sábado, 20 de julho de 2013

Merkel: A Mulher Bolchevique

Na foto: Angela Merkel com 17 anos em 1972, na altura chamava-se oficialmente Angela Kasner e podemos vê-la sorridente no seu esplêndido uniforme, em exercícios de defesa civil e ao lado de um oficial militar da República Democrática Alemã.
























Na República Democrática Alemã (RDA), todos aqueles que quisessem prosseguir estudos no ensino superior, eram obrigados a participar em exercícios de defesa civil como aquele em que vemos Angela Merkel a participar na foto acima.[1]

Os exercícios de defesa civil na RDA incluíam treino de preparação para oferecer primeiros socorros em caso de necessidade e preparação para o caso de uma guerra nuclear.[2]

Segundo o Mail Online, a photo inédita em que Angela Merkel surge ao lado de um oficial militar da RDA foi encontrada pela antiga colega de escola da mesma, Sonja Fessberg de 58 anos.[3]

Aparentemente, as ligações de Angela Merkel com o regime político da RDA ter-se-ão iniciado muito mais cedo do que se julgava, pois veio agora ao cimo a informação de que Angela Merkel trabalhou em tempos na secretaria de propaganda da Freie Deutsche Jugend (FDJ).[4]


Estandarte da "Freie Deutsche Jugend". (Frente e verso.)


Ora, para quem não saiba, a FDJ era uma espécie de Juventude Hitleriana versão Comunista. Oficialmente a FDJ funcionava com base numa estrutura paramilitar e tinha a função de ser uma força auxiliar das Forças Armadas da RDA em caso de guerra.[5] Curiosamente, estas eram exactamente as mesmas funções da Juventude Hitleriana até à sua extinção com a derrota do III Reich... 

A FDJ era também uma organização pertencente à Frente Nacional da República Democrática Alemã e tinha representantes seus na Volkskammer[6] que correspondia basicamente ao que nós chamamos de Parlamento ou Assembleia da República. Oficialmente, a pertença à FDJ era voluntária, mas era práticamente impossível conseguir entrar na universidade ou arranjar um emprego decente se nunca se tivesse sido membro da FDJ.[7]

Para além disto, cumpria à FDJ a tarefa de enquadrar ideológicamente a juventude da RDA e prepará-la psicológicamente para o "embate final" com o mundo capitalista, algo que durante décadas se considerou como sendo não apenas desejável, mas inevitável.

Tudo isto é normal e faz parte do historial de vida de quem viveu na antiga RDA. Não julgo que alguém deva hoje ser criticado e enxovalhado por ter pertencido em tempos à FDJ. 

O que não é normal são os esforços inúteis de Angela Merkel para esconder o seu passado. O que é que ela teme? O que é que Angela Merkel esconde sobre a sua juventude na RDA? Talvez nada. Possivelmente Angela Merkel tem apenas vergonha desse passado e não o deseja reviver. Mas também pode haver um segredo muito negro e obscuro debaixo do tapete que está a fazer com que Angela Merkel tente esconder o seu passado de uma forma tão empenhada.

Seja o que for, toda esta história traz-me à memória as palavras de uma ucraniana que passou a sua infância na União Soviética e me contou há cerca de um ano atrás isto que eu transcrevo aqui da melhor forma que a minha memória me permite:

"Pessoas como Angela Merkel não podem governar países. Esta gente que foi criada com aquela mentalidade comunista nunca muda. Eu sei do que falo porque vivi nesse mundo. Na União Soviética só se falava em poupar, poupar, poupar. Os comunistas são obececados com a poupança. Toda esta austeridade que a Angela Merkel está a aplicar aos países da Europa do Sul é o exemplo da mentalidade comunista no seu melhor. Vocês portugueses agora queixam-se da austeridade, mas austeridade a sério conheci eu bem na União Soviética. As pessoas nunca tinham falta de dinheiro porque os políticos mandavam sempre imprimir muitas notas para criar a ilusão de riqueza. Mas havia dias em que não havia comida nas lojas do Estado. Queríamos carne para comer e não havia. Outras vezes faltava o pão ou o leite. Os últimos anos antes da queda da União Soviética foram os piores, era uma desorganização total. A minha mãe uma vez esteve 16 horas numa fila para comprar um kilo de pão! Pessoas assim, como a Angela Merkel, não podem governar países e se ficarem muito tempo no poder vão destruir tudo."

