segunda-feira, 23 de julho de 2012

"Ásianomics": As Lições do Capitalismo Asiático Para o Ocidente

Na imagem pode ver-se o centro financeiro de Tóquio.  Na maior parte da Ásia, o caminho das políticas económicas tem sido na direcção de maior liberdade nos mercados financeiros e um comércio mais aberto. O “capitalismo asiático”, imbuído de valores tradicionais, sempre deu prioridade à criação e manutenção de emprego e é neste âmbito que o Ocidente mais tem a aprender com a Ásia.

   
"Não interessa se o gato é amarelo ou preto, o que interessa é que ele consiga caçar os ratos". - Deng Xiaoping (1904 - 1997) em 1962, num discurso proferido numa reunião do Secretariado; na verdade é um provérbio Sichuan.

A Ásia é hoje a região económica do mundo que está a crescer mais rapidamente e em termos de GDP per capita, os territórios mais prósperos da Ásia estão localizados no extremo oriente.[1] É mais do que óbvio nos dias que correm, que enquanto o Ocidente asfixia debaixo de uma crise económica gravíssima, a Ásia continua a viver um autêntico boom económico. 
 
Tanto os Estados Unidos como a Europa estão a braços com dívidas tremendas, desemprego galopante e falta de competitividade, porém, se analisarmos as economias da Ásia, em termos gerais estas não demonstram praticamente nenhum abrandamento face à crise actual e as empresas sediadas em nações asiáticas estão cada vez mais poderosas e dominantes no palco mundial. A Ásia vive hoje dias de glória económica e é mais do que claro que a crise económica actual, ao contrário do que muitos afirmam, não é uma crise mundial, mas sim, uma crise do Ocidente.[2]
 
Muitos economistas asiáticos já falam abertamente da “superioridade asiática” em termos económicos e aconselham os ocidentais a acordar de vez e começar a aprender com a Ásia.[3] É mais do que óbvio que algo no Ocidente tem de mudar a médio/longo prazo, pois estamos claramente a “perder o comboio” em relação à Ásia e obviamente que a melhor estratégia para a mudança é começando primeiro por observar as melhores políticas e modelos económicos que actualmente são praticados nessa mesma região.
 
Durante décadas, o Ocidente deu lições à Ásia em termos económicos e podem ter a certeza que os asiáticos aprenderam as suas lições muito bem.[4] Hoje, é hora do Ocidente perder a sua tradicional arrogância típica das potências ex-colonizadoras (o caso da Europa) e começar a recolher aquilo que a Ásia tem de melhor para nos ensinar. 


O Ocidente não pode continuar a dormir se quiser manter a sua independência económica face ao poderio económico-militar asiático.
 
Kishore Mahbubani, professor na Universidade Nacional de Singapura afirmou recentemente que: 
 
“É possível que já tenha chegado o tempo em que os asiáticos agradecerão reciprocamente ao Ocidente o facto de estes terem partilhado o capitalismo com a Ásia. Os políticos e pensadores ocidentais devem de ser convidados a visitarem os complexos industriais e as indústrias de serviços do Japão e da Coreia, Taiwan e China, Hong Kong e Singapura. Poderá haver aqui algumas lições valiosas a serem aprendidas.”[5]
 
Que lições são estas de que Mahbubani nos fala? Será que o segredo da salvação do Ocidente reside mesmo no sempre místico e exótico Oriente?
 
Este argumento de que o Oriente tem muito para nos ensinar em termos económicos já não é novo. Em 1979, Ezra Vogel defendeu no seu livro Japan As Number One: Lessons For America, que os Estados Unidos tinham de aprender com a economia japonesa de forma a não ficarem para trás no jogo mundial de nações em competição económica.
 
A vantagem dos asiáticos começa logo no campo da educação[6], pois está mais do que demonstrado que os alunos asiáticos por norma têm resultados escolares muito superiores aos obtidos no ocidente. As escolas asiáticas destacam-se pelos rígidos hábitos de trabalho que impõem aos seus alunos e pela sua alta exigência. Este sistema de ensino tem produzido alunos altamente disciplinados e híper-bem preparados em comparação com o aluno médio típico da Europa ou dos Estados Unidos.
 
