terça-feira, 29 de maio de 2012

Che Guevara: O Carniceiro de La Cabaña

Sendo um bom aluno da escola de terror marxista-leninista, Che Guevara elogiou sem rodeios no seu testamento o “ódio eficaz que faz do homem uma eficaz, violenta, selectiva e fria máquina de matar”.


O bem conhecido guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara nasceu no seio de uma família com condições económicas relativamente boas em 1928 e sendo um jovem burguês, ele não teve dificuldades em aceder ao ensino superior onde cursou medicina.[1]

Do ponto de vista político, após uma série de viagens entre a Pampa e a selva da América Central, Guevara aprendeu rapidamente a odiar os Estados Unidos[2] que a partir da década de 1950 passaram a ser o arqui-inimigo da Humanidade aos olhos de Che Guevara.

Apesar do seu ódio aos Estados Unidos e a tudo o que “cheirasse” a capitalismo, Che Guevara nunca teve problemas em abraçar o fascismo vermelho proposto pela União Soviética e numa carta ao seu amigo, René Ramos Latour em 1957, Guevara branqueia o regime soviético escrevendo:

“Pertenço, pela minha formação ideológica, àqueles que acreditam que a solução dos problemas deste mundo se encontra por detrás da chamada cortina de ferro”.[3]

Na prática, ao defender os regimes da “cortina de ferro”, Che Guevara estava a defender o Imperialismo Soviético e a colonização ilegal da Alemanha Oriental, Polónia, Húngria, Bulgária, Roménia e Checoslováquia. Todos estes países tinham sido alegadamente “libertados” pelos soviéticos durante a 2ª Guerra Mundial e os mesmos comprometeram-se com os Aliados, prometendo retirar-se da política destes países uma vez terminada a guerra e permitindo a realização de eleições democráticas e livres nos mesmos.[4] [5]

No entanto, o resultado ficou claramente à vista de todos aqueles que tivessem olhos para ver, pois uma vez terminada a guerra os soviéticos não cumpriram nenhuma das suas promessas em relação aos referidos países e mantiveram uma ocupação “de facto” interferindo directamente nas políticas das nações “libertadas” e colocando governos-fantoche no poder. À excepção da Alemanha Oriental, os Soviéticos não tinham desculpas para permanecer militarmente nas restantes nações, nem para interferir na sua política.[6]

Ao defender o agressivo colonialismo soviético, Che Guevara diz-nos automaticamente muito sobre o seu verdadeiro carácter ético e moral. Foi em 1955 que Ché Guevara conheceu Fidel Castro no México e decide seguir com este para Cuba em Dezembro de 1956 quando desembarcam na ilha.[7]

Em termos militares, Che Guevara destacou-se pela sua dureza em combate[8] e sangue-frio, aliás, os relatos disponíveis deixam-nos a impressão de que este teria dado um bom oficial das SS de Hitler se tivesse nascido na Alemanha Nazi, ou então um bom carrasco ao serviço de Stalin.

Ché Guevara era um autêntico “partidário do autoritarismo enérgico” e a prova disso é o facto de ele uma vez ter mandado fuzilar imediatamente e sem direito a qualquer processo, um jovem rapaz que fazia parte da sua coluna e cujo único “crime” tinha sido o de roubar um pouco de comida para si.

Foi na prisão de La Cabaña que Ché Guevara demonstrou verdadeiramente o seu apetite “satânico” pelo sangue e pela morte. A prisão foi capturada por Guevara em Janeiro de 1959 e durante meses foi usada como um quartel-general e prisão militar. Durante os cinco meses (2 de Janeiro até 12 de Junho de 1959) em que esteve à frente da prisão, Che Guevara foi responsável por ter liderado centenas de julgamentos “revolucionários” e execuções sumárias em que a qualidade da "justiça" administrada era miserável e não estava enquadrada em qualquer tipo de sistema jurídico-legal credível em termos internacionais.

