabou bombardeada pela NATO e Milosevic deportado para Haia com acusações de genocídio, uma história que ainda está muito mal explicada e para a qual existem mais perguntas do que respostas...

Depois desta "primeira ofensiva" que só foi possível graças à queda da União Soviética, seguiu-se o "aperto do cerco" através da Revolução Rosa na Geórgia em 2003 e a falhada Revolução Laranja na Ucrânia em 2004. Em relação à Geórgia, Putin tratou da situação logo em 2008 com a derrota militar que infligiu à pequena e mal armada Geórgia e que terminou com a anexação da Ossétia do Sul e da Abkhazia por parte da Rússia.

A vingança dos Estados Unidos concretizou-se na assim-chamada "Primavera Árabe" que começou em 2010 e que ninguém ainda sabe quando e como vai terminar, nem quais as consequências que daí poderão advir para o mundo. O que sabemos é que já caiu um dos melhores amigos e compradores de armamento que a Rússia tinha no Mundo: a Líbia de Muammar Gaddafi. Seguiu-se a Síria, país onde o Presidente Bashar al-Assad ainda só se consegue manter no poder graças ao incondicional apoio russo que lhe tem sustentado o regime com armas e capital. O objectivo seguinte é o Irão (outro grande cliente e aliado russo...), mas sem caír o regime de Bashar al-Assad, os Estados Unidos não vão intervir contra os persas, pois tal seria abrir uma nova frente de guerra que lhes poderia sair fora de controle (já bastam os radicais islâmicos na Síria e a Guerra no Afeganistão).

Vendo que não conseguiam levar avante a sua vontade na Síria, os Estados Unidos e a União Europeia viraram-se novamente para a Ucrânia e a célebre frase "Fuck the EU" recentemente proferida por uma diplomata americana em relação à Euromaidan, diz-nos tudo sobre a política dos Estados Unidos em relação a esse país...

Putin não é nenhum idiota e muito enganado estará aquele que o tome como tal. Do ponto de vista geo-estratégico, é impensável que Putin deixe a Ucrânia escapar da órbita russa e a presente situação apenas o deixa perante três hipóteses possíveis:

1º - Tentar inverter a actual situação na Ucrânia através do assim-chamdo soft power, tal como fez em 2004 e voltar a tomar o controlo da situação.

2º - Cortar todas as relações económicas com a Ucrânia, incluindo o abastecimento energético e desgastar assim lentamente a oposição anti-russa na Ucrânia até esta colapsar sobre si mesma.

3º - Levar a cabo uma intervenção militar na Ucrânia e anexar a Crimeia e possivelmente até mais alguns territórios.

A primeira hipótese parece ser neste momento pouco provável, pois a situação na Ucrânia já foi longe demais. Restam por isso a 2ª e a 3ª hipóteses, o futuro dirá em que ficamos...


João José Horta Nobre
Fevereiro de 2014







terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Euromaidan: Quais as Possíveis Consequências Para Portugal?

A bandeira portuguesa numa barricada montada perto do estádio do Dínamo de Kiev.



"Em todos os tempos, os prudentes sempre venceram os audazes." - Théophile Gautier (1811 - 1872)

A recente situação na Ucrânia tem dado muito que falar na imprensa e na web, mas pouco se tem escrito sobre as suas possíveis consequências para Portugal em termos económico-políticos. Isto acontece porque por um lado a Ucrânia é um país com o qual Portugal tem relações económicas muito marginais e por outro, a Ucrânia é um país com o qual historicamente as gentes das terras lusas nunca tiveram praticamente nenhuma ligação devido principalmente à distância geográfica e cultural que separam as duas nações.

