sábado, 8 de junho de 2013

Vê-se Bem Quem São Os Campeões do Terrorismo

A vermelho: os actos terroristas de Extrema-Esquerda

A azul: os actos terroristas de Extrema-Direita.




Nos últimos dias tem havido um certo ruído nos media sobre a morte de um jovem francês alegadamente ligado à extrema-esquerda. De acordo com os media, o tal jovem morreu em consequência de um espancamento por um skinhead tresloucado.

Os pormenores em redor do referido crime não interessam para aqui. O que interessa analisar, isso sim, é a clara falta de decência e neutralidade por parte dos media que estão a dar uma cobertura mediática verdadeiramente desproporcional ao sucedido enquanto simultâneamente os crimes cometidos em larga escala por terroristas de extrema-esquerda e/ou anarquistas todos os anos, passam largamente em branco e são práticamente ignorados pelos media.

Quando um tresloucado qualquer com uma suástica no braço mata e/ou espanca alguém, lá vêm os media afirmar que se trata "de um ataque brutal da extrema-direita" ou "um exemplo da violência fascista". Depois surge todo um exército de comentadores e analistas não-sei-bem-do-quê a "analisarem" toda esta violência "extremista", "fascista", "nacionalista", "racista", "xenófoba", "homófoba", etc... é a cassete do costume.

Porém, quando grupos de extrema-esquerda e/ou anarquistas, em muitos casos armados até aos dentes com armas brancas, armas de fogo, explosivos, etc... matam e mutilam de forma indiscriminada, a coisa passa largamente ignorada nos meios de comunicação social e em muitos casos não vai além de uma pequena notícia de rodapé.

Os media parecem não querer, ou não lhes convém recordar as cerca de 10,000 vítimas mortais provocadas por ataques terroristas da extrema-esquerda um pouco por todo o mundo durante o século XX e até hoje.[1]





Uma vítima de um atentado terrorista cometido pelas FP-25.




A nada neutra e esquerdíssima imprensa portuguesa muito raramente se lembra de recordar o terrorismo das FP-25 (Forças Populares 25 de Abril) que entre 1980 e 1987 foram directamente responsáveis por 13 mortes, dezenas de atentados a tiro e com explosivos, inúmeros assaltos a bancos, assaltos a viaturas de transporte de valores, assaltos a tesourarias do erário público e assaltos a empresas privadas.[2]



Simbolo do Grupo Baader-Meinhoff.




Os terroristas do Grupo Baader-Meinhoff também parece que caíram no esquecimento e ninguém parece lembrar-se (ou preferem não se lembrar...) de como este grupo terrorista de extrema-esquerda espalhou o caos na Alemanha durante três décadas seguidas (1970 - 1998) que resultou em 34 mortes, incluindo alvos secundários como motoristas e guarda-costas. Para além disto, centenas de civis e militares foram feridos por estilhaços de explosões e balas perdidas. A aventura terrorista do Grupo Baader-Meinhoff acabou por custar milhões de marcos em danos que tiveram de ser pagos pelo erário público do povo alemão.[3]




Na foto pode ver-se o que resta de uma igreja em Bojayá, Colômbia, após um ataque com rockets por parte das FARC. Do ataque resultaram 117 mortos, a esmagadora maioria civis que apenas cometeram o "crime" de ir à missa...




Na América Latina temos as FARC (Forças Armadas Revolucionárias Colômbia – Exército do Povo) que continuam em actividade até hoje e que são responsáveis por toda a espécie de atrocidades sanguinárias e têm feito largo uso de crianças soldado, tudo com o beneplácito de inúmeras organizações e partidos de extrema-esquerda que fecham os olhos ao horror que se anda a passar há décadas na Colômbia. Quem cala consente...

Mas quem julgar que a violência terrorista de extrema-esquerda é algo do passado, está redondamente enganado. Ela continua viva e bem presente na sociedade. Basta ter-se em conta a forma como os partidos e grupos de extrema-esquerda regularmente apoiam e incentivam o vandalismo e a selvajaria indiscriminada como aquela a que recentemente assistimos na Suécia. Alguém pode mesmo acreditar que a extrema-esquerda queria o fim da selvajaria nas ruas de Estocolmo? Jamais! A violência selvática é uma marca tradicional da extrema-esquerda, sempre o foi e sempre o será.