Não restam dúvidas de que em La Cabaña, Guevara aproveitou-se do seu poder absoluto e sem restrições para eliminar qualquer opositor político que não lhe fosse conveniente. Para além de ter mandado fuzilar antigos camaradas de armas que se atreviam a criticar o seu autoritarismo, Guevara mandou também executar centenas de prisioneiros, muitos dos quais condenados à morte sem provas concretas e inclusivamente fuzilados em muitos casos pelo próprio Guevara que segundo vários testemunhos, tirava um prazer especial das execuções.

Após, conquistar o poder em Cuba, Fidel Castro nomeia Che Guevara como Ministro da Indústria e director do Banco Central. É nestes cargos que Ché Guevara tenta a todo o custo impor o “modelo soviético” a Cuba, porém, a sua total falta de preparação para exercer estes cargos faz-se notar desde o início. Guevara afirmava “desprezar o dinheiro”, no entanto, ele próprio nunca deixou de viver nos bairros mais selectos e elitistas de Havana, enquanto muitos outros “irmãos” cubanos, ao invés, viviam em bairros de lata imundos, a hipocrisia era aqui total.

Desconhecedor profundo das mais elementares noções de economia, Che Guevara não tardou a arruinar o Banco Central de Cuba, algo que prova apenas a sua profunda estupidez e incompetência. 

Sendo um grande admirador confesso da tragédia que ficou conhecida como a “Revolução Cultural” de Mao Tsé-Tung, Guevara não tardou também a instituir em Cuba aquilo a que designou os “domingos de trabalho voluntários”. Na prática, este “trabalho voluntário” tinha muito pouco de “voluntário” e bastante mais de “forçado”. Segundo Régis Debray, foi até Che Guevara que inventou em 1960, na península de Guanaha, o primeiro “campo de trabalho correctivo”, ou seja, aquilo a que nós nos países onde existem direitos humanos chamamos de “campo de trabalhos forçados” ou “campo de concentração”…[9]

Sendo um bom aluno da escola de terror marxista-leninista, Che Guevara elogiou sem rodeios no seu testamento o “ódio eficaz que faz do homem uma eficaz, violenta, selectiva e fria máquina de matar”.[10] O radicalismo de Guevara ainda fica mais patente quando este afirma sem rodeios que: “não posso ser amigo de uma pessoa que não partilhe as minhas ideias”.[11] No entanto, também podemos perguntar que tipo de gente é que gostaria de ser amiga de uma personagem tão sinistra como Che Guevara?

Não há margem para dúvida, de que quando falamos de Che Guevara, não estamos a falar de nenhum guerrilheiro heróico, mas sim de uma assassino frio, cruel e profundamente maquiavélico. O seu sorriso satânico, a sua postura arrogante e a sua obra sanguinária deixaram um autêntico legado de terror que muitos ainda hoje não esquecem e não perdoam.

Os descendentes das vítimas de Che Guevara, nunca viram a justiça a ser-lhes servida da forma que desejavam, pois o “carniceiro de la cabaña” como é conhecido para muitos cubanos no exílio, nunca enfrentou um julgamento e uma acusação formal de crimes contra a humanidade. No entanto, acabou por ser fuzilado a sangue-frio na Bolívia a 8 de Outubro de 1967. Che Guevara teve assim a morte que mereceu, acabou por receber a mesma impiedade que ele próprio ofereceu a tantas das suas vítimas e que dá razão ao velho provérbio bíblico: “quem vive pela espada, morre pela espada”.

Che Guevara tinha o sonho de exportar o seu modelo de “revolução” pelo mundo, neste âmbito chegou a afirmar que o seu objectivo era “criar um, dois, três… inúmeros vietnames!” Esta afirmação da parte de Che Guevara demonstra apenas como ele subjugou em larga medida o verdadeiro poder não só dos Estados Unidos, mas da resistência anti-comunista a nível mundial. Na prática, Che Guevara nunca teve qualquer hipótese de vencer, ele poderia criar o caos temporário com acções de guerrilha e ataques terroristas, mas não tinha qualquer hipótese real de conquistar o poder ou mesmo até de espalhar a “revolução” na América Latina. O projecto comunista sempre foi e continua a ser um projecto falhado e falido desde o seu início, cujos únicos resultados têm sido banhos de sangue numa escala inimaginável.

