quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Mito do "Socialismo Sueco"


  

"Se o homem procurasse ser bom tanto quanto se esforça por parecê-lo, sê-lo-ia, sem dúvida." - Cristina da Suécia (1626 - 1689)

A Suécia tem sido apontada nas ultimas décadas por inúmeras "mentes brilhantes" ou simplesmente ingénuas como um exemplo perfeito do "Socialismo que deu certo". Na realidade, nada poderia estar mais longe da realidade e esta falsa concepção não passa mesmo de um "puro mito"[1] como o economista brasileiro Rodrigo Constantino a descreveu recentemente e muito bem.

Sim, é verdade que o modelo sueco "deu certo", mas tal não se ficou a dever a nenhum modelo socialista ou neo-socialista. Bem pelo contrário, se os suecos hoje podem desfrutar de um país maravilhoso e com uma economia que lhes proporciona largos privilégios, isto deve-se antes de mais ao Capitalismo e a uma simples, competente e boa governação da sua própria casa, onde aliás, a maioria dos suecos com os pés bem assentes na terra nunca considerou necessário andar a praticar regicídios, a derrubar monarquias ou a fazer revoluções para impor "os amanhãs que cantam" a bem ou a mal...

O pesadíssimo Estado de bem-estar social que hoje existe na Suécia só foi possível de criar graças à pujança do Capitalismo sueco e às boas políticas educativas e económicas que tradicionalmente têm caracterizado essa Nação escandinava. Mas nem tudo tem sido um "mar de rosas" para os suecos, bem pelo contrário, o exagerado peso do welfare state que existia na Suécia no final dos anos 1980 levou a que o mesmo tivesse falido logo no início da década de 1990. A solução para a crise não foi o Socialismo, mas sim uma reformulação parcial do "Capitalismo à sueca". Reformou-se o Estado, fizeram-se algumas privatizações, flexibilizou-se mais o mercado de trabalho[2] e o resultado é o que está hoje à vista de todos. A Suécia continua a ser uma economia pujante e com um forte Estado Social que é continuamente repensado à medida das capacidades da economia sueca e não à medida de certas e determinadas correntes ideológicas que fazem lobby junto do poder político e usam sindicatos como "correias de transmissão" dos partidos, como é lugar-comum em Portugal e outros países do Sul da Europa.

Uma interpretação muito comum, mas errada quando se fala do Estado Social na Suécia, é a ideia de que este foi um produto exclusivo da esquerda e que anteriormente às ideias socialistas que germinaram no século XIX, não existia qualquer tipo de Estado Social nesse país. Na realidade, foi a Igreja sueca que lançou as primeiras pedras na construção do Estado Social sueco, quando esta instituiu em 1734 a obrigação de cada paróquia ter um asilo para os mais desfavorecidos e economicamente carenciados.

Até ao início da segunda metade do século XIX a Suécia manteve-se um país relativamente pobre e subdesenvolvido no quadro da Europa que tinha já então iniciado a sua industrialização nos países economicamente mais avançados. Tudo isto começou a mudar na década de 1860[3] quando se levaram a cabo reformas económicas que deram início à industrialização na Suécia. O acesso a infra-estrutura barata e a elevada procura, contribuíram para que a industrialização do país tivesse avançado a passo rápido, em conjunto com uma política económica que promovia o crescimento, a abertura ao exterior, a liberdade de imprensa e a desregulamentação.

Até ao início do século XX a Suécia manteve um crescimento económico acelerado, para o qual contribuíram também as inovações e esforços trazidos por vários inventores e empreendedores suecos. O surgimento de empresas como a Volvo (1927), a Saab (1937) e a Ericsson (1876) são um exemplo vivo daquilo que foram as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX para a economia sueca.[4] A Suécia deixou assim de ser apenas um país rural, atrasado e com uma economia baseada quase exclusivamente na agricultura e pescas, para se transformar numa Nação moderna, pautada por um forte processo de industrialização e urbanização.