Eu até consigo compreender que pessoas pobres e sem oportunidades na vida se revoltem e possam partir para a violência. Essa luta pode até ser justa em muitos casos em virtude das injustiças a que a sociedade sujeita determinados extratos sociais. Mas juro que não consigo compreender aquilo que leva pessoas a queimar carros e destruir inúmeros bens que pertencem ao erario público num país maravilhoso como a Suécia. No entanto, basta darem uma vista de olhos pela imprensa de extrema-esquerda e encontrarão fácilmente inúmeros artigos a tentarem justificar os actos de vandalismo e violência gratuita cometidos contra o povo Sueco em nome de nada mais a não ser o prazer de queimar e destruir. 

Para além de tudo isto, basta ir a uma qualquer manifestação para encontrar autênticos "batalhões de combate" de extrema esquerda, sempre prontos a ameaçar e agredir qualquer um que não partilhe da sua visão do mundo. Um meu conhecido chegou inclusive a ser espancado várias vezes pelos caceteiros trotskistas do PSR (Partido Socialista Revolucionário) e ainda hoje tem as marcas no corpo para o provar. Mas estas coisas os media nunca se lembram de noticiar...

O "jornalismo de investigação" que temos em Portugal também já "investigou" várias vezes a extrema-direita portuguesa, mas até hoje nunca se deu ao trabalho de "investigar" a extrema-esquerda. Os senhores jornalistas ainda não se lembraram de "investigar" os paióis de armas que o Partido Comunista Português com certeza que possui e que estão bem escondidos à espera que chegue o "dia D". Ou pensavam mesmo que todas as G-3, granadas e explosivos do exército que desapareceram após o 25 de Abril foram mesmo encontradas? Até hoje "misteriosamente" perdeu-se o rasto de uma boa parte...

Correm rumores de que existem células de extrema-esquerda nas redacções de muitos dos principais jornais europeus. Face ao mau serviço prestado pelos jornalistas da actualidade, que em muitos casos já nem se dão ao trabalho de esconder a sua fidelidade ao extremismo terrorista de esquerda, torna-se fácil acreditar nestes rumores...




Notas:
[1] - WERTH, Nicolas, The Black Book of Communism, Harvard University Press, October 1999.
[2] - DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Mágoas, feridas abertas e pouco arrependimento, 20 de Abril de 2010.
[3] - BOYES, Roger, Baader-Meinhof mercy plea revives German split over student terrorism, The Sunday Time, 23 de Abril de 2007, .




João José Horta Nobre,
Junho de 2013








quarta-feira, 5 de junho de 2013

Uma Breve Nota Sobre os Protestos de 2013 na Turquia

Uma protestante em Ankara ergue um cartaz que fala em "revolução".




Se há coisa que se percebe rapidamente ao passar os olhos pela imprensa ocidental em relação aos protestos na Turquia, é que a mesma não percebe práticamente nada de como funciona o sistema político turco.

Já vejo jornais que falam em "primavera turca" e outros mais à esquerda já entraram em puro delírio revolucionário e sonham já com a "União das Repúblicas Socialistas Turcas" (URST)...

O que se passa na Turquia é muito simples:

O actual primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, tem ficado cada vez mais impopular devido à sua insistência em forçar algumas políticas islamitas num país que durante décadas foi secularizado à força (por vezes muito bruta...) pelo Partido Repúblicano do Povo do qual Mustafa Kemal Atatürk foi líder até à sua morte em 1938.

Por outro lado, o apoio de Recep Tayyip Erdogan aos rebeldes sírios e a sua hostilidade ao Presidente Bashar al-Assad têm aumentado e muito a sua impopularidade junto de muitos turcos que não perdoam a Erdogan esta muito surrealista e conveniente amizade entre um islamita moderado e o Ocidente laico e secular.

Conclusão: O Partido Repúblicano do Povo (PRP), ávido de regressar ao poder que monopolizou durante décadas, está em larga medida por detrás dos actuais protestos e pretende capitalizar ao máximo com os mesmos. Ou seja, o objectivo de tudo isto é simplesmente o de provocar a queda do actual primeiro-ministro turco, a consequente realização de novas eleições e o regresso ao poder por parte do PRP. Tudo o resto é simples conversa e ruído por parte dos media e de alguns lunáticos e extremistas que pretendem aproveitar-se da actual situação. Estou certo de que em breve a Turquia regressará à plena normalidade com ou sem Recep Erdogan.



João José Horta Nobre,
05 de Junho de 2013






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