Em 1963 Che Guevara parte para a Argélia e posteriormente parte para a Tanzânia onde fica muito pouco tempo. É no Congo que trava conhecimento com Laurent-Desiré Kabila, um marxista e simultaneamente um dos maiores carniceiros de África, responsável por inúmeros massacres de civis. É curioso notar-se que os “amigos” de Che Guevara eram na sua quase totalidade criminosos de guerra e ditadores sangrentos, mesmo até em termos de relações humanas, Che Guevara tem uma apetência por relacionamentos com criminosos da sua estirpe violenta.

A 11 de Dezembro de 1964, na ONU, Che Guevara afirma num discurso provocador e inflamatório que:

 “Fuzilamentos? Sim, nós sem dúvida fuzilamos! Fuzilamos e continuaremos e fuzilar tanto quanto necessário. A nossa luta é uma luta até à morte!” 

Isto para além de ser uma clara confissão dos seus crimes, é uma afronta directa à própria ONU e à paz mundial. É mais do que claro que a partir deste momento os Estado Unidos decidem “abrir caça” a Che Guevara e começam a mobilizar cada vez mais meios para o neutralizar. 

O próprio Fidel Castro (outro criminoso, mas mais calculista, racional e inteligente que Che Guevara) farta-se da loucura de Che Guevara e envia-o para a Bolívia onde ele não consegue atrair um único camponês boliviano para a sua guerrilha que passa literalmente fome e acaba por ver selado o seu destino em 1967 com a sua captura e execução sumária. 

É curioso notar que nos dias de hoje Che Guevara é um paradoxo, pois a sua imagem tem-se transformado numa autêntica máquina de fazer dinheiro com a venda de roupas, tabaco, material de papelaria, etc… ou seja, um dos maiores símbolos do anti-capitalismo, acabou ele próprio por se tornar irónicamente um produto da sociedade de consumo capitalista. Sem dúvida que a esta hora Che Guevara deve estar às voltas na campa…


Segue-se a seguir uma lista com 216 vítimas documentadas de Che Guevara em Cuba, assassinadas entre 1957 e 1959 e com a respectiva data de execução indicada. É impossível saber ao certo quantas pessoas foram assassinadas e mandadas assassinar por Che Guevara e o número real é certamente muito superior, no entanto, por agora estes são os casos sobre os quais há mais informação disponível.

Os dados foram cuidadosamente recolhidos e analisados por Armando M. Lago para um manuscrito intitulado “Cuba: The Human Cost of Social Revolution” e o rigor da investigação é surpreendente.


Executados por Che Guevara na Sierra Maestra durante a luta anti-batista (1957-1958):
1. ARISTIDIO - 10-57
2. MANUEL CAPITÁN - 1957
3. JUAN CHANG - 9-57
4. “BISCO” ECHEVARRÍA MARTÍNEZ - 8-57
5. EUTIMIO GUERRA - 2-18-57
6. DIONISIO LEBRIGIO - 9-57
7. JUAN LEBRIGIO - 9-57
8. “EL NEGRO” NÁPOLES - 2-18-57
9. “CHICHO” OSORIO - 1-17-57
10. PROFESSOR NÃO IDENTIFICADO (“EL MAESTRO") - 9-57
11-12. 2 IRMÃOS, ESPIÕES PERTENCENTES AO GRUPO MASFERRER - 9-57
13-14. 2 CAMPONESES NÃO-IDENTIFICADOS - 4-57