Oficialmente, Portugal e a Ucrânia apenas estabeleceram relações diplomáticas pela primeira vez a 27 de Janeiro de 1992. É de louvar o facto de Portugal ter sido um dos primeiros países da Europa e do Mundo a reconhecer a soberania do Estado Ucraniano e a abrir uma missão diplomática em Kiev logo em Dezembro de 1993. A Ucrânia, por sua vez, apenas inaugurou uma embaixada em Lisboa já em Março de 2000[1], provavelmente devido ao elevado número de cidadãos ucranianos que imigraram na mesma época para Portugal, a maioria dos quais fugidos à miséria e corrupção que tomaram conta da Ucrânia após o colapso da malograda União Soviética.

Os últimos 22 anos de diplomacia luso-ucraniana têm assistido a uma progressiva aproximação entre as duas Nações que partilham ambas em comum o facto de terem sido brutalmente vitimizadas durante décadas pelo regime soviético sem qualquer provocação prévia. A Ucrânia sofreu na pele mais de 70 anos de ditadura comunista, incluindo um genocídio patrocinado pelo "camarada" Estaline e que até bem recentemente foi continuamente negado ou menorizado pela maioria dos partidos de esquerda. Portugal, por sua vez, foi durante 13 anos atacado pela União Soviética nas suas províncias ultramarinas em África. Vale a pena referir que Portugal, tal como a Ucrânia, nunca agrediu a União Soviética, mas esta mesmo assim decidiu fazer-nos guerra, armando, financiando e treinando terroristas, infiltrando armas e abrindo o caminho para a dita "descolonização" que resultou em mais de 1 milhão de mortos na África Portuguesa.

Não podemos esquecer também a forma como o KGB treinou militantes do Partido Comunista Português (PCP) e os preparou para levarem a cabo a orgia de destruição que efectivamente colocaram em prática durante o infame PREC, período durante o qual quiseram até montar em Portugal um regime em tudo semelhante ao que hoje existe em Cuba... Não é por isso exagero dizer-se que Portugal e a Ucrânia são nações que partilham uma irmandade no que concerne às experiências por si vividas em relação ao terrorismo, crime e patifaria patrocinadas pelo União Soviética durante décadas, uma potência que sem provocação tomou a opção de ser nossa inimiga comum.

Diz o velho ditado que "Deus escreve direito por linhas tortas" e, de facto, assim parece ser, pois menos de duas décadas após a União Soviética ter promovido a "descolonização" à bruta da África Portuguesa, foi a vez da própria União Soviética ser "descolonizada" com a sua implosão definitiva e a morte ideológica do Marxismo no início da década de 1990. Finou-se assim a "Pátria do Socialismo" após mais de 70 anos de ditadura, mas atrás de si deixou um rasto de destruição e morte com problemas de toda a ordem nos Estados onde em tempos interviu, a bem ou a mal (quase sempre a mal...), para construir "os amanhãs que cantam"

Mais uma vez, nem a Ucrânia, nem Portugal escaparam às consequências da queda da União Soviética. Para os ucranianos, a mesma significou o direito à sua tão sonhada independência pela qual o mártir do Nacionalismo ucraniano, Stepan Bandera, dedicou toda a sua vida. Mas apesar de toda a ênfase inicial, a corrupção, as máfias e a incompetência pura e simples, não tardaram a tomar conta do establishment político ucraniano, muitas vezes com a "pata" do "urso russo" metida bem no centro dos escândalos. É preciso não esquecer também a interferência estado-unidense na política ucraniana que discreta, mas seguramente, tem financiado e apoiado toda uma série de actos e movimentos que visam apenas provocar desnecessariamente a Federação Russa e reduzir a soberania da Ucrânia a um pau-mandado dos Estados Unidos da América.

Para Portugal, o fim da União Soviética colocou um ponto final nos seus financiamentos e apoios obscuros ao PCP. Mas nada, nem ninguém, nos pode recompensar pela devastação que o nosso país sofreu nos últimos 40 anos às mãos dos traidores marxistas e dos seus lacaios. Os danos foram profundos em termos sócio-económicos e mesmo que a política portuguesa mude de rumo em direcção a um regime que verdadeiramente defenda os interesses portugueses e não os interesses "do Partido" ou dos agiotas de Wall Street, serão necessárias décadas até se conseguir reconstruir Portugal.