Em contrapartida, no Ocidente as últimas décadas têm visto um alastrar do facilitismo nas escolas, fruto de políticas educativas erradas e o resultado está à vista. Os melhores matemáticos, engenheiros, arquitectos e cientistas estão hoje na Ásia. O cinema asiático tem cada vez mais força no mercado mundial e as empresas asiáticas estão cada vez mais agressivas. Nada consegue já travar o dragão asiático, a Ásia veio verdadeiramente para ficar.
 
O Oriente oferece valiosas lições não apenas a nós ocidentais, mas também aos países mais pobres e miseráveis do mundo. As nações do terceiro mundo só têm a ganhar em observar atentamente as nações do extremo oriente[7] (que também eram extremamente pobres há apenas algumas décadas atrás) e aprender com elas. Não basta ser-se capitalista, é necessário saber ser-se capitalista e o know how para isso por vezes é algo que leva décadas a absorver. 
 
Por sua vez, os políticos ocidentais que actualmente andam à deriva sem saber que direcção tomar, só beneficiariam se lessem Os Diálogos de Confúcio, a antiga sabedoria chinesa contém valiosas lições que os ocidentais não podem de forma alguma menosprezar, ainda para mais no actual contexto de superioridade económica chinesa.
 
Antes de ir mais longe, convém definir aquilo que podemos entender por “capitalismo asiático”. Muitos analistas económicos cometem actualmente o grave erro de por vezes afirmar que todos os países asiáticos têm seguido políticas económicas iguais. Isto é obviamente falso, no entanto, há quatro características comuns às economias asiáticas que lhes conferem uma particularidade única no mundo:
 
1º - Os políticos asiáticos não confiam no “laissez-faire, laissez-passer” e estão muito mais dispostos do que os políticos ocidentais a intervir directamente na economia dos seus países. Alguns exemplos destas intervenções directas na economia são a definição de políticas industriais e o controlo das taxas de juro e das taxas de câmbio.
 
2º - Os governos asiáticos têm recusado até agora implantar os vastos programas de apoio social que dominam em muitos países europeus. Os países europeus para sustentarem os seus imensos estados-providência necessitam de ter economias muito dinâmicas e uma população jovem, algo que a Europa neste momento claramente não tem. Os asiáticos apenas recentemente começaram a criar estruturas de apoio social mais completas, pois só agora as suas economias o começaram a permitir. Sem economia, não há estado-providência.
 
3º - Todas as economias asiáticas são obcecadas com as exportações.
 
4º - As políticas económicas asiáticas têm tendência a favorecer a indústria em lugar dos serviços e o investimento em vez do consumo como formas de promover o crescimento económico.
 
Como é que este “capitalismo asiático” pode salvar o Ocidente? O professor Mahbubani considera que o Ocidente tem de adoptar urgentemente uma atitude de maior intervenção dos governos nas economias como forma de atingir melhores resultados. Os políticos ocidentais têm de perder o seu dogma ideológico de julgar que os mercados só por si resolvem os problemas e apostar mais na intervenção estatal directa na economia quando é necessário.
 
Segundo Mahbubani:

 
“O primeiro erro do Ocidente foi ter considerado o capitalismo como um bem ideológico e não como um instrumento pragmático para melhorar o bem-estar do ser humano. Alan Greenspan foi provavelmente a maior vítima desta convicção ideológica de que os mercados sabem sempre o que é melhor… O Sr. Greenspan acreditava que os agentes dos mercados são mais inteligentes do que a regulação dos governos e isso levou a que ele não regulasse os mercados de forma severa… 
  
No entanto, nenhuma sociedade asiática, nem sequer o Japão, caiu vítima desta convicção ideológica. Os asiáticos acreditam que nenhuma sociedade pode prosperar sem boa governação… Para que o capitalismo possa funcionar bem, os governos têm de ter um papel essencial de regulação e supervisão da economia.”[8]
 
Portanto coloque-se a pergunta: será a regulação estatal de facto o motivo que está a fazer com que as economias asiáticas ultrapassem as do Ocidente? 