Executados ou mandados executar por Che Guevara durante o seu comando em Santa Clara (Janeiro 1-3, 1959):
1. RAMÓN ALBA - 1-3-59**
2. JOSÉ BARROSO- 1-59
3. JOAQUÍN CASILLAS LUMPUY - 1-2-59**
4. FÉLIX CRUZ - 1-1-59
5. ALEJANDRO GARCÍA OLAYÓN - 1-31-59**
6. HÉCTOR MIRABAL - 1-59
7. J. MIRABAL- 1-59
8. FÉLIX MONTANO - 1-59
9. CORNELIO ROJAS - 1-7-59**
10. VILALLA - 1-59
11. DOMINGO ÁLVAREZ MARTÍNEZ - 1-4-59**
12. CANO DEL PRIETO - 1-7-59**
13. JOSE FERNÁNDEZ MARTÍNEZ-1-2-59
14. JOSÉ GRIZEL SEGURA - 1-7-59** ( Manacas)
15. ARTURO PÉREZ PÉREZ - 1-24-59**
16. RICARDO RODRÍGUEZ PÉREZ - 1-11-59**
17. FRANCISCO ROSELL - 1-11-59
18. IGNACIO ROSELL LEYVA - 1-11-59
19. ANTONIO RUÍZ BELTRÁN -1-11-59
20. RAMÓN SANTOS GARCÍA - 1-12-59
21. PEDRO SOCARRÁS - 1-12-59**
22. MANUEL VALDÉS - 1-59
23. TACE JOSÉ VELÁZQUEZ - 12-59**
**Che assinou a sentença de morte antes de abandonar Santa Clara.