Todas estas similaridades partilhadas por Portugal e pela Ucrânia num combate de décadas contra o némesis marxista, devem de ser por isso encaradas como um incentivo ao aprofundamento da cooperação luso-ucraniana em todas as suas vertentes. Não seria mesmo má ideia pensar-se na criação de um novo Movimento dos Não-Alinhados que congregasse e unisse as pequenas nações da Europa numa frente comum para resistir às pressões e influências das grandes potências como os Estados Unidos e a Rússia e que servisse simultâneamente de alternativa à sinistra União Europeia. 

O objectivo deste movimento não seria provocar desnecessariamente as grandes potências, pois tal seria simplesmente estúpido e infrutífero, mas apenas oferecer uma voz comum (quem sabe até uma aliança económico-militar...), mais sólida e forte aos países mais pequenos e economicamente fracos da Europa que sozinhos e isolados acabarão inevitavelmente por serem comidos pelos grandes...

É preciso não esquecer que dezenas de milhares de ucranianos têm encontrado nas terras lusas um refúgio seguro. Muitos já vivem em Portugal há mais de uma década e temos toda uma geração de jovens luso-ucranianos bem integrados no tecido social e económico. Segundo as estatísticas, residem em Portugal cerca de 50 mil ucranianos[2] em situação legal e não restam dúvidas de que são uma das comunidades mais qualificadas em termos académicos e profissionais e também uma das de mais fácil integração devido indubitavelmente à raíz cristã da sua cultura.

Segundo afirmou em 2012 o Embaixador da Ucrânia em Portugal, Oleksandr Nykonenko, a amizade entre os dois países tem potencial para se transformar "numa cooperação económica mutuamente benéfica"[3]. A Ucrânia é um mercado que pode absorver muitos dos produtos que Portugal já tem tradição em exportar. Por outro lado, em termos de matéria de alta tecnologia, a Ucrânia é um país que tem dado passos muito importantes e possui inclusive o domínio da tecnologia nuclear e as restantes tecnologias a si associadas. A Ucrânia, por ser uma porta de entrada e saída para o Oriente, possui também um forte potencial como "um trampolim para entrada de bens e serviços portugueses nos mercados dos países vizinhos, incluindo a Ásia Central e o Sul do Cáucaso"[4]. Não deve ser por isso menosprezada a importância da Ucrânia em relação a Portugal como uma possível futura artéria de acesso aos mercados orientais.

Por agora e do ponto de vista económico, a Euromaidan pouco efeito terá em Portugal, pois em termos energéticos Portugal obtém a sua energia "na orla do Mediterrâneo e Atlântico; as fontes de gás natural são, por via de gasoduto, a partir de Espanha, proveniente da Argélia, e por via marítima, através de Sines, há contratos de gás com origem na Nigéria".[5]

Em termos de importações de bens, a Rússia é e muito provavelmente continuará a ser o maior e mais importante parceiro comercial da Ucrânia, sendo esta até considerada historicamente como sendo o "celeiro da Rússia". Em 2012, Portugal "foi apenas o 41º país a importar bens e serviços da Ucrânia, com uma quota de 0,5% no total das exportações daquele país".[6]

A Rússia, como é óbvio, tem sido sempre o principal cliente da Ucrânia, o que só por si significa que a indústria e agricultura ucranianas estão fortemente dependentes da Rússia e esta representa uma quota de 25,7% no mercado ucraniano.[7] A Ucrânia exporta essencialmente metais comuns como o ferro, o ferro fundido e o aço, seguem-se os produtos agrícolas e as máquinas. Portugal importa muito pouco da Ucrânia e isto fica patente no facto de em 2012 as importações oriundas da Ucrânia terem pesado apenas 0,1% do total.[8]