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Notas:
[1] - HALL, Alan - Merkel, the Red footsoldier: German chancellor under fire over Communist links as image of her in uniform is released. Link: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2328536/Angela-Merkel-Communist-links-new-image-uniform-released.html. Data da última consulta: 20 de Julho de 2013.
[2] - HALL, Alan - Merkel, the Red footsoldier: German chancellor under fire over Communist links as image of her in uniform is released. Link: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2328536/Angela-Merkel-Communist-links-new-image-uniform-released.html. Data da última consulta: 20 de Julho de 2013.
[3] - HALL, Alan - Merkel, the Red footsoldier: German chancellor under fire over Communist links as image of her in uniform is released. Link: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2328536/Angela-Merkel-Communist-links-new-image-uniform-released.html. Data da última consulta: 20 de Julho de 2013.
[4] - HALL, Alan - Merkel, the Red footsoldier: German chancellor under fire over Communist links as image of her in uniform is released. Link: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2328536/Angela-Merkel-Communist-links-new-image-uniform-released.html. Data da última consulta: 20 de Julho de 2013.
[5] - HISTORICAL BOY'S UNIFORMS - German Democratic Repúblic: Youth Movement. Link: http://histclo.com/youth/youth/org/pio/pioneerg.htm. Data da última consulta: 20 de Julho de 2013.
[6] - HISTORICAL BOY'S UNIFORMS - German Democratic Repúblic: Youth Movement. Link: http://histclo.com/youth/youth/org/pio/pioneerg.htm. Data da última consulta: 20 de Julho de 2013. 
[7] - HISTORICAL BOY'S UNIFORMS - German Democratic Repúblic: Youth Movement. Link: http://histclo.com/youth/youth/org/pio/pioneerg.htm. Data da última consulta: 20 de Julho de 2013.

João José Horta Nobre
20 de Julho de 2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Jorge Sampaio e os Refugiados de Guerra


Então???

Mas eu julgava que de acordo com a versão "politicamente correcta" da História, Salazar tinha fechado as fronteiras transformando Portugal num país medieval e impenetrável a qualquer estrangeiro e/ou influência estrangeira. Uma espécie de Coreia do Norte versão Lusitana.

Até passam a vida a falar da história do Aristides de Sousa Mendes para tentar demonstrar a "perfídia assassina" de Salazar que não se importava de deixar morrer os inocentes e alegadamente, de acordo com a versão "politicamente correcta" da História, Salazar era também um lambe-botas do Nacional-Socialismo alemão, um anti-semita fervoroso e uma máquina de matar implacável que a natureza determinou que viesse a nascer em Santa Comba Dão.

Agora vem o caríssimo Dr. Jorge Sampaio, um homem de esquerda e das "conquistas de Abril", dizer-nos a todos que afinal de contas Portugal acolheu milhares de refugiados durante a Segunda Guerra Mundial.

Pela graça de São Pancrácio, eu até já julgava que pudesse ser preso ou processado por dizer uma coisa destas tão "politicamente incorrecta". Mas como o Dr. Jorge Sampaio o admite, então parece que deve ser mesmo verdade...

Para que o caro leitor fique a saber (talvez até já saiba), para além das crianças austríacas, Portugal recebeu muitos outros milhares de refugiados de inúmeras origens durante a Segunda Guerra Mundial, incluíndo judeus que chegaram a Portugal legalmente e com a autorização do governo de Salazar.