Execuções documentadas na prisão de La Cabaña sob o comando de Che Guevara (3 de Janeiro até 26 de Novembro de 1959):
1. VILAU ABREU - 7-3-59
2. HUMBERTO AGUIAR - 1959
3. GERMÁN AGUIRRE - 1959
4. PELAYO ALAYÓN - 2-59
5. JOSÉ LUIS ALFARO SIERRA - 7-1-59
6. PEDRO ALFARO - 7-25-59
7. MARIANO ALONSO - 7-1-59
8. JOSÉ ALVARO - 3-1-59
9. ALVARO ANGUIERA SUÁREZ – 1-4-59
10. ANIELLA - 1959
11. MARIO ARES POLO - 1-2-59
12. JOSÉ RAMÓN BACALLAO - 12-23-59**
13. SEVERINO BARRIOS - 12-9-59**
14. EUGENIO BÉCQUER - 9-29-59
15. FRANCISCO BÉCQUER - 7-2-59
16. RAMÓN BISCET - 7-5-59
17. ROBERTO CALZADILLA - 1959
18. EUFEMIO CANO - 4-59
19. JUAN CAPOTE FIALLO - 5-1-59
20. ANTONIO CARRALERO - 2-4-59
21. GERTRUDIS CASTELLANOS - 5-7-59
22. JOSÉ CASTAÑO QUEVEDO - 3-6-59
23. RAÚL CASTAÑO - 5-30-59
24. EUFEMIO CHALA - 12-16-59**
25. JOSÉ CHAMACE - 10-15-59
26. JOSÉ CHAMIZO - 3-59
27. RAÚL CLAUSELL - 1-28-59
28. ÁNGEL CLAUSELL - 1-18-59
29. DEMETRIO CLAUSELL - 1-2-59
30. JOSÉ CLAUSELL – 1-29-59
31. ELOY CONTRERAS 1-18-59
32. ALBERTO CORBO - 12-7-59**
33. EMILIO CRUZ PEREZ - 12-7-59**
34. ORESTES CRUZ – 1959
35. ADALBERTO CUEVAS – 7-2-59**
36. CUNI - 1959
37. ANTONIO DE BECHE - 1-5-59
38. MATEO DELGADO - 12-4-59
39. ARMANDO DELGADO - 1-29-59
40. RAMÓN DESPAIGNE - 1959
41. JOSÉ DÍAZ CABEZAS - 7-30-59
42. FIDEL DÍAZ MARQUINA – 4-9-59
43. ANTONIO DUARTE - 7-2-59
44. RAMÓN FERNÁNDEZ OJEDA - 5-29-59
45. RUDY FERNÁNDEZ - 7-30-59
46. FERRÁN ALFONSO - 1-12-59
47. SALVADOR FERRERO - 6-29-59
48. VICTOR FIGUEREDO - 1-59
49. EDUARDO FORTE - 3-20-59
50. UGARDE GALÁN - 1959
51. RAFAEL GARCÍA MUÑIZ - 1-20-59
52. ADALBERTO GARCÍA - 6-6-59
53. ALBERTO GARCÍA - 6-6-59
54. JACINTO GARCÍA - 9-8-59
55. EVELIO GASPAR - 12-4-59**
56. ARMADA GIL Y DIEZ CABEZAS - 12-4-59**
57. JOSÉ GONZÁLEZ MALAGÓN - 7-2-59
58. EVARISTO BENERIO GONZÁLEZ - 11-14-59
59. EZEQUIEL GONZÁLEZ - 1-59
60. SECUNDINO GONZÁLEZ - 1959
61. RICARDO LUIS GRAO - 2-3-59
62. RICARDO JOSÉ GRAU - -7-59
63. OSCAR GUERRA - 3-9-59
64. JULIÁN HERNÁNDEZ - 2-9-59
65. FRANCISCO HERNÁNDEZ LEYVA - 4-15-59
66. ANTONIO HERNÁNDEZ - 2-14-59
67. GERARDO HERNÁNDEZ - 7-26-59
68. OLEGARIO HERNÁNDEZ - 4-23-59
69. SECUNDINO HERNÁNDEZ - 1-59
70. RODOLFO HERNÁNDEZ FALCÓN - 1.9.59
71. RAÚL HERRERA – 2-18-59
72. JESÚS INSUA - 7-30-59
73. ENRIQUE IZQUIERDO- 7-3-59
74. SILVINO JUNCO - 11-15-59
75. ENRIQUE LA ROSA - 1959
76. BONIFACIO LASAPARLA - 1959
77. JESÚS LAZO OTAÑO - 1959
78. ARIEL LIMA LAGO - 8-1-59 ( Minor)
79. RENE LÓPEZ VIDAL - 7-3-59
80. ARMANDO MAS - 2-17-59
81. ONERLIO MATA – 1-30-59
82. EVELIO MATA RODRIGUEZ - 2-8-59
83. ELPIDIO MEDEROS - 1-9-59
84. JOSÉ MEDINA - 5-17-59
85. JOSÉ MESA - 7-23-59
86. FIDEL MESQUÍA DIAZ - 7-11-59
87. JUAN MANUEL MILIÁN - 1959
88. JOSÉ MILIAN PÉREZ - 4-3-59
89. FRANCISCO MIRABAL - 5-29-59
90. LUIS MIRABAL - 1959
91. ERNESTO MORALES - 1959
92. PEDRO MOREJÓN - 3-59
93. DR. CARLOS MUIÑO, M.D. - 1959
94. CÉSAR NECOLARDES ROJAS - 1-7-59
95. VICTOR NECOLARDES ROJAS - 1-7-59
96. JOSÉ NUÑEZ - 3-59
97. VITERBO O'REILLY - 2-27-59
98. FÉLIX OVIEDO - 7-21-59
99. MANUEL PANEQUE - 8-16-59
100. PEDRO PEDROSO - 12-1-59**
101. DIEGO PÉREZ CUESTA - 1959
102. JUAN PÉREZ HERNANDEZ-5-29-59
103. DIEGO PÉREZ CRELA - 04-03-59
104. JOSÉ POZO - 1959
105. EMILIO PUEBLA - 4-30-59
106. ALFREDO PUPO - 5-29-59
107. SECUNDINO RAMÍREZ - 4-2-59
108. RAMÓN RAMOS - 4-23-59
109. PABLO RAVELO JR. 9-15-59
110. RUBÉN REY ALBEROLA- 2-27-59
111. MARIO RISQUELME - 1-29-59
112. FERNANDO RIVERA - 10-8-59
113. PABLO RIVERO - 5-59
114. MANUEL RODRÍGUEZ - 3-1-59
115. MARCOS RODRÍGUEZ - 7-31-59
116. NEMESIO RODRÍGUEZ - 7-30-59
117. PABLO RODRÍGUEZ - 10-1-59
118. RICARDO RODRÍGUEZ - 5-29-59
119. OLEGARIO RODRÍGUEZ FERNÁNDEZ - 4.23.59
120. JOSÉ SALDARA - 11-9-59
121. PEDRO SANTANA - 2-59
122. SERGIO SIERRA - 1-9-59
123. JUAN SILVA - 8-59
124. FAUSTO SILVA – 1-29-59
125. ELPIDIO SOLER - 11-8-59
126. JESÚS SOSA BLANCO - 2-8-59
127. RENATO SOSA - 6-28-59
128. SERGIO SOSA - 8-20-59
129. PEDRO SOTO - 3-20-59
130. OSCAR SUÁREZ - 4-30-59
131. RAFAEL TARRAGO - 2-18-59
132. TEODORO TELLEZ CISNEROS - 1-3-59
133. FRANCISCO TELLEZ - 1-3-59
134. JOSÉ TIN - 1-12-59
135. FRANCISCO TRAVIESO - 1959
136. LEONARDO TRUJILLO - 2-27-59
137. TRUJILLO - 1959
138. LUPE VALDÉS BARBOSA - 3-22-59
139. MARCELINO VALDÉS - 7-21-59
140. ANTONIO VALENTÍN - 3-22-59
141. MANUEL VÁZQUEZ - 3-22-59
142. SERGIO VÁZQUEZ - 5-29-59
143. VERDECIA - 1959
144. DÁMASO ZAYAS - 7-23-59
145. JOSÉ ALVARADO - 4-22-59
146. LEONARDO BARÓ - 1-12-59
147. RAÚL CONCEPCIÓN LIMA - 1959
148. ElADIO CARO - 1-4-59
149. CARPINTOR - 1959
150. CARLOS CORVO MARTÍNEZ - 1959
151. JUAN GUILLERMO COSSÍO - 1959
152. CORPORAL ORTEGA - 7-11-59
153. JUAN MANUEL PRIETO - 1959
154. ANTONIO VALDÉS MENA - 5-11-59
155. ESTEBAN LASTRA - 1-59
156. JUAN FELIPE CRUZ SERAFIN - 6-59**
157. BONIFACIO GRASSO - 7-59
158. FELICIANO ALMENARES - 12-8-59
159. ANTONIO BLANCO NAVARRO - 12-10-59**
160. ALBERTO CAROLA - 6-5-59
161. EVARISTO GUERRA - 2-8-59
162. CRISTÓBAL MARTÍNEZ – 1-16-59
163. PEDRO RODRÍGUEZ – 1-10-59
164. FRANCISCO TRUJILLO – 2-18-59