A Rússia é também o maior fornecedor de bens da Ucrânia, representando 32,4% do total das importações do país. Acima de tudo, a Ucrânia está dependente da Rússia em termos de combustíveis e óleos minerais como o petróleo, o gás natural e até o combustível nuclear.[9] O que Portugal importa mais da Ucrânia é milho e este representou em 2012 mais de 90% do total das nossas importações desse país. A balança comercial nestas relações económicas luso-ucranianas é favorável não a Portugal, mas à Ucrânia, pois apenas entre Janeiro e Novembro de 2013, Portugal apresentou um saldo negativo com a Ucrânia que totalizou 145 milhões de euros.[10]

Na balança comercial de serviços repete-se o mesmo saldo negativo com a Ucrânia a exportar mais serviços para Portugal do que a importar. Neste caso, apresentamos um saldo negativo de 106 mil euros.[11] Em termos de investimentos, Portugal investiu cerca de 163 milhões de euros na Ucrânia só em 2012, porém, comparativamente a 2008, o nosso investimento desceu mais de 17%.[12] 

Os ucranianos costumam dizer que um verdadeiro amigo apenas se revela nos momentos difíceis[13] e eu gostaria sinceramente que os nossos países que têm atravessado momentos tão conturbados, pudessem também aprofundar a sua amizade e criar uma frente comum contra a tirania das grandes potências, começando pela própria União Europeia... 

Infelizmente, os Ucranianos parecem estar mais preocupados em entrar para a União Europeia e ficarem sujeitos à ditadura politicamente correcta dos burocratas de Bruxelas, do que em defender a sua soberania nacional. Ou seja, os ucranianos querem libertar-se da influência russa, mas apenas para em seguida mergulharem de cabeça e em cheio na armadilha da União Europeia. 

Os ucranianos estão alegadamente e segundo os próprios, a fazer uma revolução para se libertar do neocolonialismo russo, mas simultâneamente estão prestes a cometer uma das maiores loucuras da sua história ao quererem aderir à União Europeia. Logo se hão-de arrepender quando Bruxelas lhes começar a destruir a agricultura, a regulamentar tudo e mais alguma coisa e em última análise, a reduzir a Ucrânia a uma colónia subserviente a outros interesses contrários aos seus.

E se porventura a Ucrânia alguma vez chegar a aderir ao maldito Euro, então o povo ucraniano que se vá preparando para ter níveis de desemprego na ordem dos 20% a 30% e uma inflação galopante associada à perda de competitividade económica. E já agora, os ditos "nacionalistas" ucranianos que querem aderir à União Europeia, que se preparem também para "abrir fronteiras" a toda a alma que lhes bater à porta e verem os seus heróis nacionais rotulados de "fascistas" e "nazis" pela polícia europeia do politicamente correcto. 

Na União Europeia é assim que as coisas funcionam e se não gostaram, então terão de enfrentar os ataques sem quartel por parte dos media, as sanções de Bruxelas e toda a espécie de ameaças e subornos que são já o prato do dia no que diz respeito ao comportamento das grandes potências como a França e a Alemanha em relação aos seus congéneres mais fracos.

Para concluir e respondendo em definitivo à pergunta formulada no título desta breve escrito, as consequências para Portugal da Euromaidan são por agora basicamente nulas, ou seja, a não ser que detone uma guerra civil devastadora na Ucrânia (algo improvável), o preço da energia e as suas fontes, não serão afectadas no caso português. Do ponto de vista político, a diplomacia portuguesa deve manter-se neutra em relação à Euromaidan, não intervindo com nenhuma declaração estúpida ou despropositada e tendo sempre em vista o bem nacional. Portugal deve manter-se à margem deste conflito, pois ele não nos diz respeito e serve apenas interesses obscuros e alheios aos nossos. Por agora, a Ucrânia não passa de uma marioneta nas mãos da Rússia e dos Estados Unidos, entrar ou intervir em tal conflito, com actores tão poderosos e perigosos, não traria vantagens absolutamente nenhumas a Portugal.

Aos ucranianos só lhes desejo boa sorte e espero que coloquem a sua casa em ordem o mais depressa possível.