 
Crianças austríacas acolhidas em Portugal ao abrigo de uma acção da Cáritas Portuguesa durante a Segunda Guerra Mundial. Ao todo, Portugal recebeu mais de 5500 crianças da Áustria que fugiam à miséria e ao infortúnio de uma pátria devastada pela guerra.


Notas:
1 - A.C.M - Portugal Vai Acolher Cem Estudantes Sírios. Diário de Notícias. 16 de Julho de 2013. Link: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3325324. Data da última consulta: 17 de Julho de 2013.


João José Horta Nobre
17 de Julho de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A Entrada da Croácia na UE: Um Erro Crasso

Um protestante croata numa manifestação contra a entrada da Croácia na UE.




A Croácia entrou hoje na União Europeia, da qual passa a ser o 28º estado-membro.

Em Zagreb e um pouco por toda a Croácia, o povo cujo cérebro já terá sido ardilosamente lavado pela imprensa, pensará que isto é uma grande vitória para o seu país - nada poderia ser mais errado.

A Croácia acabou de entrar numa organização internacionalista e Orwelliana que tem como objectivo diluir as nações da Europa na massa amorfa que dá pelo nome de União Europeia e cujas consequências ninguém ainda conhece muito bem.

A partir de hoje, o povo croata começará gradualmente a perder soberania e a ver o seu país a ser lenta mas seguramente pilhado pelos senhores de Bruxelas.

A União Europeia é hoje a ponta de lança da ofensiva internacionalista promovida por entidades como o Clube Bilderberg e a Maçonaria.

Dentro de pouco tempo, todos os sectores da economia croata começarão a ser condicionados pelos diktates de Bruxelas, aprovados à margem de qualquer vontade popular e quase em segredo.

Muitos na Croácia não o saberão, mas a partir de hoje, o seu Presidente é o bastante desprezado e mal conhecido Herman van Rompuy, que já foi descrito pelo eurodeputado independentista Nigel Farage como sendo uma pessoa que tem o "carisma de um trapo molhado".








Assim como muitos croatas não sabem quem é Herman van Rompuy, a maioria também não sabe quem são os techno-burocrátas que irão arquitectar os diktates de Bruxelas para impôr ao povo croata.

Em Portugal podemos agradecer à União Europeia por nos ter arrasado a economia nacional e reduzido Portugal a um Estado falhado cujo futuro é cada vez mais incerto e dificíl.

Também em Portugal muitos celebraram com a nossa entrada no "clube europeu" (eu prefiro chamar-lhe o "clube dos horrores") e hoje, muitos desses que celebraram, mudaram radicalmente de opinião, pois já perceberam a dimensão do seu erro. 

O povo croata não terá noção, mas é bom que fique a saber que a partir de hoje quem governa o seu país não são os políticos croatas, mas sim os techno-burocrátas de Bruxelas.

A democracia na Croácia acabou. Na União Europeia não há democracia, tal como na União Soviética nunca existiu democracia e mesmo assim esta nunca se cansou de apregoar para o mundo que era muito "democrata" tal como a União Europeia hoje faz. Os tais "padrões europeus" que a União Europeia estabelece para um país poder entrar na mesma, são apenas processos através dos quais a União Europeia garante que um determinado país e a sua classe política já foram suficientemente bem minados e não passam de meras marionetas de Bruxelas. 

Só podem entrar no "clube europeu" os "meninos" obedientes, pois claro...

Na União Europeia não pode haver verdadeira dissidência. Apenas é tolerada uma forma suave de dissidência. A dissidência que não coloque o establishment em risco. A dissidência dos impotentes.

O povo e a nação croata ainda não têm noção de onde se foram meter ao aderir à União Europeia. A única certeza que podem ter é que o seu pesadelo está apenas a começar.

Da minha parte, resta-me apenas enviar as minhas condolências à nação croata e esperar para que não haja mais países europeus a quererem entrar nesta loucura megalomaníaca gerida por control freaks e internacionalistas sem escrúpulos.




João José Horta Nobre
Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
1 de Julho de 2013








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