**A sentença de morte foi assinada por Che, mas a execução foi levada a cabo apenas após ele ter deixado o comando.[12]


Notas:

[1] COURTOIS, Stéphane, WERTH, Nicolas, PANNÉ, Jean-Louis, PACZKOWSKI, Andrzej, BARTOSEK, Karel, MARGOLIN, Jean-Louis, O Livro Negro do Comunismo, Quetzal Editores, 4ª edição, Lisboa, 1999, p. 741.
[2] COURTOIS, Stéphane, WERTH, Nicolas, PANNÉ, Jean-Louis, PACZKOWSKI, Andrzej, BARTOSEK, Karel, MARGOLIN, Jean-Louis, O Livro Negro do Comunismo, Quetzal Editores, 4ª edição, Lisboa, 1999, p. 741.
[3] COURTOIS, Stéphane, WERTH, Nicolas, PANNÉ, Jean-Louis, PACZKOWSKI, Andrzej, BARTOSEK, Karel, MARGOLIN, Jean-Louis, O Livro Negro do Comunismo, Quetzal Editores, 4ª edição, Lisboa, 1999, p. 741.
[4] BBC BRASIL, De A a Z: Era Soviética, http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/011120_palavrarg.shtml, data da última consulta: 13/04/2012.
[5] Churchill, Winston S., The Second World War: Triumph and Tragedy, Livro 2, 1962, pp. 489-514.
[6] CHURCHILL, Winston, Sinews of Peace, Wikisource, http://en.wikisource.org/wiki/Iron_Curtain_Speech, data da última consulta: 17/04/2012.
[7] COURTOIS, Stéphane, WERTH, Nicolas, PANNÉ, Jean-Louis, PACZKOWSKI, Andrzej, BARTOSEK, Karel, MARGOLIN, Jean-Louis, O Livro Negro do Comunismo, Quetzal Editores, 4ª edição, Lisboa, 1999, p. 741.
[8] COURTOIS, Stéphane, WERTH, Nicolas, PANNÉ, Jean-Louis, PACZKOWSKI, Andrzej, BARTOSEK, Karel, MARGOLIN, Jean-Louis, O Livro Negro do Comunismo, Quetzal Editores, 4ª edição, Lisboa, 1999, p. 742.
[9] COURTOIS, Stéphane, WERTH, Nicolas, PANNÉ, Jean-Louis, PACZKOWSKI, Andrzej, BARTOSEK, Karel, MARGOLIN, Jean-Louis, O Livro Negro do Comunismo, Quetzal Editores, 4ª edição, Lisboa, 1999, p. 742.
[10] COURTOIS, Stephane, WERTH, Nicolas, PANNÉ, Jean-Louis, PACZKOWSKI, Andrzej, BARTOSEK, Karel, MARGOLIN, Jean-Louis, O Livro Negro do Comunismo, Quetzal Editores, 4ª edição, Lisboa, 1999, p. 742.
[11] COURTOIS, Stéphane, WERTH, Nicolas, PANNÉ, Jean-Louis, PACZKOWSKI, Andrzej, BARTOSEK, Karel, MARGOLIN, Jean-Louis, O Livro Negro do Comunismo, Quetzal Editores, 4ª edição, Lisboa, 1999, p. 742.
[12] CUBA ARCHIVE, 216 Documented Victims of Che Guevara in Cuba: 1957 to 1959, http://www.cubaarchive.org/downloads/CA08.pdf, data da última consulta: 01/05/2012.