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Notas:
[1] NYKONENKO, Oleksandr - 20 Anos das Relações Luso-Ucranianas. Diário de Notícias, 27 de Janeiro de 2012. Link: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2266705&seccao=Convidados&page=-1
[2] NYKONENKO, Oleksandr - 20 Anos das Relações Luso-Ucranianas. Diário de Notícias, 27 de Janeiro de 2012. Link: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2266705&seccao=Convidados&page=-1
[3] NYKONENKO, Oleksandr - 20 Anos das Relações Luso-Ucranianas. Diário de Notícias, 27 de Janeiro de 2012. Link: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2266705&seccao=Convidados&page=-1 
[4] NYKONENKO, Oleksandr - 20 Anos das Relações Luso-Ucranianas. Diário de Notícias, 27 de Janeiro de 2012. Link: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2266705&seccao=Convidados&page=-1
[5] LUSA - Ucrânia: Situação Sem Impacto no Preço e Fornecimento de Gás a Portugal. Expresso, 20 de Fevereiro de 2014. Link: http://expresso.sapo.pt/ucrania-situacao-sem-impacto-no-preco-e-fornecimento-de-gas-a-portugal-regulador=f857052
[6] MENDES, André Cabrita - O Que Compra Portugal à Ucrânia? Mais de 90% é Milho. Dinheiro Vivo, 24 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO326242.html?page=0
[7] MENDES, André Cabrita - O Que Compra Portugal à Ucrânia? Mais de 90% é Milho. Dinheiro Vivo, 24 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO326242.html?page=0
[8] MENDES, André Cabrita - O Que Compra Portugal à Ucrânia? Mais de 90% é Milho. Dinheiro Vivo, 24 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO326242.html?page=0
[9] MENDES, André Cabrita - O Que Compra Portugal à Ucrânia? Mais de 90% é Milho. Dinheiro Vivo, 24 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO326242.html?page=0
[10] MENDES, André Cabrita - O Que Compra Portugal à Ucrânia? Mais de 90% é Milho. Dinheiro Vivo, 24 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO326242.html?page=0
[11] MENDES, André Cabrita - O Que Compra Portugal à Ucrânia? Mais de 90% é Milho. Dinheiro Vivo, 24 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO326242.html?page=0
[12] MENDES, André Cabrita - O Que Compra Portugal à Ucrânia? Mais de 90% é Milho. Dinheiro Vivo, 24 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO326242.html?page=0      
[13] NYKONENKO, Oleksandr - 20 Anos das Relações Luso-Ucranianas. Diário de Notícias, 27 de Janeiro de 2012. Link: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2266705&seccao=Convidados&page=-1


João José Horta Nobre
Fevereiro de 2014


Publicado no "Diário de Notícias" a 10 de Abril de 2014. 

Link: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/jornalismocidadao.aspx?content_id=3806678&page=-1



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Referendo Suíço Contra a Imigração em Massa e a Cruzada da União Europeia Contra a Soberania das Nações da Europa

Cartaz do partido populista suíço UDC, o promotor do "Sim" ao limite de imigrantes na Suíça. 50,3% dos eleitores votou a favor desta ideia.



"As palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão." - Provérbio Suíço

No dia 9 de Fevereiro de 2014, o povo suíço aprovou num referendo democrático a imposição de limites à imigração e à mão-de-obra estrangeira no seu país. De imediato, os lobbys financiados pela União Europeia, a própria União Europeia, a direita neoliberal e a esquerda lunática cuja cabecinha funciona como um caleidoscópio, lançaram-se todos como lobos esfomeados contra a soberania do povo suíço, demonstrando uma total falta de respeito pela sua escolha.