Na China, o Estado tem levado a cabo uma forte regulação do sector financeiro, porém, esta mesma regulação estatal constitui a médio/longo prazo um risco para a saúde do sector bancário chinês e os políticos chineses têm consciência disso. De facto, não há provas nenhumas que sustentem que a intervenção do Estado na economia é a razão de ser do boom económico da Ásia.[9]
 
Na prática, o motivo que levou as economias asiáticas a resistirem tão bem à actual crise do sector financeiro foi o facto de os bancos asiáticos terem desde o início evitado mexer no “lixo tóxico” que arruinou tantos bancos nos Estados Unidos e na Europa. Os banqueiros asiáticos neste aspecto foram e têm sido muito mais responsáveis e éticos do que os seus colegas europeus e americanos e o resultado está à vista.[10]

Vale a pena perguntar se esta "ética" e "responsabilidade" que predomina na banca asiática será um resultado da educação baseada em valores éticos e princípios tradicionais que muitos asiáticos recebem desde a mais tenra infância? 

Será o processo de decadência económico-social em que o Ocidente se encontra actualmente, um resultado directo do abandono dos valores éticos e da moral mais básica? 

As falhadas experiências ideológicas pelas quais o Ocidente em geral passou durante o século XX levaram a uma total ruptura do tradicional tecido social, moral e ético. Na Ásia, as ideologias de origem europeia também deixaram a sua marca profunda e apesar de esgotadas e impraticáveis, as mesmas ainda subsistem de forma meramente simbólica na China, Coreia do Norte e Vietnam. Porém, ao contrário do Ocidente, as ideologias totalitárias não levaram à ruptura com os valores tradicionais asiáticos. Mao Tsé-Tung bem tentou eliminar os valores tradicionais chineses com a sua falhada "Revolução Cultural". Na Coreia do Norte, o regime, apesar de teóricamente ser Marxista, na prática comporta-se como uma autêntica monarquia absolutista e os valores coreanos estão bem presentes e vivos na sociedade Norte-Coreana. O Vietnam não fugiu à regra que foi registada na China e na Coreia do Norte.

Confirma-se portanto que existe uma preservação de valores tradicionais na Ásia que poderá muito bem explicar o sucesso económico-social desta região do mundo. Seria interessante que se investigasse de forma mais aprofundada esta ligação entre o sucesso económico de uma nação e o grau de preservação dos valores tradicionais na mesma. Pois com a excepção da Coreia do Norte, praticamente todas as nações asiáticas são um exemplo de sucesso económico sem paralelo na história da humanidade.
 
Muitos empresários asiáticos queixam-se dos obstáculos inconvenientes que a regulação estatal lhes traz e quando vistos os factos mais a fundo, é difícil sustentar a tese de que a regulação estatal só por si é responsável pela força das economias orientais.[11]
 
De acordo com Michael Schuman, muitos analistas têm exagerado o papel do Estado nas economias asiáticas. Em 2009, no seu livro, The Miracle: The Epic Story of Asia’s Quest For Wealth, Schuman advoga que as verdadeiras causas do crescimento económico asiático têm sido a iniciativa privada, o comércio livre e o empreendedorismo, ao invés da regulação estatal. 
 
É inegável que a intervenção estatal teve um papel importante no arranque das economias asiáticas e algumas políticas industriais ajudaram a desenvolver determinados sectores.[12] Porém, a intervenção do Estado na economia é sempre uma espada de dois gumes que pode criar tanto o sucesso como o desastre absoluto. 
 