João José Horta Nobre
Maio de 2012
 

sábado, 19 de maio de 2012

O Pensamento de Teixeira de Pascoaes em "O Génio Português Na Sua Expressão Filosófica, Poética e Religiosa"


 Para Teixeira de Pascoaes, o génio lusíada é essencialmente um criador e por isso, o mais belo representante do espírito humano em acção poética a "dilatar a obra de Deus".


A alma lusíada é no filósofo a matéria e o espírito, misturando-se harmoniosamente, em uma constante actividade criadora de novas formas de vida, eternamente originais.[1]

Para Pascoaes o homem educado fora da sua raça não a conhece e portanto não a pode amar.[2] Despertar na mocidade o génio nacional através do ensinamento dos poetas, escritores e artistas representativos da língua, das lendas, da paisagem e da história de Portugal é o primeiro dever dos educadores. O autor considerava mesmo que não conhecia "pior erro do que esse de cultivar num povo qualidades estranhas que lhe não pertencem por natureza".[3]

O indivíduo desnacionalizado perde a sua presença viva, dilui-se num fantasma inerte. O assim chamado "génio aventureiro" dos portugueses que hoje muitos desprezam, assim como o "temperamento messiânico" que ainda é mais desprezado, são as duas grandes qualidade que Pascoaes atribuiu ao povo português.[4]

Teixeira de Pascoaes considerava que aqueles que julgam o sentimento de amor à Pátria como sendo inimigo do progresso moral da Humanidade, das modernas ideias de justiça social, etc… são pessoas que desconhecem por completo a "natureza humana".[5]

A justiça social, para Pascoaes só poderia realizar-se dentro de cada Pátria. Pois querer criar uma justiça comum para toda a Humanidade é um sonho chimérico; equivale a pedir um rosto igual para todos os homens. Algo que Pascoaes eufemísticamente descreve como um puro "absurdo"![6]
 
As pátrias diferem «por natureza» umas das outras, assim como os indivíduos. Elas resultam da união, por parentesco de sangue de um certo número de indivíduos num determinado território.[7] O amor à Pátria é por isso a própria saúde moral de um povo: "o sinal de que vive".[8]

Pascoaes considerava que numa nação ainda atrasada como era Portugal, seria patriótico chamar a atenção de um povo para a sua alma revelada a fim de que ela encontre em si própria, uma luz guiadora dos seus actos e a energia que os provoque e lhes garanta sucesso.[9]

Dar à Pátria portuguesa a consciência do seu ser espiritual é dar mais relevo, nitidez e vida à sua presença entre as outras nações e prepará-la sobretudo para o cumprimento de um alto destino.[10]