Nos últimos dias, os ataques verdadeiramente selvagens contra o povo suíço têm atingido um nível de efeverscência que francamente me indignam. E indignam não apenas devido à injustiça das catalinárias politicamente correctas agora lançadas contra a soberania do povo suíço, mas também porque a Suíça é um país onde já estive várias vezes - mais propriamente na linda cidade de Zurique - e tenho o povo suíço, a qualidade dos seus relógios, o chocolate suíço, e as paisagens suíças em muito boa conta. Quanto ao famoso queijo suíço, por melhor que ele seja (e de facto é bom...), confesso que não trocaria o queijo Serra da Estrela por ele. Também fui durante anos um cliente regular da Swissair, companhia aérea esta sobre a qual nunca tive nenhum motivo de queixa (bem pelo contrário!) e que me transportou várias vezes da Europa para os Estados Unidos e vice-versa.

Ora bem, quanto aos ataques oriundos da esquerda lunática, confesso não estar supreendido, pois isso vindo dessa gente já era de esperar e seria de admirar era se assim não fosse. Mas eu esperava mais juízo por parte da direita do copinho de leite e não estava nada à espera de uma reacção tão violenta e agressiva por parte da União Europeia e dos seus lobbys do politicamente correcto.

Vejamos aqui sucintamente a quantidade de ofensas, ameaças e difamações proferidas contra o povo suíço e a sua soberania desde o dia 9 de Fevereiro. No próprio dia do referendo, a Comissão Europeia afirmou sem demoras "lamentar o resultado"[2] e lançou logo uma ameaça avisando que ía "examinar as implicações dessa iniciativa nas relações UE-Suíça como um todo."[3] Logo no dia seguinte, a França e a Alemanha afirmaram estar "preocupadas"[4] com o resultado do referendo que não foi ao encontro dos seus ditames neo-imperialistas e politicamente correctos. Viviane Reding, a comissária europeia da justiça, por sua vez, lançou mais achas na fogueira afirmando no mesmo dia que "o mercado único não é um queijo suíço: não se pode ter um mercado único com buracos."[5] Laurent Fabius, o actual Ministro das Relações Exteriores da França, nomeado pelo governo maçónico de François Hollande, veio também declarar no dia 10 à rádio RTL que o resultado do referendo é uma "má notícia, tanto para a Europa como para a Suíça" e que a Europa irá "rever as suas relações"[6] com a Suíça. Laurent Fabius prosseguiu ainda mais longe na sua diatribe afirmando na mesma entrevista que o resultado do referendo "É um voto preocupante porque significa que a Suíça quer fechar-se sobre si mesma (...) e é paradoxal porque a Suíça faz 60% do seu comércio externo com a UE."[7]

Ainda no mesmo dia 10 de Fevereiro de 2014, o bombardeamento anti-suíço prosseguiu com um ataque por parte da ONG Movimento Europeu Internacional, que considerou que o desfecho do referendo na Suíça sobre imigração é algo que desrespeita os valores fundamentais do humanismo, da liberdade e da solidariedade e que levou inclusive aquele país a "entrar numa era de regressão"![8] Aqui já começamos a entrar no surrealismo supremo...

Por sua vez, em Portugal, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete (que de diplomacia percebe tanto como eu percebo de física nuclear...) decidiu entrar na "festa" anti-suíça e atacou logo em forte afirmando que a Suíça deve sofrer "consequências" em virtude dos resultados "preocupantes" do referendo.[9]

Mas que despautério vem a ser este??? 

Pode-se admitir que um Ministro dos Negócios Estrangeiros português ofenda desta forma a soberania do povo suíço e cuspa assim em cima da Confederação Helvética??? Portugal sempre manteve boas relações diplomáticas com a Confederação Helvética e é absolutamente inadmissível que um diplomata português se dirija sem provocação prévia neste tom a um país que nunca nos fez mal nenhum e com o qual sempre mantivemos uma boa convivência. 

Que a diplomacia portuguesa caiu na sarjeta há muito tempo é algo que eu já sabia, mas agora pelos vistos entrámos num novo nível de baixeza: a de atacar sem provocação os nossos amigos no concerto das nações.