As crises económicas que o Japão e a Coreia do Sul enfrentaram no passado, têm as suas raízes na intervenção burocrática do Estado na economia e a manipulação da economia levada a cabo actualmente pelo governo chinês está a criar o terreno fértil para um crise económica chinesa dentro de alguns anos, isto caso nada seja feito para inverter o rumo da actual situação.[13]
 
De facto, na maior parte da Ásia, o caminho das políticas económicas tem sido na direcção de maior liberdade nos mercados financeiros e um comércio mais aberto. A Ásia está actualmente a usar as forças dos mercados para corrigir as distorções provocadas pelas intervenções do Estado na economia e não o contrário.[14]
 
O professor Mahbubani argumenta que o “capitalismo asiático” tem feito um melhor trabalho a proteger trabalhadores e promovendo a igualdade do que o capitalismo do Ocidente:
 
“Os governos asiáticos lutaram contra o desemprego criando esquemas de incentivo para promover o investimento e o emprego. Os governos ocidentais desprezaram sempre esta política por considerarem-na uma “política industrial”. Enquanto os trabalhadores do Ocidente sofrem, os capitalistas [do Ocidente] respondem que “os mercados é que sabem o que é melhor.” É possível que já tenha chegado o tempo para o Ocidente aprender com a Ásia a gerir os desafios existenciais do sistema capitalista.”[15]
 
O “capitalismo asiático” sempre deu prioridade à criação e manutenção de empregos e é neste âmbito que o Ocidente mais tem a aprender com a Ásia. 

Quando as coisas correm mal numa típica empresa asiática, a primeira reacção não é despedir centenas ou milhares de trabalhadores deixando-os à mercê da sociedade. A razão para isto prende-se principalmente com a cultura e os valores tradicionais asiáticos. Nas culturas asiáticas não é socialmente aceitável que se façam despedimentos em massa e isto tem contrapartidas muito positivas para a economia dos respectivos países.[16]
 
Em épocas de crise económica na Ásia, as empresas e os governos unem-se para encontrar toda a espécie de esquemas para manter os seus trabalhadores activos e não ter de haver despedimentos. Mais pessoas a trabalhar, significa mais pessoas a gastar dinheiro e isto é um contrabalanço muito positivo e extraordinário em qualquer crise económica. 
 
A longo prazo, as empresas asiáticas ao demonstrarem mais lealdade para com os seus trabalhadores, recebem esta lealdade em troca e o empenho e a dedicação dos trabalhadores asiáticos é por isso mesmo incomparável.[17] Acaba muitas vezes por existir uma verdadeira relação de respeito entre o trabalhador e a empresa e isto é uma vantagem inigualável num mundo em convulsão económica.
 
No Ocidente a busca selvagem por lucro criou um clima nefasto na maior parte das empresas em que o trabalhador se vê a si próprio muitas vezes como uma mera peça ao serviço de um burguês e isto é fruto da falta de respeito das empresas ocidentais para com os seus trabalhadores. Se o Ocidente quiser ultrapassar a sua doença económica, então terá de repensar a forma como trata aqueles que trabalham. 


Se um típico empresário ou banqueiro ocidental não possuir um mínimo de ética e moral, como se poderá esperar que a sua empresa ou banco dê um contributo minimamente positivo para a sociedade? A crise de valores pela qual passa o Ocidente parece cada vez mais ser um dos principais motivos que explicam a actual crise económico-social em que estamos mergulhados...
 
Muitos trabalhadores no ocidente estão desejosos de acabar o seu turno e ir para casa, ao invés, na Ásia, muitos trabalhadores dedicam-se ao máximo às suas empresas e fazem muitas vezes horas extraordinárias porque eles sabem que em momentos de maior dificuldade a sua empresa não os abandonará. Há uma relação de interesse mútuo muito forte na Ásia entre o trabalhador e a empresa, algo que não existe no Ocidente.
 
Outras lições importantes que o Ocidente pode aprender com o “capitalismo asiático” são as formas como os governos podem sustentar o crescimento económico. É necessário que, tal como na Ásia, os governos ocidentais invistam mais em infra-estruturas adequadas e na educação. Nos últimos anos os governos asiáticos têm-se concentrado muito em melhorar os seus sistemas educativos, as estradas e os aeroportos.[18]


Na Europa, as décadas de 1980 e 1990 viram os países membros da União Europeia melhorar de forma radical as suas infra-estrutras. Porém, subsiste o problema da educação.