A renascença italiana opõe para Pascoaes o génio português à sua criação da «Saudade». A renascença italiana foi criada, exteriormente por alguns artistas geniais e a saudade concebeu-se por sua vez no íntimo espiritual de uma raça.[11]
 
O poeta português é um interprete da sua raça em ascensão divina; o estrangeiro é o interprete de este ou aquele livro de filosofia.[12] O "saudosismo panteísta", revelador e criador dos aspectos viventes e misteriosos da criação, é escultural na sua essência.[13]

O génio lusíada é essencialmente um criador e por isso, o mais belo representante do espírito humano em acção poética a "dilatar a obra de Deus".[14]

A palavra "medo" na língua portuguesa encerra um sentido profundo, não materialista, mas anímico. Ela significa o primeiro estremecimento do homem perante a presença inesperada de Deus ainda envolto em névoas misteriosas…[15] O "medo" é portanto uma coisa sagrada.[16]

O homem gera constantemente vida espiritual, assim como a terra gera vida vegetal.[17] Pascoaes destaca que: "quando esta vida psíquica se tornar interpretativa das imperfeitas vidas anteriores e com elas se casar, construindo um universo ideal dentro da realidade do universo, teremos a verdadeira religião saudosista".[18]

Pascoaes considerava que o povo português deu sempre uma feição própria ao Cristianismo e só pela força das circunstâncias politicas e da vontade dos reis se sujeitou à igreja romana. Para Pascoaes, a república deveria de resolver a questão religiosa reconstituindo a nossa igreja e dotando-a de um clero esclarecido e virtuoso, restituindo-lhe então todos os seus bens.[19]

O povo acredita em Deus, mas não se importa com o Papa, nem com os Bispos. O «Saudosismo» é um novo credo religioso que não responde apenas à ansiedade mística da alma lusíada, mas a muito mais.[20]

Pascoaes sentia que na realidade, o espírito humano está desejoso de se libertar do cárcere estreito, escuro e asfixiante em que o materialismo o enclausurou. Ele acreditava que as forças que iriam operar a próxima grande transformação do mundo seriam as forças religiosas de natureza espiritual, talvez até mesmo reencarnadas num novo Cristo.[21]

É necessário que o poder mudando de mãos se transcendentalize. A Humanidade nada poderá lucrar se a justiça mudar apenas de local passando do primeiro andar para o rés do chão. É essencial que a justiça exista em todos os andares. Pascoaes ía ao ponto de afirmar que para ele "o renascimento religioso é inegável". "Estamos à beira de uma nova era". "É o reino saudosista que se anuncia"…[22]


Notas:

[1] PASCOAES, Teixeira de, O Génio Português na Sua Expressão Filosófica, Poética e Religiosa, Renascença Portuguesa, Porto, 1913, pág: 8.
[2] IDEM, op. cit, pág: 9.
[3] IDEM, op. cit, pág: 10.
[4] IDEM, op. cit, pág: 10.
[5] IDEM, op. cit, pág: 11.
[6] IDEM, op. cit, pág: 11.
[7] IDEM, op. cit, pág: 12.
[8] IDEM, op. cit, pág: 12.
[9] IDEM, op. cit, pág: 13.
[10] IDEM, op. cit, pág: 13.
[11] IDEM, op. cit, pág: 19.
[12] IDEM, op. cit, pág: 20.
[13] IDEM, op. cit, pág: 27.
[14] IDEM, op. cit, pág: 29.
[15] IDEM, op. cit, pág: 31.
[16] IDEM, op. cit, pág: 31.
[17] IDEM, op. cit, pág: 37.
[18] IDEM, op. cit, pág: 38.
[19] IDEM, op. cit, pág: 43.
[20] IDEM, op. cit, pág: 44.
[21] IDEM, op. cit, pág: 47.
[22] IDEM, op. cit, pág: 47-48.



Este artigo foi publicado no "Correio do Porto" a 27 de Maio de 2012:  

http://www.correiodoporto.com/cultura/teixeira-de-pascoaes





JJHN
Janeiro de 2012




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