Ontem, dia 17 de Fevereiro tivemos um novo desenvolvimento nesta loucura com o anúncio por parte da União Europeia de suspender os programas Horizonte 2020 e Erasmus com a Suíça.[10]

Vejam-se então as principais disposições que foram aprovadas no tão diabolizado referendo suíço que eu sempre assumidamente apoiei desde a 1ª hora em que foi proposto e continuarei a apoiar por acreditar que se trata de uma belíssima chapada na cara dos burocratas "iluminados" de Bruxelas. E apoio porque também já há muito tempo que reconheci que a actual política de imigração da União Europeia, favorecedora da imigração desregulada e em massa, traz mais problemas do que benefícios ao tecido social europeu e está a lançar as sementes de futuros conflitos étnicos que poderão vir até a assumir proporções devastadoras num futuro não muito distante.

Assim sendo, as principais disposições aprovadas no referendo suíço contra a imigração em massa determinam que:

- A Suíça gere autonomamente a imigração de estrangeiros.

- O número de autorizações emitidas para uma estada de estrangeiros na Suíça é limitado por quotas anuais e tectos.

- Limites máximos aplicáveis a todas as autorizações emitidas nos termos da lei de estrangeiros, incluindo o campo de asilo. 

- O reagrupamento familiar e benefícios sociais podem ser limitados. 

- Tectos e contingentes anuais para estrangeiros que exerçam uma actividade lucrativa devem basear-se nos interesses económicos globais da Suíça e no respeito pelo princípio da preferência nacional. 

- Os critérios para a concessão de autorizações de residência são, nomeadamente, a procura do empregador, capacidade de integração e fonte de rendimento suficiente e autónoma. 

- Os tratados internacionais contrários a estas disposições devem ser renegociados e adaptados nos próximos três anos.


- Se as novas leis não entrarem em vigor no prazo de 3 anos, o governo suíço deve estabelecer provisoriamente as disposições necessárias para a sua execução.[11]   

Como qualquer leitor minimamente inteligente pode constatar e ao contrário do que afirmam os media politicamente correctos que não fazem mais do que meter medo nas pessoas e acenar com o papão da "extrema-direita", o referendo suíço não é anti-imigrantes, nem defende a expulsão de todos os imigrantes da Suíça, nem é nenhum sinal do "avanço do Fascismo na Europa" como alguns lunáticos da esquerda afirmam. Bem pelo contrário, o referendo apenas limita a imigração em massa, ou seja, a Suíça irá continuar a acolher imigrantes, mas estes passarão a estar sujeitos a cotas que limitam o excesso de imigração de forma a impedir que o número de trabalhadores estrangeiros no país não cresça a ponto de provocar graves problemas de instabilidade social que poderão eventualmente até assumir contornos de guerra étnica. Digam-me onde é que está a "pavorosa extrema-direita" nestas disposições simples e claras que foram democraticamente aprovadas em referendo pelo povo suíço?!  

Um referendo é um legítimo mecanismo de aferição da vontade popular e os resultados destes devem ser sempre respeitados, independentemente de se gostar ou não do resultado.  Por toda a Europa começam a surgir os sinais de que algo está a mudar e é hoje mais do que evidente que os povos da Europa estão a abrir os olhos e a perceber de uma vez por todas o projecto demente que a União Europeia, a direita neoliberal e a esquerda marxista têm reservado para nós.
 
Este projecto sem paralelo na história, pretende provocar o desmoronamento total das nações da Europa, através de um misto de engenharias sociais muito bem concebidas e políticas de imigração que visam inundar a Europa de imigrantes extra-europeus o mais depressa e em maior número possível, de forma a diluir os vários povos e culturas da Europa num "caldeirão" multicultural de onde apenas poderá vir a ser parido um número inimaginável de problemas e conflitos étnicos sem fim à vista. Mas isto são preocupações que não afectam a consciência da esquerda lunática, nem a dos neoliberais do copinho de leite, nem a dos burocratas de Bruxelas. Esta estranha, mas real aliança Marx-Friedman-Monnet, é hoje a melhor forma de descrever o corpus ideológico da elite que progressivamente está a conduzir a Europa a uma morte agonizante.