Deve-se também ter em conta que a Suécia é um país que desde 1809 não participa em nenhuma guerra e este factor em conjunto com o facto de ter tido o maior crescimento de renda per capita do mundo entre 1870 e 1950, levou a que a Suécia se transformasse numa das nações mais prósperas do Globo.[5] É nesta prosperidade, baseada no modo de produção capitalista que assenta o Estado Social sueco e não num hipotético Socialismo, Neo-Socialismo ou "Socialismo Sueco" como alguns têm pretendido por motivação ideológica.

A revista Life descreveu em 1938 a Suécia como sendo o país com o "padrão de vida mais elevado do Mundo".[6] Padrão este, volto a repetir, que nunca teve nada de socialista ou se baseou sequer em qualquer tipo de modelo socialista ou marxista. A Suécia foi também o primeiro país do mundo a recuperar da Grande Depressão de 1929 e o facto de ter conseguido manter a sua neutralidade durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial permitiu-lhe evitar a destruição e morte que arruinou economicamente muitos outros países da Europa durante décadas e abriu as portas à nefasta ocupação soviética a outros tantos. O boom económico que tomou conta da Europa no pós-guerra e que ficou conhecido como o período dos "Trinta Gloriosos" por só ter terminado com a crise do petróleo em 1973, conferiu ainda mais prosperidade e pujança à já muito forte economia sueca. Basta ter-se em conta que em 1970 a Suécia ocupava normalmente o terceiro lugar nos rankings mundiais comparativos de rendimento per capita.

No entanto, os problemas não tardaram a começar. A crise do petróleo de 1973 e o fim dos "Trinta Gloriosos" não deixou a Suécia, nem nenhuma outra economia da Europa imune aos seus efeitos. As consequências foram um abrandamento da subida do padrão de vida na Suécia, a que se seguiu a grave recessão económica do início da década de 1990 e que como já foi dito, obrigou a uma reforma do Welfare State sueco, que entretanto se havia tornado demasiado pesado e desajustado em relação à realidade económica que o país vivia.

Os problemas económicos trazidos por um Estado Social demasiado pesado são notórios se tivermos em conta que entre 1950 e 1975 a despesa do Estado sueco em políticas sociais subiu de 20% para 50% do Produto Interno Bruto (PIB). Estas despesas sociais tiveram um óbvio papel positivo em termos do bem-estar material e educativo que trouxeram ao povo sueco. Porém, em termos económicos o resultado foi que a Suécia se transformou num país menos competitivo em termos globais, com uma inflação imparável e o Krona a sofrer constantes desvalorizações.[7] A situação só terminou definitivamente com a recessão da década de 1990 que obrigou os políticos suecos a efectuarem reformas urgentes, caso contrário, o país nunca mais sairia da espiral de decadência económico-social em que havia entrado.

Após a crise da década de 1990, a Suécia recuperou alguma virilidade em termos económicos, mas o país está longe dos seus tempos áureos da primeira metade do século XX quando a economia crescia a um ritmo muito elevado. Por outro lado, a quantidade de imigrantes extra-europeus que a Suécia acolheu nas últimas décadas (que em muitos casos não se querem integrar e a maioria dos suecos também não os quer ver integrados na sua sociedade, mas isso já é outra história...), associado à crise de natalidade e aos choques étnicos e culturais que inevitavelmente se irão agravar num futuro  a curto/médio prazo, levam a que o Estado Social sueco tenha perante si tremendos desafios e muito provávelmente irá entrar em crise profunda algures dentro dos próximos 20 a 30 anos, isto caso não se efectuem reformas estruturais de fundo no país e na economia. Pessoalmente e dadas as actuais condicionantes socio-económicas da Suécia e baseando-me numa análise dos dados científicos actualmente disponíveis, não acredito que o "paraíso sueco" possa ter sustentabilidade para se aguentar para além do ano de 2050, isto na melhor das hipóteses...