Muitos advogam que a qualidade medíocre e o facilitismo do sistema educativo em muitos países europeus são um resultado da pobreza que durante décadas distinguiu a Europa do Norte da Europa do Sul. É um facto que o nível médio educativo dos cidadãos do norte da Europa é muito superior ao dos cidadãos do sul. Porém, a pobreza não poderá explicar o problema educativo, pois, muitos países asiáticos também eram extremamente pobres há apenas meio-século atrás, muito mais pobres do que a maioria dos países da Europa e hoje esses mesmos países asiáticos têm sistemas educativos que fazem a inveja do Ocidente. Basta ter em conta o número crescente de publicações científicas de origem asiática para se perceber este facto. Muitas das melhores Universidades do mundo estão hoje na Ásia e estas lideram em inúmeros campos a investigação científica de ponta. 

Então podemos assim constatar que a pobreza e o atraso económico que históricamente afectou os países do sul da Europa não servem para explicar a qulidade medíocre dos sistemas educativos desses mesmos países. Resta-nos assim concluir que a única explicação possível para este fenómeno é mais uma vez a preservação dos valores tradicionais que ocorreu na Ásia e não ocorreu no Ocidente. Repare-se que apesar dos países do norte da Europa terem sistemas educativos superiores aos do sul, na realidade os sistemas educativos asiáticos em termos gerais ultrapassam qualquer sistema educativo que tenhamos na Europa, Estados Unidos ou América Latina. 

Na Ásia deu-se uma preservação dos valores tradicionais e isso reflecte-se na educação. Ao invés, o Ocidente perdeu por completo os seus valores tradicionais e isso também se reflecte na educação. Como resultado inevitável, temos agora uma Ásia bem preparada para os desafios do século XXI e em contrapartida, o Ocidente caminha moribundo e sem rumo. 
 
Acima de tudo e tal como o professor Mahbubani destaca, é necessário que os governos ocidentais saibam colocar em primeiro lugar o pragmatismo e a resolução de problemas, depois é que poderá vir a ideologia. Esta sim é a maior lição que o “capitalismo asiático” tem para nos oferecer.
 
É bem possível que o segredo da salvação das economias ocidentais esteja na Ásia e nós ocidentais só temos a ganhar em olhar para Oriente e aprender com o melhor que se faz por lá.[19] A prosperidade economico-social que muitos países asiáticos começaram recentemente a descobrir é o fruto de décadas de um trabalho e esforço verdadeiramente titânicos para poder "apanhar" e ultrapassar o Ocidente. 


Não restam dúvidas de que a preservação dos valores tradicionais nos países asiáticos tem muito a ver com o sucesso económico desses mesmos países e o Ocidente não poderá recuperar económicamente enquanto não perceber que a recuperação da sua ética e moral perdidas são uma peça essencial para garantir o seu bem-estar económico futuro.

Já é tarde para que o Ocidente possa recuperar e os danos provocados no tecido social, moral e ético do Ocidente pelas ideologias materialistas do século XX são demasiados para serem corrigidos em pouco tempo. Caso o Ocidente queira fazer uma recuperação económico-social, essa mesma recuperação exigirá uma total reconversão das sociedades ocidentais, em todos os domínios e levará no mínimo três décadas para atingir resultados significativos.
 
Notas:

[1]INTERNATIONAL MONETARY FUND, Country and Regional Perspectives, Chapter 2, http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2010/02/pdf/c2.pdf, data da última consulta: 30/05/2012.
[2] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[3] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[4] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[5] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[6] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[7] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[8] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[9] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[10] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[11] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[12] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[13] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[14] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[15] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[16] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[17] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[18] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.
[19] SCHUMAN, Michael, Can Asian-Style Capitalism Save The West?, Time Magazine, http://business.time.com/2012/03/25/can-asian-style-capitalism-save-the-west/2/, data da última consulta: 29/05/2012.

João José Horta Nobre
Junho de 2012

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