A imigração em massa tem prejudicado severamente os trabalhadores autóctones da Europa que se vêem obrigados a competir no mercado de trabalho com imigrantes dispostos a trabalhar ao preço da chuva e muitas vezes em condições degradantes, impostas por empresários sem escrúpulos a quem muito convém a política das fronteiras abertas devido à inesgotável fonte de mão-de-obra barata que esta proporciona. A aliança Marx-Friedman-Monnet é mais do que evidente neste ponto, pois enquanto os neoliberais do capital apátrida incentivam à imigração em massa de forma a ter ao seu dispôr uma fonte quase inesgotável de mão-de-obra ao preço da chuva, os marxistas por sua vez capitalizam com estes imigrantes explorados e esperam pacientemente que os mesmos ou os filhos dos mesmos vão votar em si. Entretanto os burocatas de Bruxelas são quem mais beneficia com tudo isto, pois têm ao seu serviço a esquerda lunática e os neoliberais para promover a destruição das nações da Europa através da diluição cultural e da atomização social. Durante a Segunda Guerra Mundial houve um austríaco de voz estridente e com um bigode que tentou fazer uma coisa semelhante aos judeus, mas através de métodos mais brutais, chamaram-lhe genocídio. Hoje chamam-lhe "multiculturalismo"...

O resultado do referendo suíço é uma tremenda vitória contra Bruxelas e os seus lacaios marxistas e neoliberais, inimigos não só de Portugal e da Suíça, mas de toda a Europa.

Não adianta virem agora os media politicamente correctos acenar com a bandeira do medo para os imigrantes portugueses na Suíça, mentindo e dizendo que vão ser expulsos, pois tal está longe de ser a realidade. Os nossos compatriotas que vivem e trabalham na Suíça e que têm a sua situação regularizada nada têm a temer com o referendo Suíço, pois este aplica-se exclusivamente aos imigrantes em situação irregular e que a Confederação Helvética por uma multiplitude de razões já não tem condições para acolher no seu seio.

Acima de tudo, o motivo que leva o povo suíço a restringir a imigração oriunda de países da União  Europeia é o facto de esta ter uma política de abertura lasciva e quase irrestrita em relação aos imigrantes oriundos de fora da União Europeia, muitas vezes culturalmente quase impossíveis de integrar e mal qualificados, algo extremamente incapacitante numa economia desenvolvida como é a da Suíça.

Muitos suíços estarão sem dúvida a esta hora a questionar-se sobre o que fazer em relação a esta postura agressiva e quase neocolonial por parte da União Europeia. Pois bem, na minha modesta opinião e em bom e refinadíssimo português, apenas há uma resposta adequada a dar à União Europeia e aos seus lacaios:

Meus "caros" senhores, ide plantar batatas!

Tenho dito.

___________________________________________________

Notas:
[1] - LUSA; AFP; VIEGAS, Patrícia - Suíços Decidem Impôr Limites à Imigração. Diário de Notícias, 09 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3677172&seccao=Europa
[2] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[3] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[4] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[5] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[6] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[7] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[8] LUSA; CABRAL, Luís Manuel - ONG Movimento Europeu Diz Que Suíça Entrou Numa Era de Regressão. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678473&seccao=Europa&page=-1
[9] GUERREIRO, João Francisco - Suiços Não Podem Querer "Chuva no Nabal e Sol na Eira". Diário de Notícias, 11 de Fevereiro de 2014. Link:  http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3679073&seccao=Dinheiro%20Vivo
[10] AFP; VIEGAS, Patrícia - UE Suspende Horizonte 2020 e Erasmus Com a Suíça. Diário de Notícias, 17 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3690505&seccao=Europa&page=-1
[11] LUSA; VIEGAS, Patrícia - As Principais Disposições Aprovadas no Referendo Suíço. Diário de Notícias, 09 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3677374&seccao=Europa&page=-1 

João José Horta Nobre
Fevereiro de 2014

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