É à esquerda e às organizações e lobby's esquerdistas que interessa mais perpetuar o mito sueco do «Socialismo que deu certo». Estas organizações, lobby's e partidos têm desde sempre tentado monopolizar para si todo o papel na construção do Estado Social na Suécia, quando na realidade e como já foi demonstrado, foi a Igreja sueca que lançou as primeiras pedras na construção do Estado Social no país logo em 1734 e foi o Capitalismo que construiu a Suécia moderna e não um hipotético "Socialismo Sueco", ou outro qualquer modelo de Socialismo como alguns pretendem. O Socialismo, aliás, tem sido um fracasso em larga escala por todo o lado onde se tentou implantar até hoje. Não é por isso exagero dizer-se que se trata de uma doutrina incompetente tanto do ponto de vista social, como do ponto de vista económico.

Para aqueles Socialistas e restantes esquerdistas que argumentam que Portugal necessita de um "Socialismo à moda sueca" para resolver os seus actuais problemas económico-financeiros, o melhor seria esses senhores atentarem nos dados do Index of Economic Freedom compilados pela Heritage Foundation onde a Suécia ocupa o 20º lugar, Portugal ocupa o 69º lugar e o Brasil ocupa o vergonhoso 114º lugar.[8]

O que estes dados permitem concluir é que a Suécia não é um país socialista de forma alguma, mas sim um país capitalista (e muito bem sucedido na sua prática) e a léguas de Portugal e do Brasil em termos de política económica e competência da classe política. Por todo o lado onde as políticas socialistas germinam, o que se vê é a pobreza e a miséria e a tendência é sempre a mesma: As economias socialistas caiem primeiro num ciclo vicioso de estagnação e crise económica à qual os governos respondem com mais Socialismo ao qual se segue mais miséria, mais pobreza e mais estagnação até à implosão total da economia. Não há volta a dar, o Socialismo é sob todos os pontos de vista um programa falhado e isso já foi demonstrado inúmeras vezes ao longo da história.

Se a Suécia fosse de facto um país realmente socialista como a esquerda pretende (e que Deus a livre de alguma vez cair em tal peçonha!), já há muito que a economia sueca teria implodido e o país hoje seria uma espécie de Cuba escandinava. O Estado Social de que os suecos hoje desfrutam foi construído em cima da prosperidade trazida pelo Capitalismo e apenas o Capitalismo poderá permitir a manutenção do mesmo, algo que na minha óptica e como já o afirmei, não julgo ser possível de sustentar para além de 2050 dadas as actuais condicionantes, mas isso já é outra história...


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Notas:
[1] CONSTANTINO, Rodrigo - Suécia Não Quer Saber de Sediar Olimpíadas Porque o Custo é Muito Alto. Veja, 22 de Janeiro de 2014, Link: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/corrupcao/suecia-nao-quer-saber-de-sediar-olimpiadas-porque-o-custo-e-muito-alto/
[2] CONSTANTINO, Rodrigo - Suécia Não Quer Saber de Sediar Olimpíadas Porque o Custo é Muito Alto. Veja, 22 de Janeiro de 2014, Link: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/corrupcao/suecia-nao-quer-saber-de-sediar-olimpiadas-porque-o-custo-e-muito-alto/
[3] KARLSSON, Stefan - The Swedish Myth. Ludwig von Mises Institute. 07 de Agosto de 2006, Link: http://mises.org/daily/2259
[4] KARLSSON, Stefan - The Swedish Myth. Ludwig von Mises Institute. 07 de Agosto de 2006, Link: http://mises.org/daily/2259
[5] KARLSSON, Stefan - The Swedish Myth. Ludwig von Mises Institute. 07 de Agosto de 2006, Link: http://mises.org/daily/2259
[6] King Gustaf of Sweden. Life, 11 de Julho de 1938, p. 31, Link: http://books.google.pt/books?id=f08EAAAAMBAJ&lpg=PP1&ots=ADyf8WOb5i&pg=PA31&redir_esc=y#v=onepage&q&f=true 
[7] KARLSSON, Stefan - The Swedish Myth. Ludwig von Mises Institute. 07 de Agosto de 2006, Link: http://mises.org/daily/2259
[8]  2014 Index of Economic Freedom. Heritage Foundation. Link: http://www.heritage.org/index/ranking


João José Horta Nobre
Janeiro de 2014



Publicado no "Diário de Notícias" a 07 de Maio de 2014. 

Link: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/jornalismocidadao.aspx?content_id=3849734









sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Michel Foucault: O Pedófilo Que Uma Certa Esquerda Pretende Canonizar

Michel Foucault por Fromanger, 1976.


"Se for de esquerda, a pedofilia é chique." - Henrique Raposo

Tenho assistido nos últimos tempos a um certo reavivar da filosofia de Michel Foucault (1926 - 1984) por parte de alguns académicos e bétinhos esquerdóides que não têm mais que fazer na vida a não ser divagar num permanente delírio sem fim à vista com o dinheiro dos contribuintes...

Mas enfim, adiante... Michel Foucault tem sido protegido pelos seus seguidores que sempre se têm preocupado em ocultar o "outro Foucault" que meio-mundo não conhece por motivos de ignorância e/ou distracção. Por exemplo, quantos dos fiéis seguidores de Foucault sabem que o mesmo apoiou em força a Revolução Islâmica do Irão em 1979?[1]

Não deixa de ser bastante paradoxal e no mínimo estúpido que Foucault, um homossexual assumido, tenha apoiado a Revolução Islâmica ultra-conservadora do Irão que é bem conhecida por enviar homossexuais para o cadafalso, entre outras práticas muito pouco ocidentais. Posteriormente, quando se apercebeu da dimensão do seu erro, Foucault justificou-se afirmando que se havia precipitado e que era demasiado cedo na altura para saber no que iria resultar a Revolução Islâmica. No entanto, a justificação de Foucault não é minimamente convincente, pois na altura todos os que acompanhavam o desenrolar dos acontecimentos no Irão sabiam que o Ayatollah Khomeini era um radical islâmico e que a Revolução Islâmica não passava de uma revolução ultra-conservadora que almejava criar um Estado teocrático. [2]

Segundo Janet Afary e Kevin B. Anderson descrevem em Foucault and The Iranian Revolution: Gender and The Seductions of Islamism, a revolução do Ayatollah Khomeini no Irão e o martírio e a irracionalidade associadas à mesma tiveram um efeito profundo sobre o "último Foucault"[3] que parece ter ficado seduzido pelo "Eros xiita" da mesma.

Mas a loucura do "guru" Foucault não se ficou por aqui. Bem pelo contrário, esta atingiu o zénite com a defesa do incesto, da pedofilia e do estupro.[4] Pois é, aqui é que a "porca torce o rabo"... Quando Foucault defendeu a legalização do incesto, da pedofilia e do estupro de homens, mulheres e crianças inocentes, este passou a linha vermelha que separa a Civilização da barbárie e desceu à condição de um reles canalha em delírio.

Alguns membros da seita "foucaultiana" poderão até argumentar que Foucault nunca violou ninguém, que nunca abusou de nenhuma criança, etc... Mas o facto é que incentivou, tentou legitimar e até tornar "chique" o comportamento pedófilo, o incesto e o estupro. Isto basta para que Foucault mereça condenação e perca toda a sua legitimidade em termos éticos e morais.

Foucault advogava que a descriminalização do incesto, da pedofilia e do estupro era necessária para "suprimir o peso da culpa até que chegasse o tempo em que o corpo e os seus prazeres tivessem sido reinventados."[5] Os alucinados da contra-cultura da época de Foucault rapidamente absorverem a sua filosofia, sem sequer conhecerem a essência da mesma e é assim que chegados aos dias de hoje temos académicos que promovem abertamente este lixo demente em universidades espalhadas um pouco por todo o Ocidente.

O actual culto em torno de Foucault promovido pelos intellectual freaks da esquerda caviar (e tanto que eu os "adoro"...) é de uma absoluta irresponsabilidade social. Pessoalmente acredito que cada um tem o direito a delirar como quiser e lhe apetecer desde que não faça mal ao seu próximo. A única coisa que se pede é que se abstenham de viver à custa dos contribuintes - com salários e bolsas de investigação bastante elevadas num país em que o salário mínimo é inferior a 500€ - enquanto levam a cabo este seu "processo de delírio colectivo".
 

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Notas: 
[1] - AFARY, Janet; ANDERSON, Kevin B., - Foucault and The Iranian Revolution: Gender and The Seductions of Islamism. The University of Chicago Press, 2005.
[2] - AFARY, Janet; ANDERSON, Kevin B., - Foucault and The Iranian Revolution: Gender and The Seductions of Islamism. The University of Chicago Press, 2005.
[3] - AFARY, Janet; ANDERSON, Kevin B., - Foucault and The Iranian Revolution: Gender and The Seductions of Islamism. The University of Chicago Press, 2005.
[4] - MILLER, James - The Passion of Michel Foucault. Anchor, 1994.
[5] - MILLER, James - The Passion of Michel Foucault. Anchor, 1994.

João José Horta Nobre
Janeiro de 2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Estado da Nação e a Morte de Eusébio: O Que Diria Freud?

Mulher chora após ver cortejo fúnebre de Eusébio passar por avenida em Lisboa.


 "A morte está escondida nos relógios." - Giuseppe Gioacchino Belli (1791 - 1863), La Golaccia

Portugal está de rastos e à beira do fim. Quando digo fim, é o fim mesmo. O fim como Estado e como Nação independente. O fim eterno e irrevogável. O fim sem retorno possível. A juventude emigra a um ritmo nunca antes visto, cerca de 10% da população vai sobrevivendo no limiar da pobreza, há crianças a chegar às escolas com fome, os velhos morrem sozinhos e abandonados como cães, o sistema educativo está em cacos e dominado por lobby's, o sistema judicial foi sequestrado pela Maçonaria e não passa de uma anedota, o sistema de saúde pública vai-se aguentando a muito custo e sacrifício e as Forças Armadas estão reduzidas a um tigre de papel.

Há dias entrei numa daquelas tascas tipicamente portuguesas, esta já muito velha e onde a conversa que se pode ouvir é de uma baixeza e simplicidade que faria corar de vergonha muitos senhores e senhoras chiques que digamos, estão menos habituados a estes meios "duros". A conversa como não podia deixar de ser era o eterno futebol, o verdadeiro ópio do povo português. Berra-se e ameaça-se, fazem-se promessas e juras, tudo em torno do ópio futebolístico que parece ter hipnotizado estas pobres mentes.

A morte de Eusébio fez-me pensar numa questão que já ando a remoer na cabeça há muito tempo, mas sobre a qual nunca escrevi: Por que é que um povo que é diariamente sodomizado à bruta pela elite nacional (que de nacional só tem o nome...),  continua a comportar-se como um bando de carneirinhos mansos e estúpidos?

Os portugueses (nem todos, mas quase...) parece que só se lembram de cantar o hino nacional e acenar bandeiras nacionais em jogos de futebol para o inglês ver. Se amanhã algum queque estrangeiro ofender o Cristiano Ronaldo, cai o Carmo e a Trindade, as redes sociais enchem-se de ameaças e promessas ocas, para no fim, feitas as contas, a montanha parir um rato...

É isto que o governo da Maçonaria & Goldman Sachs que desde 1974 está aos comandos do país quer: a "alienação" para usar aqui um termo muito querido dos neo-marxistas e adeptos da Escola de Frankfurt. E de facto alienado está o povo, alienado e muito bem anestesiado por uma mistura de sedativos hipnóticos como nunca antes foi vista. Só assim se pode compreender como é possível que os portugueses vejam o seu próprio país a ser destruído de dia para dia e reajam a toda esta tragédia com a maior das indiferenças.

No entanto, morre um futebolista e valha-me nossa senhora! São três dias de luto nacional e até já se fala em trasladação do cadáver para o panteão nacional, toda a classe política faz declarações emocionadas, há pessoas a chorar nas ruas enquanto o cortejo fúnebre passa (quase parece o funeral de um "querido" líder na Coreia do Norte...) e a Nação entra num delírio muito bem estudado e fomentado pelos merdi@ ao serviço dos vários lobby's, enfim, o país enlouquece por completo.

O que diria Freud?


João José Horta Nobre
Janeiro de 2014







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